quarta-feira, 28 de outubro de 2026

PRODUÇÃO DE CAMARÃO NO BRASIL: RIO GRANDE DO NORTE DESTACA-SE COMO REFERÊNCIA NACIONAL

 

 

Em relação a questão da importante atividade de criação de camarão no Brasil durante 2025 a região nordeste aparece concentrando quase a totalidade da produção nacional. Sendo responsável por bater recorde histórico produzindo 171, 9 mil toneladas e obtendo o extraordinário percentual de 99, 7% do total.

A espécie de camarão mais pescado e criado visando atender ao mercado consumidor no Brasil assim como no mundo é a Litopenaeus vannamei também popularmente conhecido por diferentes nomes, tais como: camarão cinza, camarão-de-patas-brancas e camarão-branco-do-pacífico.

No contexto nacional o Rio Grande do Norte se consolida na realidade como sendo o estado que é o 2º maior produtor de camarão no espaço brasileiro. Alcançando aproximadamente 38 mil toneladas. O que equivale a 22% da produção nacional em 2025.

O que significa dizer que o Rio Grande do Norte na produção do setor em 2025 registrou expressiva evolução nos resultados, pois o desempenho foi superior a 2024. No período anterior de 2024 o estado produziu menos possuindo 31, 6 mil toneladas de camarão e valor de produção menor em torno de 701, 4 milhões.

O Rio Grande do Norte, em 2025, aparece também entre os principais estados em relação ao valor de produção de camarão. Ocupando, em 2º lugar, a vice-liderança com R$ 782, 87 milhões. Ficando apenas atrás do Ceará que, em 1º lugar,  lidera a produção, concentrando praticamente  metade do volume total de produção com 53, 3%.  Alcançando em valor de produção 1. 929, 70 milhões.

E ficando o Rio Grande do Norte a frente de outros importantes estados nordestinos, tais como:  Paraíba que, em 3º lugar, conseguiu 444, 87 milhões; Bahia que, em 4º lugar, atingiu 129, 84 milhões; e  Piauí que, em 5º lugar, chegou a obter 94, 64 milhões. Conforme revela dados da PPM (Pesquisa Pecuária Municipal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).                                                

               

De acordo com o IBGE na questão dos 5 principais municípios produtores de camarão do Brasil, em 2025, constatou-se 2 municípios norte-rio-grandeses e 3 municípios cearenses. Constituído pelos seguintes municípios: Aracati (CE), em 1º lugar, com 21, 34 mil toneladas; Jaguaruana (CE), em 2º lugar, com 12, 04 mil toneladas; Pendências (RN), em 3º lugar, com 8, 88 mil toneladas; Russas, em 4º lugar, com 7, 13 mil toneladas; Arez (RN), em 5º lugar, com 7 mil toneladas.                                            

Chamando atenção um dos principais diferenciais da produção de camarão evidenciada no Rio Grande do Norte que tem a ver com a atividade a acontecer possuindo um caráter mais sustentável. Tendo em vista que segundo Guilherme Saldanha, SEPA/RN (Secretário Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte), têm mais de 90% dos criadores de camarão com licenças ambientais e outorgas de água.

Por isso, ainda que assuma a vice-liderança entre os estados brasileiros na questão da produção da quantidade total, mas com relação a qualidade da forma em que acontece supera todos os outros produtores nacionais.

É como se perdesse, por um lado, em termos de volume total e valor de produção para o Ceará que lidera tanto em volume quanto em valor e ganhasse, por outro lado, em termos de qualidade do modelo de produção,  passando a assumir a liderança.  Pois, referente ao aspecto da qualidade do modelo potiguar de produção de camarão pode se dizer que de fato é um dos pontos onde supera o Ceará.

Algo que é reforçado por Origenes Monte Neto, presidente da ANCC (Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores de Camarão), ressaltando que a criação de camarão no Rio Grande do Norte, sem dúvida, é bem mais antiga, sólida e tecnificada do que a existente no Ceará. Não é à toa que o Rio Grande do Norte a partir do seu modelo potiguar de produção de camarão certamente se constitui em uma referência nacional.

