Há pessoas que são cegas: só enxergam algo depois que acontece.
(Antonio Gustavo)
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O melão corresponde a um fruto muito importante para alimentação não apenas no mundo, mas também no Brasil. Trata-se de uma planta rasteira que possui características diferenciadas de tamanho, cor, textura e sabor de acordo com a sua espécie. No entanto, todas as frutas apresentam de comum forma esférica, casca espessa, polpa carnosa e suculenta. Representando na realidade uma das principais frutas produzidas no espaço brasileiro.
O Fruto do melão costuma ser bastante consumido in natura e as vezes incorporado como um ingrediente de saladas com frutas ou ingerida na forma de suco. Sendo geralmente indicado manusear a fruta com cuidado e contraindicado o consumo da fruta quando apresenta rachaduras ou perfurações. No varejo brasileiro o melão amarelo aparece consolidado como o tipo mais consumido.
Em relação a questão da produção mundial de melão, em 2024, foi evidenciado produzido durante esse período um total de 28, 249.767, 66 milhões de toneladas. No cenário global o Brasil apareceu muito bem colocado, ocupando o 5º lugar, entre os principais produtores de melão no mundo. Atrás apenas da China, índia, Cazaquistão e Turquia.
A China, em 1º lugar, na liderança com 13.222.784,74 milhões de toneladas. Sendo sozinha responsável por quase metade da produção mundial, revelando em termos percentuais 46, 81% de expressiva participação. Índia, em 2º lugar, ocupando a vice-liderança com 1.540.738 milhão de toneladas. O Cazaquistão, em 3º lugar, com 1.498.584 milhão de toneladas. A Turquia, em 4º lugar, com 1.479.000 milhão de toneladas. O Brasil, em 5º lugar, com 816, 939 toneladas.
Conforme revela dados da FAOSTAT que consiste em uma das maiores base de dados estatísticos sobre alimentação e agricultura existentes no mundo. Desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).
Esses 5 principais países (China, Índia, Cazaquistão, Turquia e Brasil) representam juntos cerca de 65, 7% de participação da produção global de melão, ou seja, pode se dizer assim que são responsáveis por bem mais da metade do total que é produzido desse fruto no mundo.
No contexto nacional do Brasil a atividade agrícola da cultura do meloeiro encontrou um conjunto de fatores naturais, humanos e tecnológicos favoráveis para a sua realização, dentre outras coisas, contando com a presença de climas quentes e secos ideais para o cultivo como, por exemplo, encontrado em boa parte do semiárido da região do nordeste brasileiro.
Além disso, em virtude do Brasil reunir tecnologias suficientes e conhecimentos humanos essenciais aplicados a prática agrícola que colocam o país em condição de conseguir seguir evoluindo na realização da cultura do meloeiro. Possibilitando o Brasil ter capacidade tanto em termos de quantidade quanto em termos de qualidade de elevar a produção não apenas destinada ao mercado nacional do varejo brasileiro, mas também direcionada ao comércio internacional, ampliando as exportações para outros países no mundo.
Inclusive, não é à toa que na fruticultura brasileira, em 2024, o melão se consolidou como a 2ª fruta que em volume total conseguiu ser a mais exportada. Ficou atrás apenas da manga no país. Registrando o mercado europeu como sendo o principal destino do melão brasileiro exportado.
O Cultivo do melão no Brasil começou no século XVI com a introdução da fruta inicialmente na região sul e logo depois na região sudeste. Até finalmente chegar ao nordeste brasileiro. Onde se consolidou a produção com a constituição de grandes polos produtores de melão como, por exemplo, o Rio Grande do Norte que protagoniza papel de destaque seguindo na liderança como o maior produtor nacional.
De acordo com dados da PAM (Pesquisa Agrícola Municipal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em relação a produção nacional de melão na safra 2023/2024 o Rio Grande do Norte, em 1º lugar, lidera a produção brasileira com 604. 566 toneladas. Concentrando na realidade bem mais da metade do total da produção nacional. Pois, respondeu por praticamente 61, 9% de todo o melão colhido no país.
Essa quantidade extraordinária de produção da fruta no Rio Grande do Norte é 7 vezes superior ao da Bahia que, em 2º lugar, segue na vice-liderança com 85. 341 toneladas. Aparecendo outros importantes estados também nordestinos como, por exemplo, o Ceará, em 3º lugar, com 65. 887 toneladas. O Pernambuco, em 4º lugar, com 53. 722 toneladas. E Piauí, em 5º lugar, com 30. 999 toneladas.
