sábado, 3 de outubro de 2026

BOVINOCULTURA BRASILEIRA: MATO GROSSO MANTÉM A LIDERANÇA E TRIPLICA A PRODUÇÃO DE CARNE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

 


     A pecuária é um setor muito importante que compõe o agronegócio brasileiro. Há muito tempo esse setor colabora ao lado da agricultura em garantir a maior produção de alimento do Brasil. Em relação a pecuária bovina do estado de Mato Grosso (MT) pode se dizer que em diferentes aspectos se destaca, em 1º lugar, exercendo papel de liderança nessa atividade.

    Porque o estado possui o maior rebanho, a maior produção de carne, a maior quantidade de abate bovino e a maior quantidade de exportação de carne bovina do Brasil. Por isso, não é à toa que Mato Grosso é conhecido também como a “terra do gado”.

     Chamando atenção o extraordinário resultado alcançado pela pecuária Mato-Grossense que em 20 anos conseguiu triplicar a produção de carne bovina por hectare. Tendo em vista que, em 2005, o estado saiu da média de 36 quilos por hectare para chegar a alcançar, em 2025, a média de 120 quilos por hectare. Passando de 930 mil toneladas de carne em 26 milhões de hectares em 2005 para mais de 2 milhões de toneladas em 17 milhões de hectares em 2025. Conforme revela dados do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia) e levantamento da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso)

     Esse crescimento registrado foi impulsionado pela exportação, apresentando alta demanda no comércio internacional. Pois, em 2005, apenas 13% era destinado ao mercado externo. Já, em 2025, passou a ser metade da produção direcionada para exportação.

     Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense De Economia Agropecuária) registrando recorde na exportação de carne bovina com quase 980 mil toneladas dessa proteína animal. Sendo exportado para mais de 90 países ao longo do mundo. Tendo como principais destinos mercados da China e Estados Unidos. Fechando assim 2025 com chave de ouro na atuação promovida nesse setor.

    Os principais fatores relacionados a esse crescimento da produção de carne bovina consiste: adoção de sistemas intensivos; maiores investimentos em manejo; melhoramento genético; encurtamento do ciclo biológico bovino; recuperação de pastagens.

  

     O conjunto desses principais fatores que influenciaram nesse resultado extraordinário obtido pelo estado Mato-Grossense foram acompanhados por mudanças ocorridas em importantes aspectos da produção como, por exemplo, redução de áreas de pastagens (de 26 milhões para 17 de milhões) e ganho de produtividade (de 36 kg/ ano para 120 kg/ ano volume total).

     Algo interessante de perceber é que o avanço do crescimento da produção de carne bovina de Mato Grosso aconteceu com redução do tamanho das áreas de pastagens. O que basicamente significa dizer que o setor cresceu sem ter desmatado e sem ter feito a abertura de novas terras. Contribuindo com a questão da sustentabilidade no espaço brasileiro. Ocasionando, por exemplo, na redução da pegada de carbono.

     Além disso, mudança ocorrida na nutrição animal, com a ampliação do uso do coproduto DDG (Grãos Secos de Destilaria) a base de etanol de milho como importante fonte de proteína presente na alimentação animal (ANTONIO GUSTAVO, 2026). Passando cada vez mais a aparecer de forma complementar ao lado do pasto na alimentação animal. Inclusive, conseguindo até certo ponto reduzir a dependência do pasto.

      Essa evolução evidenciada na produção de carne bovina no estado de Mato Grosso aconteceu em virtude assim da combinação de diferentes fatores. No entanto, é válido ressaltar conforme dito por Daniel Latorraca, diretor executivo da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso), “só foi possível com base nos investimentos que ocorreram nos últimos 20 anos por parte dos pecuaristas” (CANAL RURAL, 2026).

     Por essas e outras razões, Mato Grosso, sem dúvida, continua exercendo forte protagonismo no desenvolvimento da atividade da bovinocultura. Consolidando-se na realidade como uma referência mundial nesse setor. Não apenas por evoluir e atrair novos investimentos, mas também principalmente por se destacar como o estado que é maior produtor de carne bovina do Brasil. Conseguindo triplicar a produção de carne por hectare nos últimos 20 anos.


TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.