Inclusive, é no próprio espaço do estado do Rio Grande do Norte onde há localizado a cerca de 195 km de distância da capital Natal/RN no município de Pendências/RN a fazenda Potiporã que é avaliada na realidade como sendo a maior fazenda de camarão do Brasil.  

Em relação a criação de camarão no Rio Grande do Norte além dos polos costeiros existentes no litoral a produção tem se expandido com um movimento de tendência a interiorização em direção a criação em partes do semiárido nordestino de poços e rios de águas salobras presentes ao longo do Vale do Rio Açu, Vale do Rio Apodi, Vale do Rio Curimataú e até na região do aquífero Jandaíra.

Ampliando a atividade de criação de camarão assim pela interiorização, seguindo sendo impulsionado não apenas por leis de incentivos a aquicultura, mas também pela implantação em fazendas com adoção de tecnologias e pelo fornecimento de linhas de crédito pelo governo federal atuando certas vezes em conjunto com órgãos estaduais.

Mantendo certa preocupação em garantir, a medida do possível, cuidado ambiental, segurança e agregação de valor na cadeia produtiva desse setor. Promovendo, ao mesmo tempo, impactos positivos na economia com a geração de renda, empregos e oportunidades com novos postos indiretos e diretos de trabalho.

Apesar da mudança de cenário, passando a ampliar a realização em diferentes locais de criação, continua essencialmente a fornecer condições do camarão cultivado no interior praticamente manter o mesmo sabor e preservar a mesma qualidade desse crustáceo cultivado em águas marinhas do litoral.

Em virtude do camarão, por exemplo, surpreender pela sua capacidade de conseguir se ajustar a relativas variações de salinidade. Resultando no geral o avanço da atividade desse setor na elevação da sua produtividade.

Por essas e outras razões, pode se dizer que o nordeste brasileiro se consolida como a região que é o maior criador de camarão do Brasil.  Possuindo todos os 5 principais estados produtores (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Piauí). Viabilizando o fortalecimento desse setor que colabora em promover impactos positivos na economia. Com destaque para a atuação do importante estado do Rio Grande do Norte que em diferentes aspectos representa uma referência nacional na produção de camarão.

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

domingo, 25 de outubro de 2026

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

PRODUÇÃO DE MELÃO NO BRASIL: NORDESTE DESTACA-SE COMO O MAIOR PRODUTOR NACIONAL

 


O melão corresponde a um fruto muito importante para alimentação não apenas no mundo, mas também no Brasil. Trata-se de uma planta rasteira que possui características diferenciadas de tamanho, cor, textura e sabor de acordo com a sua espécie. No entanto, todas as frutas apresentam de comum forma esférica, casca espessa, polpa carnosa e suculenta. Representando na realidade uma das principais frutas produzidas no espaço brasileiro.

O Fruto do melão costuma ser bastante consumido in natura e as vezes incorporado como um ingrediente de saladas com frutas ou ingerida na forma de suco. Sendo geralmente indicado manusear a fruta com cuidado e contraindicado o consumo da fruta quando apresenta rachaduras ou perfurações. No varejo brasileiro o melão amarelo aparece consolidado como o tipo mais consumido.

Em relação a questão da produção mundial de melão, em 2024, foi evidenciado produzido durante esse período um total de 28, 249.767, 66 milhões de toneladas. No cenário global o Brasil apareceu muito bem colocado, ocupando o 5º lugar, entre os principais produtores de melão no mundo. Atrás apenas da China, índia, Cazaquistão e  Turquia.

A China, em 1º lugar, na liderança com 13.222.784,74 milhões de toneladas. Sendo sozinha responsável por quase metade da produção mundial, revelando em termos percentuais 46, 81% de expressiva participação. Índia, em 2º lugar, ocupando a vice-liderança com 1.540.738 milhão de toneladas. O Cazaquistão, em 3º lugar, com 1.498.584 milhão de toneladas. A Turquia, em 4º lugar, com 1.479.000 milhão de toneladas. O Brasil, em 5º lugar, com 816, 939 toneladas.