Representando no espaço brasileiro os estados nordestinos o melhor desempenho alcançado. Avaliado com o maior rendimento, a maior área e a maior produtividade. Significativamente concentrando nessa região quase o total da produção nacional de melão com mais de 95%. Evidenciando em diferentes aspectos assim a região nordeste, sem dúvida, um resultado extraordinário.
Na atuação da produção brasileira de melão com destaque regional para a participação de polos produtores norte-rio-grandense de Mossoró (RN), Baraúna (RN) e Tibau (RN) e polos produtores baianos de Ribeira do Amparo (BA), Curaçá (BA) e Juazeiro (BA).
Chamando a atenção o melão produzido na região potiguar de Mossoró (RN) que recebeu o reconhecimento de sua qualidade, em 2013, ganhando o selo de IG (Indicação Geográfica) na modalidade de IP (Indicação de Procedência) concedido pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Esse selo basicamente indica que o melão produzido no local possui alta qualidade. O que garante maior credibilidade assim como maior valor comercial ao produto. Impulsionando o desenvolvimento da atividade na fruticultura nacional.
Por essas e outras razões, certamente pode se dizer que a cultura do meloeiro segue sendo uma das atividades agrícolas mais importantes existentes no espaço brasileiro. Com destaque para a participação da região nordeste que, sem dúvida, colabora significativamente no fortalecimento da produção do melão que de fato se constitui em uma das frutas não apenas mais produzida, mas também mais exportada pelo Brasil.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
O
maior cajueiro do mundo é o cajueiro brasileiro de Pirangi que fica localizado
no espaço do litoral do município de Parnamirim que faz parte do estado do Rio
Grande do Norte. A aproximadamente 12 km de distância da capital estadual de Natal.
Na região brasileira do nordeste.
A
árvore gigante e frutífera pertence a espécie Anacardium Occidentale. É
estimada a existência desse importante cajueiro desde 1888. Apresentando em relação
a explicação de sua origem três atribuições possíveis: a natural, a política e
a de um pescador.
Na
versão natural, uma cutia teria enterrado uma castanha no local a partir de
então dando origem a árvore. Na narrativa política, acredita-se na opinião de
que teria sido resultado de um ex-prefeito de Natal/RN e antigo dono das terras Sylvio Pedroza.
Na
principal versão que é a do pescador, amplamente mais aceita não apenas entre
moradores do local, mas também entre estudiosos do assunto, o cajueiro de fato foi
originado após ter sido plantado pelo pescador Luís Inácio de Oliveira.
A
árvore que hoje é centenária iniciou com uma anomalia vegetacional que, sem
dúvida, influenciou no seu desenvolvimento. Fazendo com que o crescimento ao
invés de ser verticalmente passasse a ser mais horizontalmente, ou seja,
basicamente acontecendo dos galhos crescerem para os lados e ao encostar no
chão favoreceu a criação de novas raízes e novos galhos.
Compondo
assim no espaço de forma única o cenário da paisagem local, chamando atenção
como uma árvore de grandes proporções. Cobrindo uma área estimada em mais de
9.000 mil metros quadrados. Inclusive, chegando até a causar a impressão de que
não fosse uma árvore presente, mas sim uma floresta. Sendo possível percorrer
caminhando com segurança sobre as sombras de baixo da copa do cajueiro através
de estruturas construídas de passarelas de acesso.
É
válido ressaltar que o cajueiro de Pirangi (RN) é uma árvore não apenas
gigante, mas também frutífera. Por exemplo, já chegou a conseguir durante a
década de 90 a produzir por safra uma média extraordinária entre 70 a 80 mil
cajus. Apesar de que nos últimos anos, a partir do século XXI em diante, a
produtividade tenha mudado bastante, diminuindo para bem menos da metade. Devido
ao avanço da idade da árvore centenária, passando a frutificar uma quantidade
consideravelmente cada vez menor de cajus.
O atrativo
natural do cajueiro de Pirangi (RN) dinamiza a economia local, estimulando a
realização da atividade turística que a cada ano atrai um expressivo fluxo de
turistas e visitantes que aparecem nesse espaço para conhecer assim o maior
cajueiro do mundo.