REFERÊNCIAS:

ANTONIO GUSTAVO. Importante Município de Sinop Destaca-se em 2026 Como o 2º Maior Exportador de Mato Grosso. BRASIL, 7 Set. 2026. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/09/importante-municipio-de-sinop-destaca.html Acesso em: 01/10/2026

CANAL RURAL. Pecuária de MT Triplica Produção de Carne Por Hectare Em 20 Anos. BRASIL, 20 Ago. 2026. Disponível em: https://matogrosso.canalrural.com.br/programas/direto-ao-ponto/pecuaria-de-mt-triplica-producao-de-carne-por-hectare-em-20-anos/ Acesso em: 01/10/2026

NOTÍCIAS AGRICOLAS. MT Lidera Exportações de Carne Bovina e Responde Por 23% das Vendas do Brasil Ao Exterior. BRASIL, 1 Out. 2026. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/carnes/414738-mt-lidera-exportacoes-de-carne-bovina-e-responde-por-23-das-vendas-do-brasil-ao-exterior.html?utm_source=relacionadas Acesso em: 01/10/2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CAFÉ BRASILEIRO: CONSUMO NACIONAL REGISTROU EVOLUÇÃO AO LONGO DE 2026



     O café corresponde a um grão que representa uma das mais importantes culturas agrícolas existentes no agronegócio brasileiro. Não é à toa que há bastante tempo o Brasil se destaca liderando, em 1º lugar, no ranking global do café como o país que é avaliado como o maior produtor e maior exportador desse produto no mundo. Ainda que assuma a vice-liderança, em 2º lugar, quando o assunto é consumo de café. Ficando apenas atrás dos Estados Unidos.

    No contexto nacional, sem dúvida, é um produto bastante apreciado sendo uma bebida incorporada no consumo de muitas pessoas. Fazendo parte assim de maneira essencial na vida de milhares de brasileiros e brasileiras.

     Inclusive, o café em relação ao espaço do varejo brasileiro, ou seja, setor que basicamente vende produtos diretamente para o consumidor final poder comprar. Envolvendo a realização de atividades comerciais através, por exemplo, dos supermercados e hipermercados que são um dos pilares fundamentais de sustentação da economia e do funcionamento do varejo brasileiro.

     Pode-se reforçar isso acontecendo porque houve no varejo brasileiro evolução no consumo do café, ou seja, aumento na procura da bebida. Tendo em vista que levando em consideração os meses de janeiro até agosto de 2026, durante esse período de 8 meses (janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto), registrou alta no consumo em 2,29% porcentual acima do mesmo período do ano anterior de 2025.  O equivalente a 13,69 milhões de sacas de 60 kg.

      O que dentre outras coisas significa dizer que após o setor cafeeiro no mercado interno brasileiro ter enfrentado uma queda em 2025 quando havia despencado 5, 4% nos 8 primeiros meses do ano anterior. Desta vez, certamente aconteceu diferente, pois conseguiu significativamente se recuperar e elevar as vendas. Sinalizando no momento trajetória de demanda crescente com o consumo em alta. Ao mesmo tempo, mantendo certa preocupação com relação aos possíveis riscos promovidos pelas alterações climáticas, por exemplo, do fenômeno climático global do El Niño que influência em gerar mudanças extremas nas condições do tempo, podendo aparecer interferindo negativamente ao exercer em algum grau impactos sobre a produção agrícola.

        Impulsionado a evolução do consumo sobretudo pela queda do preço médio em praticamente todas as categorias de café durante 2026. Sendo as maiores quedas verificadas no café Tradicional/Extraforte que caiu 21,22%, apresentando redução de R$ 62, 83 para 49,50 por quilo e no café solúvel que caiu 19,31% com redução de R$ 252,36 para R$ 203,64 por quilo. Conforme revela dados do levantamento realizado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café).

     Alguns dos principais fatores que podem ser relacionados ao acontecimento desse aumento alcançado no mercado interno brasileiro a respeito do consumo de café ao longo de 2026 consiste na queda dos preços ao consumidor, normalidade da oferta, novos públicos e adoção de inovações.


     O que se explica pelo fato de que a queda nos preços ao consumidor, logicamente é algo que tende a tornar o produto economicamente mais acessível, aumentando as possibilidades de consumo. Normalidade da oferta, acompanhado da chegada de uma safra abundante de grãos abastecendo a cadeia produtiva cafeeira, o que influencia em criar condições mais favoráveis para que os preços parem de subir, caindo ou se estabilizando. Já que há disponibilidade de diferentes variedades como, por exemplo, café arábica ou café conilon e há a existência de importantes marcas como, por exemplo, café Santa Clara ou café 3 Corações, sem correr o risco de escassez ou falta do produto. Novos públicos, passando a chamar mais a atenção e despertar o interesse entre os jovens pela procura dessa bebida. Inovações, com inserção de novos formatos do café como, por exemplo, passando a ser servido até na forma de bebida gelada.

