O café corresponde a um grão que
representa uma das mais importantes culturas agrícolas existentes no
agronegócio brasileiro. Não é à toa que há bastante tempo o Brasil se destaca
liderando, em 1º lugar, no ranking global do café como o país que é avaliado
como o maior produtor e maior exportador desse produto no mundo. Ainda que
assuma a vice-liderança, em 2º lugar, quando o assunto é consumo de café.
Ficando apenas atrás dos Estados Unidos.
No contexto nacional, sem dúvida, é um
produto bastante apreciado sendo uma bebida incorporada no consumo de muitas
pessoas. Fazendo parte assim de maneira essencial na vida de milhares de
brasileiros e brasileiras.
Inclusive, o café em relação ao espaço do
varejo brasileiro, ou seja, setor que basicamente vende produtos diretamente
para o consumidor final poder comprar. Envolvendo a realização de atividades
comerciais através, por exemplo, dos supermercados e hipermercados que são um
dos pilares fundamentais de sustentação da economia e do funcionamento do
varejo brasileiro.
Pode-se reforçar isso acontecendo porque
houve no varejo brasileiro evolução no consumo do café, ou seja, aumento na
procura da bebida. Tendo em
vista que levando em consideração os meses de janeiro até agosto de
2026, durante esse período de 8
meses (janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto), registrou alta no consumo em 2,29% porcentual
acima do mesmo período do ano anterior de 2025.
O equivalente a 13,69 milhões de sacas de 60 kg.
O que dentre outras coisas significa dizer que
após o setor cafeeiro no mercado interno brasileiro ter enfrentado uma queda em
2025 quando havia despencado 5, 4% nos 8 primeiros meses do ano anterior. Desta
vez, certamente aconteceu diferente, pois conseguiu significativamente se
recuperar e elevar as vendas. Sinalizando no momento trajetória de demanda
crescente com o consumo em alta. Ao mesmo tempo, mantendo certa preocupação com
relação aos possíveis riscos promovidos pelas alterações climáticas, por
exemplo, do fenômeno climático global
do El Niño que influência em gerar mudanças extremas nas condições do tempo, podendo
aparecer interferindo negativamente ao exercer em algum grau impactos sobre a
produção agrícola.
Impulsionado a evolução do consumo sobretudo pela queda do preço médio em praticamente todas
as categorias de café durante 2026. Sendo as maiores quedas verificadas no café
Tradicional/Extraforte que caiu 21,22%, apresentando redução de R$ 62, 83 para 49,50 por quilo e no café solúvel que caiu
19,31% com redução de R$ 252,36 para R$ 203,64
por quilo. Conforme revela dados do levantamento realizado pela ABIC
(Associação Brasileira da Indústria do Café).
Alguns dos principais fatores que podem
ser relacionados ao acontecimento desse aumento alcançado no mercado interno
brasileiro a respeito do consumo de café ao longo de 2026 consiste na queda dos
preços ao consumidor, normalidade da oferta, novos públicos e adoção de
inovações.
O que se explica pelo fato de que a queda
nos preços ao consumidor, logicamente é algo que tende a tornar o produto
economicamente mais acessível, aumentando as possibilidades de consumo.
Normalidade da oferta, acompanhado da chegada de uma safra abundante de grãos abastecendo
a cadeia produtiva cafeeira, o que influencia em criar condições mais
favoráveis para que os preços parem de subir, caindo ou se estabilizando. Já
que há disponibilidade de diferentes variedades como, por exemplo, café arábica
ou café conilon e há a existência de importantes marcas como, por exemplo, café
Santa Clara ou café 3 Corações, sem correr o risco de escassez ou falta do
produto. Novos públicos, passando a chamar mais a atenção e despertar o
interesse entre os jovens pela procura dessa bebida. Inovações, com inserção de
novos formatos do café como, por exemplo, passando a ser servido até na forma
de bebida gelada.
Por essas e outras razões, pode se afirmar com
relação ao café no período avaliado foi evidenciado que de forma geral a
procura pela bebida no espaço do varejo brasileiro apresentou alta pelo país.
Sendo válido ressaltar que esse avanço na realidade aconteceu seguido da
ampliação de novos públicos, normalidade da oferta, adoção de inovações e,
principalmente, queda nos preços ao consumidor.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