Em
relação a gestão do local onde fica a árvore é o IDEMA (Instituto de
Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) o órgão responsável por decisões e
ações envolvendo a preservação assim como a administração do cajueiro de
Pirangi.
Abrigando
próximo ao cajueiro o desenvolvimento de atividades comerciais de artesanato e
gastronomia relacionadas ao turismo. Promovendo, direta e indiretamente,
oportunidade de emprego e geração de renda. No entanto, convivendo com o
desafio no local de conciliar a preservação e crescimento da árvore com a
dinâmica do trânsito e a ocupação urbana.
O reconhecimento
desse título de maior cajueiro do mundo justamente atribuído ao cajueiro de
Pirangi (RN) foi obtido, em 1994, pelo Guinness World Records. Livro que reúne
recordes mundiais alcançados em diferentes partes do mundo e registrados em diversas
categorias.
Mais
recentemente, em 2025, passou a ser oficialmente também reconhecido como
Patrimônio Natural, Paisagístico, Ambiental, Histórico e Turístico Material do
Rio Grande do Norte através da Lei nº 12.503 sancionada pela governadora
potiguar Fátima Bezerra.
Além
de patrimônio, em 2025, foi considerado um Monumento Natural, constituindo em
uma unidade de conservação do Rio Grande do Norte. Criado por meio do decreto
estadual nº 35.203/2025 assinado também pela governadora Fátima Bezerra. Durante
o importante contexto de celebração do aniversário de 137 anos da árvore.
Por
essas e outras razões, o maior cajueiro do mundo, o cajueiro brasileiro de Pirangi
(RN), sem dúvida, mantém em diferentes aspectos a sua importância. Certamente se
constituindo na realidade em um dos principais pontos turísticos existentes no
espaço do estado do Rio Grande do Norte.
TEXTO:
A pecuária é um setor muito importante que compõe o
agronegócio brasileiro. Há muito tempo esse setor colabora ao lado da
agricultura em garantir a maior produção de alimento do Brasil. Em
relação a pecuária bovina do estado de Mato Grosso (MT) pode se dizer que em
diferentes aspectos se destaca, em 1º lugar, exercendo papel de liderança nessa
atividade.
Porque o estado possui o maior rebanho, a maior produção de carne, a maior
quantidade de abate bovino e a maior quantidade de exportação de carne bovina
do Brasil. Por isso, não é à toa que Mato Grosso é conhecido também como a
“terra do gado”.
Chamando atenção o extraordinário resultado alcançado pela pecuária
Mato-Grossense que em 20 anos conseguiu triplicar a produção de carne bovina
por hectare. Tendo em vista que, em 2005, o estado saiu da média de 36 quilos
por hectare para chegar a alcançar, em 2025, a média de 120 quilos por hectare.
Passando de 930 mil toneladas de carne em 26 milhões de hectares em 2005 para
mais de 2 milhões de toneladas em 17 milhões de hectares em 2025. Conforme
revela dados do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia) e levantamento da
ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso)
Esse
crescimento registrado foi impulsionado pela exportação, apresentando alta
demanda no comércio internacional. Pois, em 2005, apenas 13% era destinado ao
mercado externo. Já, em 2025, passou a ser metade da produção direcionada para
exportação.
Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense De Economia Agropecuária) registrando recorde na exportação de carne
bovina com quase 980 mil toneladas dessa proteína animal. Sendo exportado para
mais de 90 países ao longo do mundo. Tendo como principais destinos mercados da
China e Estados Unidos. Fechando assim 2025 com chave de ouro na atuação
promovida nesse setor.
Os principais fatores relacionados a esse crescimento da produção de carne bovina consiste: adoção de sistemas intensivos; maiores investimentos em manejo; melhoramento genético; encurtamento do ciclo biológico bovino; recuperação de pastagens.
O conjunto desses principais fatores que
influenciaram nesse resultado extraordinário obtido pelo estado Mato-Grossense
foram acompanhados por mudanças ocorridas em importantes aspectos da produção
como, por exemplo, redução de áreas de pastagens (de 26 milhões para 17 de
milhões) e ganho de produtividade (de 36 kg/ ano para 120 kg/ ano volume
total).
Algo interessante de perceber é que o
avanço do crescimento da produção de carne bovina de Mato Grosso aconteceu com
redução do tamanho das áreas de pastagens. O que basicamente significa dizer
que o setor cresceu sem ter desmatado e sem ter feito a abertura de novas
terras. Contribuindo com a questão da sustentabilidade no espaço brasileiro.