    Por essas e outras razões, pode se afirmar com relação ao café no período avaliado foi evidenciado que de forma geral a procura pela bebida no espaço do varejo brasileiro apresentou alta pelo país. Sendo válido ressaltar que esse avanço na realidade aconteceu seguido da ampliação de novos públicos, normalidade da oferta, adoção de inovações e, principalmente, queda nos preços ao consumidor.  

TEXTO

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

PRODUÇÃO DE SAL NO BRASIL: RIO GRANDE DO NORTE DESTACA-SE COMO O MAIOR PRODUTOR NACIONAL

 


     O sal corresponde a um mineral produzido a partir da água do mar e muito utilizado na culinária de diversos povos. Também popularmente conhecido como sal de cozinha. O sal marinho é um sólido cristalino que na forma mais comum comercializada apresenta pequenos cristais de coloração branca com granulação fina, média ou grossa.

     Em relação a questão da produção do sal o Brasil no cenário global geralmente tende a aparecer muito bem colocado entre os 10 países que são avaliados como os maiores produtores de sal do mundo.

      Enquanto que no contexto nacional, localizado na região brasileira do nordeste, o estado do Rio Grande do Norte destaca-se assumindo a liderança de maneira única, em 1º lugar, como o maior produtor de sal marinho do Brasil. Concentrando a extraordinária quantidade de 95% da produção total. Conforme revela dados do Sumário Mineral Brasileiro da ANM (Agência Nacional de Mineração).

     O que significa dizer que o importante estado potiguar sozinho abastece quase todo o mercado nacional de sal. Esse protagonismo que na realidade o Rio Grande do Norte fortemente exerce na atividade de produção salineira não é à toa.

     Porque possui condições naturais favoráveis para a produção de sal através da combinação de um conjunto de importantes fatores. Tais como fatores climáticos com clima semiárido marcado por médias de temperaturas elevadas, taxas de pluviosidades baixas, ventos alísios fortes, médias de umidades baixas e fatores geográficos com a presença de extensa costa plana e solos de reduzida permeabilidade. Constituindo assim um cenário bastante propício para formação de salinas naturais assim como construção de salinas mecanizadas onde acontece a evaporação da água do mar resultando na cristalização do sal marinho.

   Concentrando-se na região da Costa Branca localizada ao longo do espaço do litoral norte potiguar a produção de sal no Rio Grande do Norte. Pois, nessa área abrange os municípios que são identificados como os maiores produtores nacionais: Mossoró, Macau, Areia Branca, Grossos, Galinhos, Guamaré e Porto do Mangue. Constituindo no maior polo salineiro do Brasil.

 


     Entre esses municípios que de fato são os principais produtores de sal. No Rio Grande do Norte chama a atenção a atuação de Macau e Mossoró que juntos certamente se destacam como responsáveis por mais da metade de todo o sal marinho produzido no Brasil. Tendo em vista que segundo dados do setor produtivo e órgãos oficiais esses 2 municípios expressivamente produzem em média acima de 60% da produção nacional.

     Em relação a produção total de sal, ou seja, somado todos os municípios potiguares já são no momento produzidos anualmente mais de 6 milhões de toneladas do produto. Impulsionando conseguir movimentar a expressiva quantia de 1, 5 bilhão. De acordo com SIESAL-RN (Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio Grande do Norte).

     Algo interessante de perceber é que, no geral, antes mesmo de ser finalmente embalado e transportado para indústrias alimentícias, químicas ou para o mercado consumidor, o sal marinho comercializado passa por um fluxo de produção. No qual compreende diferentes momentos envolvendo as principais etapas de produção: captação, evaporação, cristalização, colheita, lavagem, secagem e refino.

               

     É válido ressaltar que apesar da maior quantidade de sal produzido no Rio Grande do Norte ser direcionado para o mercado de consumo brasileiro. O sal do estado potiguar não abastece apenas o mercado nacional, mas também parte do mercado internacional. Exportando o sal brasileiro com destino a mercados existentes na América do Norte, América do Sul, África e Europa. Atualmente esse setor tem visado, dentre outras coisas, buscar a diversificação comercial, ou seja, ampliar o acesso desse produto para novos mercados internacionais.