Conforme revela dados da FAOSTAT que consiste em uma das maiores base de dados estatísticos sobre alimentação e agricultura existentes no mundo. Desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).


Esses 5 principais países (China, Índia, Cazaquistão, Turquia e Brasil) representam juntos cerca de 65, 7% de participação da produção global de melão, ou seja, pode se dizer assim que são responsáveis por bem mais da metade do total que é produzido desse fruto no mundo.

No contexto nacional do Brasil a atividade agrícola da cultura do meloeiro encontrou um conjunto de fatores naturais, humanos e tecnológicos favoráveis para a sua realização, dentre outras coisas, contando com a presença de climas quentes e secos ideais para o cultivo como, por exemplo, encontrado em boa parte do semiárido da região do nordeste brasileiro.

Além disso, em virtude do Brasil reunir tecnologias suficientes e conhecimentos humanos essenciais aplicados a prática agrícola que colocam o país em condição de conseguir seguir evoluindo na realização da cultura do meloeiro. Possibilitando o Brasil ter capacidade tanto em termos de quantidade quanto em termos de qualidade de elevar a produção não apenas destinada ao mercado nacional do varejo brasileiro, mas também direcionada ao comércio internacional, ampliando as exportações para outros países no mundo. 

Inclusive, não é à toa que na fruticultura brasileira, em 2024, o melão se consolidou como a 2ª fruta que em volume total conseguiu ser a mais exportada. Ficou atrás apenas da manga no país. Registrando o mercado europeu como sendo o principal destino do melão brasileiro exportado.

O Cultivo do melão no Brasil começou no século XVI com a introdução da fruta inicialmente na região sul e logo depois na região sudeste. Até finalmente chegar ao nordeste brasileiro.  Onde se consolidou a produção com a constituição de grandes polos produtores de melão como, por exemplo, o Rio Grande do Norte que protagoniza papel de destaque seguindo na liderança como o maior produtor nacional.

De acordo com dados da PAM (Pesquisa Agrícola Municipal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em relação a produção nacional de melão na safra 2023/2024 o Rio Grande do Norte, em 1º lugar, lidera a produção brasileira com 604. 566 toneladas. Concentrando na realidade bem mais da metade do total da produção nacional. Pois, respondeu por praticamente 61, 9% de todo o melão colhido no país. 

Essa quantidade extraordinária de produção da fruta no Rio Grande do Norte é 7 vezes superior ao da Bahia que, em 2º lugar, segue na vice-liderança com 85. 341 toneladas. Aparecendo outros importantes estados também nordestinos como, por exemplo, o Ceará, em 3º lugar, com 65. 887 toneladas. O Pernambuco, em 4º lugar, com 53. 722 toneladas. E Piauí, em 5º lugar, com 30. 999 toneladas.


Representando  no espaço brasileiro os estados nordestinos o melhor desempenho alcançado. Avaliado com o maior rendimento, a maior área e a maior produtividade. Significativamente concentrando nessa região quase o total da produção nacional de melão com mais de 95%.  Evidenciando em diferentes aspectos assim a região nordeste, sem dúvida, um resultado extraordinário.

Na atuação da produção brasileira de melão com destaque regional para a participação de polos produtores norte-rio-grandense de Mossoró (RN), Baraúna (RN) e Tibau (RN) e polos produtores baianos de Ribeira do Amparo (BA), Curaçá (BA) e Juazeiro (BA).

Chamando a atenção o melão produzido na região potiguar de Mossoró (RN) que recebeu o reconhecimento de sua qualidade, em 2013, ganhando o selo de IG (Indicação Geográfica) na modalidade de IP (Indicação de Procedência) concedido pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Esse selo basicamente indica que o melão produzido no local possui alta  qualidade. O que garante maior credibilidade assim como maior valor comercial ao produto. Impulsionando o desenvolvimento da atividade na fruticultura nacional.