Ocasionando, por exemplo, na redução da pegada de carbono.
Além disso, mudança ocorrida na nutrição
animal, com a ampliação do uso do coproduto DDG (Grãos Secos de Destilaria) a
base de etanol de milho como importante fonte de proteína presente na
alimentação animal (ANTONIO GUSTAVO, 2026). Passando cada vez mais a aparecer
de forma complementar ao lado do pasto na alimentação animal. Inclusive,
conseguindo até certo ponto reduzir a dependência do pasto.
Essa evolução evidenciada na produção de
carne bovina no estado de Mato Grosso aconteceu em virtude assim da combinação
de diferentes fatores. No entanto, é válido ressaltar conforme dito por Daniel
Latorraca, diretor executivo da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato
Grosso), “só foi possível com base nos investimentos que ocorreram nos últimos
20 anos por parte dos pecuaristas” (CANAL RURAL, 2026).
Por essas e outras razões, Mato Grosso,
sem dúvida, continua exercendo forte protagonismo no desenvolvimento da
atividade da bovinocultura. Consolidando-se na realidade como uma referência
mundial nesse setor. Não apenas por evoluir e atrair novos investimentos, mas
também principalmente por se destacar como o estado que é maior produtor de
carne bovina do Brasil. Conseguindo triplicar a produção de carne por hectare
nos últimos 20 anos.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
REFERÊNCIAS:
ANTONIO
GUSTAVO. Importante Município de Sinop
Destaca-se em 2026 Como o 2º Maior Exportador de Mato Grosso. BRASIL, 7
Set. 2026. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/09/importante-municipio-de-sinop-destaca.html
Acesso em: 01/10/2026
CANAL
RURAL. Pecuária de MT Triplica Produção
de Carne Por Hectare Em 20 Anos. BRASIL, 20 Ago. 2026. Disponível em: https://matogrosso.canalrural.com.br/programas/direto-ao-ponto/pecuaria-de-mt-triplica-producao-de-carne-por-hectare-em-20-anos/
Acesso em: 01/10/2026
NOTÍCIAS AGRICOLAS. MT Lidera Exportações de Carne Bovina e Responde Por 23% das Vendas do Brasil Ao Exterior. BRASIL, 1 Out. 2026. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/carnes/414738-mt-lidera-exportacoes-de-carne-bovina-e-responde-por-23-das-vendas-do-brasil-ao-exterior.html?utm_source=relacionadas Acesso em: 01/10/2026
O café corresponde a um grão que
representa uma das mais importantes culturas agrícolas existentes no
agronegócio brasileiro. Não é à toa que há bastante tempo o Brasil se destaca
liderando, em 1º lugar, no ranking global do café como o país que é avaliado
como o maior produtor e maior exportador desse produto no mundo. Ainda que
assuma a vice-liderança, em 2º lugar, quando o assunto é consumo de café.
Ficando apenas atrás dos Estados Unidos.
No contexto nacional, sem dúvida, é um
produto bastante apreciado sendo uma bebida incorporada no consumo de muitas
pessoas. Fazendo parte assim de maneira essencial na vida de milhares de
brasileiros e brasileiras.
Inclusive, o café em relação ao espaço do
varejo brasileiro, ou seja, setor que basicamente vende produtos diretamente
para o consumidor final poder comprar. Envolvendo a realização de atividades
comerciais através, por exemplo, dos supermercados e hipermercados que são um
dos pilares fundamentais de sustentação da economia e do funcionamento do
varejo brasileiro.
Pode-se reforçar isso acontecendo porque
houve no varejo brasileiro evolução no consumo do café, ou seja, aumento na
procura da bebida. Tendo em
vista que levando em consideração os meses de janeiro até agosto de
2026, durante esse período de 8
meses (janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto), registrou alta no consumo em 2,29% porcentual
acima do mesmo período do ano anterior de 2025.
O equivalente a 13,69 milhões de sacas de 60 kg.