     A atividade salineira desenvolvida na região da costa branca do estado do Rio Grande do Norte em diferentes aspectos conseguiu transformar a paisagem, a cultura e principalmente a economia do local. Envolvendo salinas, terminais marítimos e cadeia produtiva. Constituindo em essencial fonte de vida, fonte de renda e fonte cultural. Inclusive, o sal marinho do RN (Rio Grande do Norte) é considerado um patrimônio natural do povo norte-rio-grandense. Conforme estabelecido através da lei estadual nº 8. 299 de 2003.

     Por essas e outras razões, o desenvolvimento da salinocultura no RN (Rio Grande do Norte), sem dúvida, é muito importante. Não apenas por consolidar esse estado em 1º lugar como o maior produtor de sal do Brasil, mas também por significativamente colaborar na dinamização da economia potiguar, gerando oportunidades diretas e indiretas de emprego e renda. Com destaque para a atuação dos principais municípios produtores presentes no espaço do litoral da região da costa branca.

 

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

 

 

REFERÊNCIAS:             

COMPRE RURAL. Conheça o Maior Produtor de Sal, Um Império do Sal que Domina 95% da Produção Nacional. Compre Rural Notícias, 16 Ago. 2026. BRASIL. Disponível em: https://www.comprerural.com/conheca-o-maior-produtor-de-sal-um-imperio-do-sal-que-domina-95-da-producao-nacional/ Acesso em: 16/09/2026          

RIO GRANDE DO NORTE. Lei nº 8.299, de 03 de janeiro de 2003. Dispõe sobre formas de escoamento do sal marinho produzido no Rio Grande do Norte e dá outras providências. Natal, RN, 2003. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000055180.PDF Acesso em: 16/09/2026

SAL GLOBO. Origem e Produção de Sal. BRASIL, 2026. Disponível em: https://www.salglobo.com.br/origem-e-producao-do-sal Acesso em: 16/09/2026

TRIBUNA DO NORTE. RN Lidera Produção de Sal e Impulsiona Economia Com R$ 1, 5 Bilhão Ao Ano. 25 Abr. 2026. RN, Brasil. Disponível em: https://tribunadonorte.com.br/economia/rn-lidera-producao-de-sal-e-impulsiona-economia-com-r-15-bilhao-ao-ano/ Acesso em: 16/09/2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

AJUSTE NECESSÁRIO: NOVO MAPA-MÚNDI “EQUAL EARTH"

 


     O mapa é um importante produto cartográfico que basicamente corresponde a uma elaboração de representação visual da superfície terrestre. Colaborando em diferentes aspectos para a geografia e outras áreas do saber na construção do conhecimento espacial. Existindo inúmeros mapas, ou seja, variadas formas de representações visuais do espaço.

     Em relação a questão da representação visual do planeta terra através do mapa denominado de mapa-múndi. Recentemente foi aprovado a proposta do modelo de um novo mapa-múndi pela resolução da assembleia geral da ONU (Organização das Nações unidas) ocorrida na sexta-feira de 4 de setembro de 2026.

     Possuindo decisão de caráter não impositivo. O resultado de aprovação da proposta do novo mapa-múndi apresentou 164 países que votaram a favor, incluindo o Brasil. E de votos contrários, apenas um voto contrário do país do Estados Unidos. Em relação as abstenções houveram 6 países se abstendo, ou seja, decidiram não assumir posicionamento, tais como: Sérvia, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia. 

     O modelo do novo mapa-múndi denominado de Equal Earth que traduzido para o idioma português significa “Terra Igual” foi criado em 2018 por Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny e amplamente apoiado a partir de uma iniciativa promovida pelo movimento Correct the Map que traduzido equivale a dizer “Corrija o Mapa” liderado pelo Togo, país da África Ocidental, incentivado pela UA (União Africana) em nome do grupo africano.

     A proposta visou incentivar escolas, governos, empresas de tecnologia, organizações internacionais e outras entidades em escala global a adotarem representações assim que mostra de forma mais proporcional o tamanho de diferentes áreas ao longo da superfície do planeta Terra.

