sábado, 10 de abril de 2021

ESCREVER



Escrever para muitas pessoas pode ser considerado um ato de ternura, paixão, encantamento e para outras tantas um ato de coragem, perspicácia, compartilhamento. Seja de um, de outro ou até mesmo dos diferentes modos simultaneamente possíveis, o que importa é saber que, na verdade, o ato de escrever não é apenas um ato de desejo, mas eu diria mais. Escrever é, sobretudo, uma necessidade. 

(Antonio Gustavo)

EVITE

Evite de cultivar a mesquinharia de sentimentos ruins, que retira o brilho do seu olhar ou a beleza do seu coração para a contemplação e admiração das coisas boas que realmente importam preservarmos na vida.

Evite de alimentar a culpa de falsas acusações, elas não levam a lugar algum, só servem para nos manter encarcerados na ignorância de pessoas que se conformam por nos definir sem antes conhecer quem, verdadeiramente, somos.

 Evite de si perder no labirinto de palavras, a princípio elas ocultam soluções sinalizando-nos falsas saídas, por isso mesmo mais vale ora encontrarmos respostas na sabedoria de um silêncio do que nos atalhos de palavras baseadas em análises apressadas.

Evite de justificar os erros, eles são para aprendermos e não para repetirmos. Tente transformá-los em algo bom e útil como numa lição, onde o propósito reside em buscarmos corrigi-los, superá-los e, assim, evoluirmos.

Evite de sofrer inutilmente, por algo que não foi como imaginava que poderia ou deveria ser, é sinal de que é necessário não deixarmos pequenas ou falsas preocupações substituir a alegria de viver.

Evite de carregar excessos, é um ensinamento simples, porém que costumamos complicar. Retiremo-nos e coloquemos o essencial da moderação em seu lugar.

Evite de se conformar com o mundo corrompido, pois nos caminhos fáceis, ora revelam-se tesouros e honras acumulados de origem desonesta, enquanto nos caminhos difíceis, procedê-los com fé e benignidade não só é bom como também agrada a Deus.


TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

terça-feira, 6 de abril de 2021

A CULPA É DE QUEM?


A culpa é de quem?

Se você não teve olhos para enxergar brilhar

Este amor que era só seu e de mais ninguém

Que feliz queria te conduzir tão bela a um altar. 


A culpa é de quem?

Se não te encontro mais no mesmo lugar 

E a voz que escuto é de um outro alguém

Me falando que um novo amor eu devo buscar.


A culpa é de quem?

Se os meus braços ainda querem te abraçar

Se os meus lábios ainda querem te beijar

Se os meus versos ainda querem te eternizar.


A culpa é de quem?

Se sem este amor não tem mais graça o meu viver

Me sinto como um andarinho sem ninguém

Caminhando sem rumo pela vida a sofrer. 


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

domingo, 4 de abril de 2021

EU QUERO ALGUÉM


 Eu quero alguém para dividir a vida

Que eu posso chamar de meu amor

E que não faça motivo de despedida

Quando no peito invade alguma dor

Porque quando existe amor de verdade

Dificuldades são etapas a serem vencidas

Jamais se perde uma guerra por humildade 

De assumir as batalhas que foram perdidas.


Eu quero alguém simples de coração

Sendo profana como também divina

Que olhando para o céu não cegue a visão

Com a luz que ao chegar a terra ilumina

O bem que há adormecido dentro do ideal

Esperando e construindo a oportunidade 

De revelar que ainda por ser mais do que real

Viver sublimes sonhos de humanidade.


Eu quero alguém metade de mim

Mesmo avessa a minha religião, a minha ciência 

Capaz de no itinerante começo e fim

Transformar em ininterrupta nossa experiência

De prosseguirmos juntos com fé na caminhada 

Mesmo que a única certeza a mover seja a dúvida

Para onde tentando encontrar a felicidade haja

Espaços de cultivar muito amor, alegria e vida.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

A VIDA


A vida não é apenas feita de barreiras, mas sim também de horizontes.

(Antonio Gustavo)

BANAL INCERTEZA


E ela vai querer fazer ciúme para mim assim

Da maneira mais evidente, tola a se aparecer

Juro que essa história pode chegar ao fim

E mesmo percebendo não irei confessar padecer.


Porque mulher brasileira, mulher verdadeira...

É aquela que quando está interessada 

Não faz do amor coisa feia, banal incerteza 

Um labirinto cheio de ego adornado de nada.


E ela pode continuar fingindo gozo pelo não

Ao invés de responder com um sincero sim

Isso não cessará a tempestade do seu coração

Muito menos revelará tal amor que sente por mim.


Porque mulher brasileira, mulher verdadeira...

É aquela que mesmo quando si devassa

Não deixa de ser simpática e conselheira

Com o tratamento de peso das sutis palavras. 


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

TENHO COMIGO


Tenho comigo as míseras utopias 

Uma a uma incomodadas e reunidas no cemitério 

Aprendendo com a arte das despedidas

O que se some e não soma hemisfério a hemisfério.


Tenho comigo noites mal dormidas 

Da insônia o escolhido pelos sonhos não sonhados

De abertas feridas por felicidades adormecidas 

Dos encontros o único por todos desencontrados.


Tenho comigo o sabor do fim dos dias

A experiência inescrutável dos itinerários

Percalços inúmeros a atrapalhar nossas vidas

Com fiel  apoio dos desumanos reacionários.


Tenho comigo as bondade reduzidas

Para os cegos que ainda inventam razões de ser nos fardos

Sem fazer motivo algum para ver traduzidas 

No bem, justiça e liberdade a face maltratada dos fatos. 


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

DELÍRIOS

Delírios de rios

São prenhe de lacunas 

Delírios de risos

São pleno de loucuras.


Delírios de versos

São os que te encontro

Delírios de mistérios

São os que te perco.


Delírios de invernos 

São os frios de janeiro

Delírios de infernos 

São os calores de fevereiro.


Delírios de remédios 

São respostas de consulta 

Delírios de tédios 

São razões de coisa alguma.


Delírios dos delírios 

São doenças e curas

Elo de virtudes e vícios 

Fruta verde e madura.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO


HOMEM INTELIGENTE

O homem inteligente sabe não apenas diferenciar opiniões de fatos, mas também sabe construir as suas opiniões baseadas em fatos e não os fat...