O que dentre outras coisas significa dizer que
após o setor cafeeiro no mercado interno brasileiro ter enfrentado uma queda em
2025 quando havia despencado 5, 4% nos 8 primeiros meses do ano anterior. Desta
vez, certamente aconteceu diferente, pois conseguiu significativamente se
recuperar e elevar as vendas. Sinalizando no momento trajetória de demanda
crescente com o consumo em alta. Ao mesmo tempo, mantendo certa preocupação com
relação aos possíveis riscos promovidos pelas alterações climáticas, por
exemplo, do fenômeno climático global
do El Niño que influência em gerar mudanças extremas nas condições do tempo, podendo
aparecer interferindo negativamente ao exercer em algum grau impactos sobre a
produção agrícola.
Impulsionado a evolução do consumo sobretudo pela queda do preço médio em praticamente todas
as categorias de café durante 2026. Sendo as maiores quedas verificadas no café
Tradicional/Extraforte que caiu 21,22%, apresentando redução de R$ 62, 83 para 49,50 por quilo e no café solúvel que caiu
19,31% com redução de R$ 252,36 para R$ 203,64
por quilo. Conforme revela dados do levantamento realizado pela ABIC
(Associação Brasileira da Indústria do Café).
Alguns dos principais fatores que podem
ser relacionados ao acontecimento desse aumento alcançado no mercado interno
brasileiro a respeito do consumo de café ao longo de 2026 consiste na queda dos
preços ao consumidor, normalidade da oferta, novos públicos e adoção de
inovações.
O que se explica pelo fato de que a queda
nos preços ao consumidor, logicamente é algo que tende a tornar o produto
economicamente mais acessível, aumentando as possibilidades de consumo.
Normalidade da oferta, acompanhado da chegada de uma safra abundante de grãos abastecendo
a cadeia produtiva cafeeira, o que influencia em criar condições mais
favoráveis para que os preços parem de subir, caindo ou se estabilizando. Já
que há disponibilidade de diferentes variedades como, por exemplo, café arábica
ou café conilon e há a existência de importantes marcas como, por exemplo, café
Santa Clara ou café 3 Corações, sem correr o risco de escassez ou falta do
produto. Novos públicos, passando a chamar mais a atenção e despertar o
interesse entre os jovens pela procura dessa bebida. Inovações, com inserção de
novos formatos do café como, por exemplo, passando a ser servido até na forma
de bebida gelada.
Por essas e outras razões, pode se afirmar com
relação ao café no período avaliado foi evidenciado que de forma geral a
procura pela bebida no espaço do varejo brasileiro apresentou alta pelo país.
Sendo válido ressaltar que esse avanço na realidade aconteceu seguido da
ampliação de novos públicos, normalidade da oferta, adoção de inovações e,
principalmente, queda nos preços ao consumidor.
TEXTO
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
O sal corresponde a um mineral produzido a
partir da água do mar e muito utilizado na culinária de diversos povos. Também
popularmente conhecido como sal de cozinha. O sal marinho é um sólido cristalino
que na forma mais comum comercializada apresenta pequenos cristais de coloração
branca com granulação fina, média ou grossa.
Em relação a questão da produção do sal o
Brasil no cenário global geralmente tende a aparecer muito bem colocado entre
os 10 países que são avaliados como os maiores produtores de sal do mundo.
Enquanto que no contexto nacional,
localizado na região brasileira do nordeste, o estado do Rio Grande do Norte destaca-se
assumindo a liderança de maneira única, em 1º lugar, como o maior produtor de
sal marinho do Brasil. Concentrando a extraordinária quantidade de 95% da
produção total. Conforme revela dados do Sumário Mineral Brasileiro da ANM
(Agência Nacional de Mineração).
O que significa dizer que o importante
estado potiguar sozinho abastece quase todo o mercado nacional de sal. Esse protagonismo
que na realidade o Rio Grande do Norte fortemente exerce na atividade de
produção salineira não é à toa.
Porque possui condições naturais
favoráveis para a produção de sal através da combinação de um conjunto de
importantes fatores. Tais como fatores climáticos com clima semiárido marcado
por médias de temperaturas elevadas, taxas de pluviosidades baixas, ventos
alísios fortes, médias de umidades baixas e fatores geográficos com a presença
de extensa costa plana e solos de reduzida permeabilidade. Constituindo assim um
cenário bastante propício para formação de salinas naturais assim como
construção de salinas mecanizadas onde acontece a evaporação da água do mar
resultando na cristalização do sal marinho.