Por essas e outras razões, certamente pode se dizer que a cultura do meloeiro segue sendo uma das atividades agrícolas mais importantes existentes no espaço brasileiro. Com destaque para a participação da região nordeste que, sem dúvida, colabora significativamente no fortalecimento da produção do melão que de fato se constitui em uma das frutas não apenas mais produzida, mas também mais exportada pelo Brasil.

 

TEXTO: 

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO: CAJUEIRO BRASILEIRO DE PIRANGI/RN

 

     O maior cajueiro do mundo é o cajueiro brasileiro de Pirangi que fica localizado no espaço do litoral do município de Parnamirim que faz parte do estado do Rio Grande do Norte. A aproximadamente 12 km de distância da capital estadual de Natal. Na região brasileira do nordeste.

     A árvore gigante e frutífera pertence a espécie Anacardium Occidentale. É estimada a existência desse importante cajueiro desde 1888. Apresentando em relação a explicação de sua origem três atribuições possíveis: a natural, a política e a de um pescador.

     Na versão natural, uma cutia teria enterrado uma castanha no local a partir de então dando origem a árvore. Na narrativa política, acredita-se na opinião de que teria sido resultado de um ex-prefeito de Natal/RN e antigo dono das terras Sylvio Pedroza.

     Na principal versão que é a do pescador, amplamente mais aceita não apenas entre moradores do local, mas também entre estudiosos do assunto, o cajueiro de fato foi originado após ter sido plantado pelo pescador Luís Inácio de Oliveira.

     A árvore que hoje é centenária iniciou com uma anomalia vegetacional que, sem dúvida, influenciou no seu desenvolvimento. Fazendo com que o crescimento ao invés de ser verticalmente passasse a ser mais horizontalmente, ou seja, basicamente acontecendo dos galhos crescerem para os lados e ao encostar no chão favoreceu a criação de novas raízes e novos galhos.

     Compondo assim no espaço de forma única o cenário da paisagem local, chamando atenção como uma árvore de grandes proporções. Cobrindo uma área estimada em mais de 9.000 mil metros quadrados. Inclusive, chegando até a causar a impressão de que não fosse uma árvore presente, mas sim uma floresta. Sendo possível percorrer caminhando com segurança sobre as sombras de baixo da copa do cajueiro através de estruturas construídas de passarelas de acesso.

     É válido ressaltar que o cajueiro de Pirangi (RN) é uma árvore não apenas gigante, mas também frutífera. Por exemplo, já chegou a conseguir durante a década de 90 a produzir por safra uma média extraordinária entre 70 a 80 mil cajus. Apesar de que nos últimos anos, a partir do século XXI em diante, a produtividade tenha mudado bastante, diminuindo para bem menos da metade. Devido ao avanço da idade da árvore centenária, passando a frutificar uma quantidade consideravelmente cada vez menor de cajus.

     O atrativo natural do cajueiro de Pirangi (RN) dinamiza a economia local, estimulando a realização da atividade turística que a cada ano atrai um expressivo fluxo de turistas e visitantes que aparecem nesse espaço para conhecer assim o maior cajueiro do mundo.

     Em relação a gestão do local onde fica a árvore é o IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) o órgão responsável por decisões e ações envolvendo a preservação assim como a administração do cajueiro de Pirangi.

     Abrigando próximo ao cajueiro o desenvolvimento de atividades comerciais de artesanato e gastronomia relacionadas ao turismo. Promovendo, direta e indiretamente, oportunidade de emprego e geração de renda. No entanto, convivendo com o desafio no local de conciliar a preservação e crescimento da árvore com a dinâmica do trânsito e a ocupação urbana.

 


     O reconhecimento desse título de maior cajueiro do mundo justamente atribuído ao cajueiro de Pirangi (RN) foi obtido, em 1994, pelo Guinness World Records. Livro que reúne recordes mundiais alcançados em diferentes partes do mundo e registrados em diversas categorias.

     Mais recentemente, em 2025, passou a ser oficialmente também reconhecido como Patrimônio Natural, Paisagístico, Ambiental, Histórico e Turístico Material do Rio Grande do Norte através da Lei nº 12.503 sancionada pela governadora potiguar Fátima Bezerra.

