(Antonio Gustavo)
"É preciso ser um realista para descobrir a realidade. É preciso ser um romântico para criá-la" (Fernando Pessoa)
sábado, 10 de abril de 2021
ESCREVER
EVITE
Evite de cultivar a mesquinharia de sentimentos
ruins, que retira o brilho do seu olhar ou a beleza do seu coração para a
contemplação e admiração das coisas boas que realmente importam preservarmos na
vida.
Evite de alimentar a culpa de falsas acusações,
elas não levam a lugar algum, só servem para nos manter encarcerados na ignorância de pessoas que se conformam por nos definir sem antes conhecer quem,
verdadeiramente, somos.
Evite de si
perder no labirinto de palavras, a princípio elas ocultam soluções
sinalizando-nos falsas saídas, por isso mesmo mais vale ora encontrarmos
respostas na sabedoria de um silêncio do que nos atalhos de palavras baseadas
em análises apressadas.
Evite de justificar os erros, eles são para
aprendermos e não para repetirmos. Tente transformá-los em algo bom e útil como numa
lição, onde o propósito reside em buscarmos corrigi-los, superá-los e, assim,
evoluirmos.
Evite de sofrer inutilmente, por algo que não foi
como imaginava que poderia ou deveria ser, é sinal de que é necessário não
deixarmos pequenas ou falsas preocupações substituir a alegria de viver.
Evite de carregar excessos, é um ensinamento simples, porém que costumamos complicar. Retiremo-nos e coloquemos o essencial da moderação em seu lugar.
Evite de se conformar com o mundo corrompido, pois nos caminhos fáceis, ora revelam-se tesouros e honras acumulados de origem desonesta, enquanto nos caminhos difíceis, procedê-los com fé e benignidade não só é bom como também agrada a Deus.
TEXTO: ANTONIO GUSTAVO
terça-feira, 6 de abril de 2021
A CULPA É DE QUEM?
A culpa é de quem?
Se você não teve olhos para enxergar brilhar
Este amor que era só seu e de mais ninguém
Que feliz queria te conduzir tão bela a um altar.
A culpa é de quem?
Se não te encontro mais no mesmo lugar
E a voz que escuto é de um outro alguém
Me falando que um novo amor eu devo buscar.
A culpa é de quem?
Se os meus braços ainda querem te abraçar
Se os meus lábios ainda querem te beijar
Se os meus versos ainda querem te eternizar.
A culpa é de quem?
Se sem este amor não tem mais graça o meu viver
Me sinto como um andarinho sem ninguém
Caminhando sem rumo pela vida a sofrer.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
domingo, 4 de abril de 2021
EU QUERO ALGUÉM
Eu quero alguém para dividir a vida
Que eu posso chamar de meu amor
E que não faça motivo de despedida
Quando no peito invade alguma dor
Porque quando existe amor de verdade
Dificuldades são etapas a serem vencidas
Jamais se perde uma guerra por humildade
De assumir as batalhas que foram perdidas.
Eu quero alguém simples de coração
Sendo profana como também divina
Que olhando para o céu não cegue a visão
Com a luz que ao chegar a terra ilumina
O bem que há adormecido dentro do ideal
Esperando e construindo a oportunidade
De revelar que ainda por ser mais do que real
Viver sublimes sonhos de humanidade.
Eu quero alguém metade de mim
Mesmo avessa a minha religião, a minha ciência
Capaz de no itinerante começo e fim
Transformar em ininterrupta nossa experiência
De prosseguirmos juntos com fé na caminhada
Mesmo que a única certeza a mover seja a dúvida
Para onde tentando encontrar a felicidade haja
Espaços de cultivar muito amor, alegria e vida.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
BANAL INCERTEZA
E ela vai querer fazer ciúme para mim assim
Da maneira mais evidente, tola a se aparecer
Juro que essa história pode chegar ao fim
E mesmo percebendo não irei confessar padecer.
Porque mulher brasileira, mulher verdadeira...
É aquela que quando está interessada
Não faz do amor coisa feia, banal incerteza
Um labirinto cheio de ego adornado de nada.
E ela pode continuar fingindo gozo pelo não
Ao invés de responder com um sincero sim
Isso não cessará a tempestade do seu coração
Muito menos revelará tal amor que sente por mim.
Porque mulher brasileira, mulher verdadeira...
É aquela que mesmo quando si devassa
Não deixa de ser simpática e conselheira
Com o tratamento de peso das sutis palavras.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
TENHO COMIGO
Tenho comigo as míseras utopias
Uma a uma incomodadas e reunidas no cemitério
Aprendendo com a arte das despedidas
O que se some e não soma hemisfério a hemisfério.
Tenho comigo noites mal dormidas
Da insônia o escolhido pelos sonhos não sonhados
De abertas feridas por felicidades adormecidas
Dos encontros o único por todos desencontrados.
Tenho comigo o sabor do fim dos dias
A experiência inescrutável dos itinerários
Percalços inúmeros a atrapalhar nossas vidas
Com fiel apoio dos desumanos reacionários.
Tenho comigo as bondade reduzidas
Para os cegos que ainda inventam razões de ser nos fardos
Sem fazer motivo algum para ver traduzidas
No bem, justiça e liberdade a face maltratada dos fatos.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
DELÍRIOS
Delírios de rios
São prenhe de lacunas
Delírios de risos
São pleno de loucuras.
Delírios de versos
São os que te encontro
Delírios de mistérios
São os que te perco.
Delírios de invernos
São os frios de janeiro
Delírios de infernos
São os calores de fevereiro.
Delírios de remédios
São respostas de consulta
Delírios de tédios
São razões de coisa alguma.
Delírios dos delírios
São doenças e curas
Elo de virtudes e vícios
Fruta verde e madura.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
HOMEM INTELIGENTE
O homem inteligente sabe não apenas diferenciar opiniões de fatos, mas também sabe construir as suas opiniões baseadas em fatos e não os fat...

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Ao abordar a respeito dos desafios envolvendo o combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é importante levar em cons...
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Que o motivo da minha alegria continue sendo sempre o que me faz bem e nunca o que ao outro faz mal. (Antonio Gustavo)
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Voe, voe... Nas asas da liberdade Nas asas do doce amor Nas asas da felicidade Nas asas de onde aonde for. Voe, voe... Nas a...