Concentrando-se na região da Costa Branca
localizada ao longo do espaço do litoral norte potiguar a produção de sal no
Rio Grande do Norte. Pois, nessa área abrange os municípios que são
identificados como os maiores produtores nacionais: Mossoró, Macau, Areia
Branca, Grossos, Galinhos, Guamaré e Porto do Mangue. Constituindo no maior
polo salineiro do Brasil.
Entre esses municípios que de fato são os
principais produtores de sal. No Rio Grande do Norte chama a atenção a atuação
de Macau e Mossoró que juntos certamente se destacam como responsáveis por mais
da metade de todo o sal marinho produzido no Brasil. Tendo em vista que segundo
dados do setor produtivo e órgãos oficiais esses 2 municípios expressivamente produzem
em média acima de 60% da produção nacional.
Em
relação a produção total de sal, ou seja, somado todos os municípios potiguares
já são no momento produzidos anualmente mais de 6 milhões de toneladas do
produto. Impulsionando conseguir movimentar a expressiva quantia de 1, 5 bilhão.
De acordo com SIESAL-RN (Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio
Grande do Norte).
Algo interessante de perceber é que, no geral, antes mesmo de ser finalmente embalado e transportado para indústrias alimentícias, químicas ou para o mercado consumidor, o sal marinho comercializado passa por um fluxo de produção. No qual compreende diferentes momentos envolvendo as principais etapas de produção: captação, evaporação, cristalização, colheita, lavagem, secagem e refino.
É válido ressaltar que apesar da maior
quantidade de sal produzido no Rio Grande do Norte ser direcionado para o
mercado de consumo brasileiro. O sal do estado potiguar não abastece apenas o
mercado nacional, mas também parte do mercado internacional. Exportando o sal
brasileiro com destino a mercados existentes na América do Norte, América do
Sul, África e Europa. Atualmente esse setor tem visado, dentre outras coisas,
buscar a diversificação comercial, ou seja, ampliar o acesso desse produto para
novos mercados internacionais.
A atividade salineira desenvolvida na
região da costa branca do estado do Rio Grande do Norte em diferentes aspectos conseguiu
transformar a paisagem, a cultura e principalmente a economia do local. Envolvendo
salinas, terminais marítimos e cadeia produtiva. Constituindo em essencial fonte
de vida, fonte de renda e fonte cultural. Inclusive, o sal marinho do RN (Rio
Grande do Norte) é considerado um patrimônio natural do povo
norte-rio-grandense. Conforme estabelecido através da lei estadual nº 8. 299 de
2003.
Por essas e outras razões, o desenvolvimento
da salinocultura no RN (Rio Grande do Norte), sem dúvida, é muito importante. Não
apenas por consolidar esse estado em 1º lugar como o maior produtor de sal do Brasil,
mas também por significativamente colaborar na dinamização da economia potiguar,
gerando oportunidades diretas e indiretas de emprego e renda. Com destaque para
a atuação dos principais municípios produtores presentes no espaço do litoral
da região da costa branca.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
REFERÊNCIAS:
COMPRE
RURAL. Conheça o Maior Produtor de Sal,
Um Império do Sal que Domina 95% da Produção Nacional. Compre Rural
Notícias, 16 Ago. 2026. BRASIL. Disponível em: https://www.comprerural.com/conheca-o-maior-produtor-de-sal-um-imperio-do-sal-que-domina-95-da-producao-nacional/
Acesso em: 16/09/2026
RIO GRANDE DO NORTE. Lei nº 8.299, de 03 de janeiro de 2003.
Dispõe sobre formas de escoamento do sal marinho produzido no Rio Grande do
Norte e dá outras providências. Natal, RN, 2003. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000055180.PDF
Acesso em: 16/09/2026
SAL GLOBO. Origem e Produção de Sal. BRASIL, 2026. Disponível em: https://www.salglobo.com.br/origem-e-producao-do-sal
Acesso em: 16/09/2026
TRIBUNA DO NORTE. RN Lidera Produção de Sal e Impulsiona Economia Com R$ 1, 5 Bilhão Ao
Ano. 25 Abr. 2026. RN, Brasil. Disponível em: https://tribunadonorte.com.br/economia/rn-lidera-producao-de-sal-e-impulsiona-economia-com-r-15-bilhao-ao-ano/ Acesso
em: 16/09/2026
O mapa é um importante produto
cartográfico que basicamente corresponde a uma elaboração de representação
visual da superfície terrestre. Colaborando em diferentes aspectos para a geografia
e outras áreas do saber na construção do conhecimento espacial. Existindo
inúmeros mapas, ou seja, variadas formas de representações visuais do espaço.
