O sal corresponde a um mineral produzido a
partir da água do mar e muito utilizado na culinária de diversos povos. Também
popularmente conhecido como sal de cozinha. O sal marinho é um sólido cristalino
que na forma mais comum comercializada apresenta pequenos cristais de coloração
branca com granulação fina, média ou grossa.
Em relação a questão da produção do sal o
Brasil no cenário global geralmente tende a aparecer muito bem colocado entre
os 10 países que são avaliados como os maiores produtores de sal do mundo.
Enquanto que no contexto nacional,
localizado na região brasileira do nordeste, o estado do Rio Grande do Norte destaca-se
assumindo a liderança de maneira única, em 1º lugar, como o maior produtor de
sal marinho do Brasil. Concentrando a extraordinária quantidade de 95% da
produção total. Conforme revela dados do Sumário Mineral Brasileiro da ANM
(Agência Nacional de Mineração).
O que significa dizer que o importante
estado potiguar sozinho abastece quase todo o mercado nacional de sal. Esse protagonismo
que na realidade o Rio Grande do Norte fortemente exerce na atividade de
produção salineira não é à toa.
Porque possui condições naturais
favoráveis para a produção de sal através da combinação de um conjunto de
importantes fatores. Tais como fatores climáticos com clima semiárido marcado
por médias de temperaturas elevadas, taxas de pluviosidades baixas, ventos
alísios fortes, médias de umidades baixas e fatores geográficos com a presença
de extensa costa plana e solos de reduzida permeabilidade. Constituindo assim um
cenário bastante propício para formação de salinas naturais assim como
construção de salinas mecanizadas onde acontece a evaporação da água do mar
resultando na cristalização do sal marinho.
Concentrando-se na região da Costa Branca
localizada ao longo do espaço do litoral norte potiguar a produção de sal no
Rio Grande do Norte. Pois, nessa área abrange os municípios que são
identificados como os maiores produtores nacionais: Mossoró, Macau, Areia
Branca, Grossos, Galinhos, Guamaré e Porto do Mangue. Constituindo no maior
polo salineiro do Brasil.
Entre esses municípios que de fato são os
principais produtores de sal. No Rio Grande do Norte chama a atenção a atuação
de Macau e Mossoró que juntos certamente se destacam como responsáveis por mais
da metade de todo o sal marinho produzido no Brasil. Tendo em vista que segundo
dados do setor produtivo e órgãos oficiais esses 2 municípios expressivamente produzem
em média acima de 60% da produção nacional.
Em
relação a produção total de sal, ou seja, somado todos os municípios potiguares
já são no momento produzidos anualmente mais de 6 milhões de toneladas do
produto. Impulsionando conseguir movimentar a expressiva quantia de 1, 5 bilhão.
De acordo com SIESAL-RN (Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio
Grande do Norte).
Algo interessante de perceber é que, no geral, antes mesmo de ser finalmente embalado e transportado para indústrias alimentícias, químicas ou para o mercado consumidor, o sal marinho comercializado passa por um fluxo de produção. No qual compreende diferentes momentos envolvendo as principais etapas de produção: captação, evaporação, cristalização, colheita, lavagem, secagem e refino.
É válido ressaltar que apesar da maior
quantidade de sal produzido no Rio Grande do Norte ser direcionado para o
mercado de consumo brasileiro. O sal do estado potiguar não abastece apenas o
mercado nacional, mas também parte do mercado internacional. Exportando o sal
brasileiro com destino a mercados existentes na América do Norte, América do
Sul, África e Europa. Atualmente esse setor tem visado, dentre outras coisas,
buscar a diversificação comercial, ou seja, ampliar o acesso desse produto para
novos mercados internacionais.
A atividade salineira desenvolvida na
região da costa branca do estado do Rio Grande do Norte em diferentes aspectos conseguiu
transformar a paisagem, a cultura e principalmente a economia do local. Envolvendo
salinas, terminais marítimos e cadeia produtiva. Constituindo em essencial fonte
de vida, fonte de renda e fonte cultural. Inclusive, o sal marinho do RN (Rio
Grande do Norte) é considerado um patrimônio natural do povo
norte-rio-grandense. Conforme estabelecido através da lei estadual nº 8. 299 de
2003.
Por essas e outras razões, o desenvolvimento
da salinocultura no RN (Rio Grande do Norte), sem dúvida, é muito importante. Não
apenas por consolidar esse estado em 1º lugar como o maior produtor de sal do Brasil,
mas também por significativamente colaborar na dinamização da economia potiguar,
gerando oportunidades diretas e indiretas de emprego e renda. Com destaque para
a atuação dos principais municípios produtores presentes no espaço do litoral
da região da costa branca.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
REFERÊNCIAS:
COMPRE
RURAL. Conheça o Maior Produtor de Sal,
Um Império do Sal que Domina 95% da Produção Nacional. Compre Rural
Notícias, 16 Ago. 2026. BRASIL. Disponível em: https://www.comprerural.com/conheca-o-maior-produtor-de-sal-um-imperio-do-sal-que-domina-95-da-producao-nacional/
Acesso em: 16/09/2026
RIO GRANDE DO NORTE. Lei nº 8.299, de 03 de janeiro de 2003.
Dispõe sobre formas de escoamento do sal marinho produzido no Rio Grande do
Norte e dá outras providências. Natal, RN, 2003. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000055180.PDF
Acesso em: 16/09/2026
SAL GLOBO. Origem e Produção de Sal. BRASIL, 2026. Disponível em: https://www.salglobo.com.br/origem-e-producao-do-sal
Acesso em: 16/09/2026
TRIBUNA DO NORTE. RN Lidera Produção de Sal e Impulsiona Economia Com R$ 1, 5 Bilhão Ao
Ano. 25 Abr. 2026. RN, Brasil. Disponível em: https://tribunadonorte.com.br/economia/rn-lidera-producao-de-sal-e-impulsiona-economia-com-r-15-bilhao-ao-ano/ Acesso
em: 16/09/2026