     A representação do mapa-múndi anterior chamado de mapa de Mercator criado pelo cartógrafo Gerardus Mercator no século XVI, em 1569, durante o período das grandes navegações. Servia principalmente como uma ferramenta técnica de auxílio na realização das atividades de navegação, priorizando a preservação de ângulos e direções.

     O mapa-múndi tradicional de Mercator apresentava bastantes distorções. Aparecendo determinadas partes do espaço terrestre exageradamente grandes como, por exemplo, próximas as regiões polares como a Groelândia e o continente europeu com posição centralizada e tamanho maior. Enquanto diminuía o tamanho de países próximos a linha do equador.

     Ao contrário do mapa de Mercator, o mapa-múndi Equal Earth, por sua vez, fornece uma forma menos errônea e mais real com proporção mais precisa das áreas. Por exemplo, a Groelândia passa a aparecer menos desproporcional; a Europa menos ampliada e menos centralizada; regiões próximas a linha do equador aparecem com seu tamanho ajustado; o continente da África e o subcontinente da América do Sul mais compatível com a extensão de suas dimensões. Inclusive, certos países como, por exemplo, o Brasil tende a aparecer de forma mais precisa, aumentando o seu tamanho presente nessa nova representação cartográfica.  

     Por isso, Equal Earth é uma representação espacial que, a medida do possível, consegue em termos de abstração se aproximar mais do tamanho real das áreas na superfície terrestre. Nesse sentido, pode se dizer que essa representação atual foi um ajuste necessário, possibilitando uma melhor percepção visual do mapa-múndi.

     Contudo, é válido ressaltar que não existe modelo de mapa perfeito. Pois, todas as projeções cartográficas apresentam em algum grau distorções. Tendo em vista que a Terra, de certa forma, é esférica. Logo, isso significa dizer que quando transposto para uma superfície plana conforme acontece no mapa não tem como representá-la de maneira perfeita que seja exatamente igual ao real. Até porque na realidade a Terra é imperfeitamente esférica, logo naturalmente apresentando irregularidades e heterogeneidades.

     Mesmo assim, a implementação desse novo mapa-múndi é algo que, sem dúvida, pode ser considerado muito importante. Porque não apenas consegue atualizar a representação, corrigindo distorções cartográficas históricas, mas também viabilizar, ao mesmo tempo, uma maneira menos errônea de leitura e interpretação assim como mais equitativa da percepção do espaço global em que vivemos.

     Por essas e outras razões, o modelo de mapa-múndi atual Equal Earth “Terra Igual” certamente pode substituir o modelo tradicional de Mercator, tendendo a partir de então a ser cada vez mais adotado em representações institucionais, tecnológicas e educacionais.

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

IMPORTANTE MUNICÍPIO DE SINOP DESTACA-SE EM 2026 COMO O 2º MAIOR EXPORTADOR DE MATO GROSSO

 


     Mato Grosso corresponde a um importante estado que no Brasil apresenta através do desenvolvimento de atividades econômicas relacionadas ao agronegócio brasileiro a maior produção nacional de produtos que vão desde a carne bovina, passando pela fibra vegetal do algodão até grãos, tais como: soja e milho.

     Em relação a questão da exportação de seus produtos segundo dados oficiais da Comex Stat, sistema administrado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e levantamentos realizados pela SEDEC (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico) de Sinop.

     O importante município de Sinop-MT durante 2026 conseguiu se consolidar no resultado do seu desempenho do ranking estadual em 2º lugar entre os municípios mato-grossenses que mais conseguiram exportar em Mato Grosso e em 25º lugar no resultado do seu desempenho do ranking nacional de exportação do Brasil.

     No espaço de tempo entre janeiro e julho de 2026 o município de Sinop-MT apareceu ocupando o 2º lugar, porque conseguiu movimentar a extraordinária quantidade de 1, 562 bilhão em exportações. Ficando atrás apenas de Rondonópolis-MT que em 1º lugar registrou US$ 1, 700 bilhão de exportações. E ficando à frente de outros importantes municípios como, por exemplo, Sorriso-MT que ocupou o 3º lugar com 1, 495 bilhão (MDIC, 2026; SEDEC, 2026). 

      Curiosamente, é no próprio município de Sinop que o estado de Mato Grosso possui localizado no seu espaço a INPASA que corresponde a maior usina de etanol de milho do mundo. Situada às margens da rodovia BR-163. Fortemente colaborando para o município de Sinop, sem dúvida, se constituir como uma referência não apenas em escala nacional, mas também em escala global na produção, por exemplo, de biocombustível de etanol assim como de coprodutos a base de milho (ANTONIO GUSTAVO, 2026).