     Além de patrimônio, em 2025, foi considerado um Monumento Natural, constituindo em uma unidade de conservação do Rio Grande do Norte. Criado por meio do decreto estadual nº 35.203/2025 assinado também pela governadora Fátima Bezerra. Durante o importante contexto de celebração do aniversário de 137 anos da árvore.

     Por essas e outras razões, o maior cajueiro do mundo, o cajueiro brasileiro de Pirangi (RN), sem dúvida, mantém em diferentes aspectos a sua importância. Certamente se constituindo na realidade em um dos principais pontos turísticos existentes no espaço do estado do Rio Grande do Norte.  

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

sábado, 3 de outubro de 2026

BOVINOCULTURA BRASILEIRA: MATO GROSSO MANTÉM A LIDERANÇA E TRIPLICA A PRODUÇÃO DE CARNE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

 


     A pecuária é um setor muito importante que compõe o agronegócio brasileiro. Há muito tempo esse setor colabora ao lado da agricultura em garantir a maior produção de alimento do Brasil. Em relação a pecuária bovina do estado de Mato Grosso (MT) pode se dizer que em diferentes aspectos se destaca, em 1º lugar, exercendo papel de liderança nessa atividade.

    Porque o estado possui o maior rebanho, a maior produção de carne, a maior quantidade de abate bovino e a maior quantidade de exportação de carne bovina do Brasil. Por isso, não é à toa que Mato Grosso é conhecido também como a “terra do gado”.

     Chamando atenção o extraordinário resultado alcançado pela pecuária Mato-Grossense que em 20 anos conseguiu triplicar a produção de carne bovina por hectare. Tendo em vista que, em 2005, o estado saiu da média de 36 quilos por hectare para chegar a alcançar, em 2025, a média de 120 quilos por hectare. Passando de 930 mil toneladas de carne em 26 milhões de hectares em 2005 para mais de 2 milhões de toneladas em 17 milhões de hectares em 2025. Conforme revela dados do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia) e levantamento da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso)

     Esse crescimento registrado foi impulsionado pela exportação, apresentando alta demanda no comércio internacional. Pois, em 2005, apenas 13% era destinado ao mercado externo. Já, em 2025, passou a ser metade da produção direcionada para exportação.

     Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense De Economia Agropecuária) registrando recorde na exportação de carne bovina com quase 980 mil toneladas dessa proteína animal. Sendo exportado para mais de 90 países ao longo do mundo. Tendo como principais destinos mercados da China e Estados Unidos. Fechando assim 2025 com chave de ouro na atuação promovida nesse setor.

    Os principais fatores relacionados a esse crescimento da produção de carne bovina consiste: adoção de sistemas intensivos; maiores investimentos em manejo; melhoramento genético; encurtamento do ciclo biológico bovino; recuperação de pastagens.

  

     O conjunto desses principais fatores que influenciaram nesse resultado extraordinário obtido pelo estado Mato-Grossense foram acompanhados por mudanças ocorridas em importantes aspectos da produção como, por exemplo, redução de áreas de pastagens (de 26 milhões para 17 de milhões) e ganho de produtividade (de 36 kg/ ano para 120 kg/ ano volume total).

     Algo interessante de perceber é que o avanço do crescimento da produção de carne bovina de Mato Grosso aconteceu com redução do tamanho das áreas de pastagens. O que basicamente significa dizer que o setor cresceu sem ter desmatado e sem ter feito a abertura de novas terras. Contribuindo com a questão da sustentabilidade no espaço brasileiro. Ocasionando, por exemplo, na redução da pegada de carbono.

     Além disso, mudança ocorrida na nutrição animal, com a ampliação do uso do coproduto DDG (Grãos Secos de Destilaria) a base de etanol de milho como importante fonte de proteína presente na alimentação animal (ANTONIO GUSTAVO, 2026). Passando cada vez mais a aparecer de forma complementar ao lado do pasto na alimentação animal. Inclusive, conseguindo até certo ponto reduzir a dependência do pasto.