Em relação a questão da representação
visual do planeta terra através do mapa denominado de mapa-múndi. Recentemente
foi aprovado a proposta do modelo de um novo mapa-múndi pela resolução da
assembleia geral da ONU (Organização das Nações unidas) ocorrida na sexta-feira
de 4 de setembro de 2026.
Possuindo decisão de caráter não
impositivo. O resultado de aprovação da proposta do novo mapa-múndi apresentou
164 países que votaram a favor, incluindo o Brasil. E de votos contrários,
apenas um voto contrário do país do Estados Unidos. Em relação as abstenções
houveram 6 países se abstendo, ou seja, decidiram não assumir posicionamento,
tais como: Sérvia, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia.
O modelo do novo mapa-múndi denominado de
Equal Earth que traduzido para o idioma português significa “Terra Igual” foi criado
em 2018 por Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny e amplamente apoiado a
partir de uma iniciativa promovida pelo movimento Correct the Map que traduzido
equivale a dizer “Corrija o Mapa” liderado pelo Togo, país da África Ocidental,
incentivado pela UA (União Africana) em nome do grupo africano.
A proposta visou incentivar escolas,
governos, empresas de tecnologia, organizações internacionais e outras
entidades em escala global a adotarem representações assim que mostra de forma
mais proporcional o tamanho de diferentes áreas ao longo da superfície do
planeta Terra.
A representação do mapa-múndi anterior
chamado de mapa de Mercator criado pelo cartógrafo Gerardus Mercator no século
XVI, em 1569, durante o período das grandes navegações. Servia principalmente
como uma ferramenta técnica de auxílio na realização das atividades de
navegação, priorizando a preservação de ângulos e direções.
O mapa-múndi tradicional de Mercator
apresentava bastantes distorções. Aparecendo determinadas partes do espaço
terrestre exageradamente grandes como, por exemplo, próximas as regiões polares
como a Groelândia e o continente europeu com posição centralizada e tamanho maior.
Enquanto diminuía o tamanho de países próximos a linha do equador.
Ao contrário do mapa de Mercator, o
mapa-múndi Equal Earth, por sua vez, fornece uma forma menos errônea e mais
real com proporção mais precisa das áreas. Por exemplo, a Groelândia passa a aparecer
menos desproporcional; a Europa menos ampliada e menos centralizada; regiões
próximas a linha do equador aparecem com seu tamanho ajustado; o continente da
África e o subcontinente da América do Sul mais compatível com a extensão de
suas dimensões. Inclusive, certos países como, por exemplo, o Brasil tende a aparecer
de forma mais precisa, aumentando o seu tamanho presente nessa nova
representação cartográfica.
Por isso, Equal Earth é uma representação
espacial que, a medida do possível, consegue em termos de abstração se
aproximar mais do tamanho real das áreas na superfície terrestre. Nesse
sentido, pode se dizer que essa representação atual foi um ajuste necessário, possibilitando
uma melhor percepção visual do mapa-múndi.
Contudo, é válido ressaltar que não existe
modelo de mapa perfeito. Pois, todas as projeções cartográficas apresentam em
algum grau distorções. Tendo em vista que a Terra, de certa forma, é esférica.
Logo, isso significa dizer que quando transposto para uma superfície plana
conforme acontece no mapa não tem como representá-la de maneira perfeita que
seja exatamente igual ao real. Até porque na realidade a Terra é
imperfeitamente esférica, logo naturalmente apresentando irregularidades e
heterogeneidades.
Mesmo assim, a implementação desse novo
mapa-múndi é algo que, sem dúvida, pode ser considerado muito importante.
Porque não apenas consegue atualizar a representação, corrigindo distorções cartográficas
históricas, mas também viabilizar, ao mesmo tempo, uma maneira menos errônea de
leitura e interpretação assim como mais equitativa da percepção do espaço
global em que vivemos.
Por essas e outras razões, o modelo de
mapa-múndi atual Equal Earth “Terra Igual” certamente pode substituir o modelo tradicional
de Mercator, tendendo a partir de então a ser cada vez mais adotado em
representações institucionais, tecnológicas e educacionais.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.