        Válido ressaltar que no geral acontece, por um lado, do etanol a base do milho produzido prevalecer sendo direcionado ao mercado interno brasileiro. Enquanto, por outro lado, coprodutos gerados como DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis), isto é, um farelo altamente proteico proveniente do milho e utilizado na ração animal. Apesar de muito consumido nacionalmente abastecendo a cadeia de proteína animal vem passando de forma crescente sendo direcionado também ao mercado exterior abastecendo diversos países.


     O grande volume de exportação constatado é reflexo, dentre outras coisas, de uma mudança estrutural na economia. Porque não apenas atua na produção primária, mas também em setores da industrialização, beneficiamento e transformação de matérias-primas.

      Possuindo forte demanda no comercio exterior que, em grande parte, se deve a necessidade de grãos como soja e milho, DDGS de milho para nutrição animal, dentre outros. Inclusive, impulsionando Sinop-MT conseguir se constituir no maior exportador brasileiro de sementes para plantios e farelos.

     Desde o início do ano, em janeiro de 2026, Sinop-MT já evidenciava essa dinâmica de crescimento com a atividade econômica de exportação. Chegando a registrar já nesse mês US$ 92, 8 milhões. O que equivale a uma alta de 52, 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

     Expressando a força do agronegócio de Mato Grosso principalmente a partir da soja, milho e carne. Tendo em vista que a pauta de exportações sinopense verificada no comercio exterior é liderada pela soja, aparecendo em seguida milho, semente, farelo e carne bovina.  

     Revelando no que se refere aos principais mercados de destino os mercados asiático, europeu e do oriente médio. Estabelecendo na realidade a realização de um significativo fluxo comercial que atende dezenas de países ao longo do mundo. Entre alguns dos importantes compradores são identificados no espaço mundial países, tais como: China, Espanha, México, Argélia, Égito, Turquia, Singapura e Bangladesh.

     Por essas e outras razões, não é difícil de entender porque Sinop certamente se destaca como uma referência estratégica do agronegócio brasileiro com sua atuação no cenário não apenas nacional, mas também global. Consolidando-se como 2º maior exportador do estado de Mato Grosso.

     Sinalizando a importância de prosseguir criando condições assim para que esse crescimento em diferentes aspectos continue acontecendo. Atraindo investimentos, gerando oportunidades, garantindo renda, agregando maior valor e ampliando a capacidade produtiva de Sinop.

TEXTO:  

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

 

REFERÊNCIAS:

ANTONIO GUSTAVO. Importantes Aspectos Da Produção De Milho No Brasil. BLOG: Fragmentos dos Meus Uni-Versos. 8 Mar. 2026, BRASIL. Disponível em:  https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/03/importantes-aspectos-da-producao-de.html Acesso em: 07/09/2026

FATOR MT. Sinop Em Destaque: O Gigante Do Comércio Exterior E O Crescimento Logístico Em Mato Grosso. Disponível em: https://fatormt.com.br/materia/economia/sinop-em-destaque-o-gigante-do-comercio-exterior-e-o-crescimento-logistico-em-mato-grosso/3628 Acesso em: 07/09/2026

PREFEITURA MUNICIPAL DE SINOP. Sinop Alcança 2º Lugar em Mato Grosso e 25º no Brasil Entre os Maiores Exportadores. Disponível em: https://www.sinop.mt.gov.br/portal/noticias/0/3/13741/sinop-alcanca-2-lugar-em-mato-grosso-e-25-no-brasil-entre-os-maiores-exportadores/. Acesso em: 07/09/2026

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

SER VOCÊ MESMA


Você não precisa ser igual e nem ser diferente. Você apenas precisa ser você mesma.

(Antonio Gustavo)

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PALAVRA

Muito vale a palavra de quem fala em busca de esclarecimento; pouco vale a palavra de quem fala em busca de engajamento.

(Antonio Gustavo)

BOVINOCULTURA BRASILEIRA: MATO GROSSO MANTÉM A LIDERANÇA E TRIPLICA A PRODUÇÃO DE CARNE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

       A pecuária é um setor muito importante que compõe o agronegócio brasileiro. Há muito tempo esse setor colabora ao lado da agricul...