      Essa evolução evidenciada na produção de carne bovina no estado de Mato Grosso aconteceu em virtude assim da combinação de diferentes fatores. No entanto, é válido ressaltar conforme dito por Daniel Latorraca, diretor executivo da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso), “só foi possível com base nos investimentos que ocorreram nos últimos 20 anos por parte dos pecuaristas” (CANAL RURAL, 2026).

     Por essas e outras razões, Mato Grosso, sem dúvida, continua exercendo forte protagonismo no desenvolvimento da atividade da bovinocultura. Consolidando-se na realidade como uma referência mundial nesse setor. Não apenas por evoluir e atrair novos investimentos, mas também principalmente por se destacar como o estado que é maior produtor de carne bovina do Brasil. Conseguindo triplicar a produção de carne por hectare nos últimos 20 anos.


TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.


REFERÊNCIAS:

ANTONIO GUSTAVO. Importante Município de Sinop Destaca-se em 2026 Como o 2º Maior Exportador de Mato Grosso. BRASIL, 7 Set. 2026. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/09/importante-municipio-de-sinop-destaca.html Acesso em: 01/10/2026

CANAL RURAL. Pecuária de MT Triplica Produção de Carne Por Hectare Em 20 Anos. BRASIL, 20 Ago. 2026. Disponível em: https://matogrosso.canalrural.com.br/programas/direto-ao-ponto/pecuaria-de-mt-triplica-producao-de-carne-por-hectare-em-20-anos/ Acesso em: 01/10/2026

NOTÍCIAS AGRICOLAS. MT Lidera Exportações de Carne Bovina e Responde Por 23% das Vendas do Brasil Ao Exterior. BRASIL, 1 Out. 2026. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/carnes/414738-mt-lidera-exportacoes-de-carne-bovina-e-responde-por-23-das-vendas-do-brasil-ao-exterior.html?utm_source=relacionadas Acesso em: 01/10/2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CAFÉ BRASILEIRO: CONSUMO NACIONAL REGISTROU EVOLUÇÃO AO LONGO DE 2026



     O café corresponde a um grão que representa uma das mais importantes culturas agrícolas existentes no agronegócio brasileiro. Não é à toa que há bastante tempo o Brasil se destaca liderando, em 1º lugar, no ranking global do café como o país que é avaliado como o maior produtor e maior exportador desse produto no mundo. Ainda que assuma a vice-liderança, em 2º lugar, quando o assunto é consumo de café. Ficando apenas atrás dos Estados Unidos.

    No contexto nacional, sem dúvida, é um produto bastante apreciado sendo uma bebida incorporada no consumo de muitas pessoas. Fazendo parte assim de maneira essencial na vida de milhares de brasileiros e brasileiras.

     Inclusive, o café em relação ao espaço do varejo brasileiro, ou seja, setor que basicamente vende produtos diretamente para o consumidor final poder comprar. Envolvendo a realização de atividades comerciais através, por exemplo, dos supermercados e hipermercados que são um dos pilares fundamentais de sustentação da economia e do funcionamento do varejo brasileiro.

     Pode-se reforçar isso acontecendo porque houve no varejo brasileiro evolução no consumo do café, ou seja, aumento na procura da bebida. Tendo em vista que levando em consideração os meses de janeiro até agosto de 2026, durante esse período de 8 meses (janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto), registrou alta no consumo em 2,29% porcentual acima do mesmo período do ano anterior de 2025.  O equivalente a 13,69 milhões de sacas de 60 kg.

      O que dentre outras coisas significa dizer que após o setor cafeeiro no mercado interno brasileiro ter enfrentado uma queda em 2025 quando havia despencado 5, 4% nos 8 primeiros meses do ano anterior. Desta vez, certamente aconteceu diferente, pois conseguiu significativamente se recuperar e elevar as vendas. Sinalizando no momento trajetória de demanda crescente com o consumo em alta. Ao mesmo tempo, mantendo certa preocupação com relação aos possíveis riscos promovidos pelas alterações climáticas, por exemplo, do fenômeno climático global do El Niño que influência em gerar mudanças extremas nas condições do tempo, podendo aparecer interferindo negativamente ao exercer em algum grau impactos sobre a produção agrícola.

        Impulsionado a evolução do consumo sobretudo pela queda do preço médio em praticamente todas as categorias de café durante 2026. Sendo as maiores quedas verificadas no café Tradicional/Extraforte que caiu 21,22%, apresentando redução de R$ 62, 83 para 49,50 por quilo e no café solúvel que caiu 19,31% com redução de R$ 252,36 para R$ 203,64 por quilo. Conforme revela dados do levantamento realizado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café).

     Alguns dos principais fatores que podem ser relacionados ao acontecimento desse aumento alcançado no mercado interno brasileiro a respeito do consumo de café ao longo de 2026 consiste na queda dos preços ao consumidor, normalidade da oferta, novos públicos e adoção de inovações.


     O que se explica pelo fato de que a queda nos preços ao consumidor, logicamente é algo que tende a tornar o produto economicamente mais acessível, aumentando as possibilidades de consumo. Normalidade da oferta, acompanhado da chegada de uma safra abundante de grãos abastecendo a cadeia produtiva cafeeira, o que influencia em criar condições mais favoráveis para que os preços parem de subir, caindo ou se estabilizando. Já que há disponibilidade de diferentes variedades como, por exemplo, café arábica ou café conilon e há a existência de importantes marcas como, por exemplo, café Santa Clara ou café 3 Corações, sem correr o risco de escassez ou falta do produto. Novos públicos, passando a chamar mais a atenção e despertar o interesse entre os jovens pela procura dessa bebida. Inovações, com inserção de novos formatos do café como, por exemplo, passando a ser servido até na forma de bebida gelada.

    Por essas e outras razões, pode se afirmar com relação ao café no período avaliado foi evidenciado que de forma geral a procura pela bebida no espaço do varejo brasileiro apresentou alta pelo país. Sendo válido ressaltar que esse avanço na realidade aconteceu seguido da ampliação de novos públicos, normalidade da oferta, adoção de inovações e, principalmente, queda nos preços ao consumidor.  

TEXTO

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

PRODUÇÃO DE SAL NO BRASIL: RIO GRANDE DO NORTE DESTACA-SE COMO O MAIOR PRODUTOR NACIONAL

 


     O sal corresponde a um mineral produzido a partir da água do mar e muito utilizado na culinária de diversos povos. Também popularmente conhecido como sal de cozinha. O sal marinho é um sólido cristalino que na forma mais comum comercializada apresenta pequenos cristais de coloração branca com granulação fina, média ou grossa.

     Em relação a questão da produção do sal o Brasil no cenário global geralmente tende a aparecer muito bem colocado entre os 10 países que são avaliados como os maiores produtores de sal do mundo.

      Enquanto que no contexto nacional, localizado na região brasileira do nordeste, o estado do Rio Grande do Norte destaca-se assumindo a liderança de maneira única, em 1º lugar, como o maior produtor de sal marinho do Brasil. Concentrando a extraordinária quantidade de 95% da produção total. Conforme revela dados do Sumário Mineral Brasileiro da ANM (Agência Nacional de Mineração).

     O que significa dizer que o importante estado potiguar sozinho abastece quase todo o mercado nacional de sal. Esse protagonismo que na realidade o Rio Grande do Norte fortemente exerce na atividade de produção salineira não é à toa.

     Porque possui condições naturais favoráveis para a produção de sal através da combinação de um conjunto de importantes fatores. Tais como fatores climáticos com clima semiárido marcado por médias de temperaturas elevadas, taxas de pluviosidades baixas, ventos alísios fortes, médias de umidades baixas e fatores geográficos com a presença de extensa costa plana e solos de reduzida permeabilidade. Constituindo assim um cenário bastante propício para formação de salinas naturais assim como construção de salinas mecanizadas onde acontece a evaporação da água do mar resultando na cristalização do sal marinho.

   Concentrando-se na região da Costa Branca localizada ao longo do espaço do litoral norte potiguar a produção de sal no Rio Grande do Norte. Pois, nessa área abrange os municípios que são identificados como os maiores produtores nacionais: Mossoró, Macau, Areia Branca, Grossos, Galinhos, Guamaré e Porto do Mangue. Constituindo no maior polo salineiro do Brasil.

 


     Entre esses municípios que de fato são os principais produtores de sal. No Rio Grande do Norte chama a atenção a atuação de Macau e Mossoró que juntos certamente se destacam como responsáveis por mais da metade de todo o sal marinho produzido no Brasil. Tendo em vista que segundo dados do setor produtivo e órgãos oficiais esses 2 municípios expressivamente produzem em média acima de 60% da produção nacional.

     Em relação a produção total de sal, ou seja, somado todos os municípios potiguares já são no momento produzidos anualmente mais de 6 milhões de toneladas do produto. Impulsionando conseguir movimentar a expressiva quantia de 1, 5 bilhão. De acordo com SIESAL-RN (Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio Grande do Norte).

     Algo interessante de perceber é que, no geral, antes mesmo de ser finalmente embalado e transportado para indústrias alimentícias, químicas ou para o mercado consumidor, o sal marinho comercializado passa por um fluxo de produção. No qual compreende diferentes momentos envolvendo as principais etapas de produção: captação, evaporação, cristalização, colheita, lavagem, secagem e refino.

               

     É válido ressaltar que apesar da maior quantidade de sal produzido no Rio Grande do Norte ser direcionado para o mercado de consumo brasileiro. O sal do estado potiguar não abastece apenas o mercado nacional, mas também parte do mercado internacional. Exportando o sal brasileiro com destino a mercados existentes na América do Norte, América do Sul, África e Europa. Atualmente esse setor tem visado, dentre outras coisas, buscar a diversificação comercial, ou seja, ampliar o acesso desse produto para novos mercados internacionais.

     A atividade salineira desenvolvida na região da costa branca do estado do Rio Grande do Norte em diferentes aspectos conseguiu transformar a paisagem, a cultura e principalmente a economia do local. Envolvendo salinas, terminais marítimos e cadeia produtiva. Constituindo em essencial fonte de vida, fonte de renda e fonte cultural. Inclusive, o sal marinho do RN (Rio Grande do Norte) é considerado um patrimônio natural do povo norte-rio-grandense. Conforme estabelecido através da lei estadual nº 8. 299 de 2003.

     Por essas e outras razões, o desenvolvimento da salinocultura no RN (Rio Grande do Norte), sem dúvida, é muito importante. Não apenas por consolidar esse estado em 1º lugar como o maior produtor de sal do Brasil, mas também por significativamente colaborar na dinamização da economia potiguar, gerando oportunidades diretas e indiretas de emprego e renda. Com destaque para a atuação dos principais municípios produtores presentes no espaço do litoral da região da costa branca.

 

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

 

 

REFERÊNCIAS:             

COMPRE RURAL. Conheça o Maior Produtor de Sal, Um Império do Sal que Domina 95% da Produção Nacional. Compre Rural Notícias, 16 Ago. 2026. BRASIL. Disponível em: https://www.comprerural.com/conheca-o-maior-produtor-de-sal-um-imperio-do-sal-que-domina-95-da-producao-nacional/ Acesso em: 16/09/2026          

RIO GRANDE DO NORTE. Lei nº 8.299, de 03 de janeiro de 2003. Dispõe sobre formas de escoamento do sal marinho produzido no Rio Grande do Norte e dá outras providências. Natal, RN, 2003. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000055180.PDF Acesso em: 16/09/2026

SAL GLOBO. Origem e Produção de Sal. BRASIL, 2026. Disponível em: https://www.salglobo.com.br/origem-e-producao-do-sal Acesso em: 16/09/2026

TRIBUNA DO NORTE. RN Lidera Produção de Sal e Impulsiona Economia Com R$ 1, 5 Bilhão Ao Ano. 25 Abr. 2026. RN, Brasil. Disponível em: https://tribunadonorte.com.br/economia/rn-lidera-producao-de-sal-e-impulsiona-economia-com-r-15-bilhao-ao-ano/ Acesso em: 16/09/2026

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