Em relação a questão da importante atividade de criação de camarão no Brasil durante 2025 a região nordeste aparece concentrando quase a totalidade da produção nacional. Sendo responsável por bater recorde histórico produzindo 171, 9 mil toneladas e obtendo o extraordinário percentual de 99, 7% do total.
A espécie de camarão mais pescado e criado visando atender ao mercado consumidor no Brasil assim como no mundo é a Litopenaeus vannamei também popularmente conhecido por diferentes nomes, tais como: camarão cinza, camarão-de-patas-brancas e camarão-branco-do-pacífico.
No contexto nacional o Rio Grande do Norte se consolida na realidade como sendo o estado que é o 2º maior produtor de camarão no espaço brasileiro. Alcançando aproximadamente 38 mil toneladas. O que equivale a 22% da produção nacional em 2025.
O que significa dizer que o Rio Grande do Norte na produção do setor em 2025 registrou expressiva evolução nos resultados, pois o desempenho foi superior a 2024. No período anterior de 2024 o estado produziu menos possuindo 31, 6 mil toneladas de camarão e valor de produção menor em torno de 701, 4 milhões.
O Rio Grande do Norte, em 2025, aparece também entre os principais estados em relação ao valor de produção de camarão. Ocupando, em 2º lugar, a vice-liderança com R$ 782, 87 milhões. Ficando apenas atrás do Ceará que, em 1º lugar, lidera a produção, concentrando praticamente metade do volume total de produção com 53, 3%. Alcançando em valor de produção 1. 929, 70 milhões.
E ficando o Rio Grande do Norte a frente de outros importantes estados nordestinos, tais como: Paraíba que, em 3º lugar, conseguiu 444, 87 milhões; Bahia que, em 4º lugar, atingiu 129, 84 milhões; e Piauí que, em 5º lugar, chegou a obter 94, 64 milhões. Conforme revela dados da PPM (Pesquisa Pecuária Municipal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com o IBGE na questão dos 5 principais municípios produtores de camarão do Brasil, em 2025, constatou-se 2 municípios norte-rio-grandeses e 3 municípios cearenses. Constituído pelos seguintes municípios: Aracati (CE), em 1º lugar, com 21, 34 mil toneladas; Jaguaruana (CE), em 2º lugar, com 12, 04 mil toneladas; Pendências (RN), em 3º lugar, com 8, 88 mil toneladas; Russas, em 4º lugar, com 7, 13 mil toneladas; Arez (RN), em 5º lugar, com 7 mil toneladas.
Chamando atenção um dos principais diferenciais da produção de camarão evidenciada no Rio Grande do Norte que tem a ver com a atividade a acontecer possuindo um caráter mais sustentável. Tendo em vista que segundo Guilherme Saldanha, SEPA/RN (Secretário Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte), têm mais de 90% dos criadores de camarão com licenças ambientais e outorgas de água.
Por isso, ainda que assuma a vice-liderança entre os estados brasileiros na questão da produção da quantidade total, mas com relação a qualidade da forma em que acontece supera todos os outros produtores nacionais.
É como se perdesse, por um lado, em termos de volume total e valor de produção para o Ceará que lidera tanto em volume quanto em valor e ganhasse, por outro lado, em termos de qualidade do modelo de produção, passando a assumir a liderança. Pois, referente ao aspecto da qualidade do modelo potiguar de produção de camarão pode se dizer que de fato é um dos pontos onde supera o Ceará.
Algo que é reforçado por Origenes Monte Neto, presidente da ANCC (Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores de Camarão), ressaltando que a criação de camarão no Rio Grande do Norte, sem dúvida, é bem mais antiga, sólida e tecnificada do que a existente no Ceará. Não é à toa que o Rio Grande do Norte a partir do seu modelo potiguar de produção de camarão certamente se constitui em uma referência nacional.
Inclusive, é no próprio espaço do estado do Rio Grande do Norte onde há localizado a cerca de 195 km de distância da capital Natal/RN no município de Pendências/RN a fazenda Potiporã que é avaliada na realidade como sendo a maior fazenda de camarão do Brasil.
Em relação a criação de camarão no Rio Grande do Norte além dos polos costeiros existentes no litoral a produção tem se expandido com um movimento de tendência a interiorização em direção a criação em partes do semiárido nordestino de poços e rios de águas salobras presentes ao longo do Vale do Rio Açu, Vale do Rio Apodi, Vale do Rio Curimataú e até na região do aquífero Jandaíra.
Ampliando a atividade de criação de camarão assim pela interiorização, seguindo sendo impulsionado não apenas por leis de incentivos a aquicultura, mas também pela implantação em fazendas com adoção de tecnologias e pelo fornecimento de linhas de crédito pelo governo federal atuando certas vezes em conjunto com órgãos estaduais.
Mantendo certa preocupação em garantir, a medida do possível, cuidado ambiental, segurança e agregação de valor na cadeia produtiva desse setor. Promovendo, ao mesmo tempo, impactos positivos na economia com a geração de renda, empregos e oportunidades com novos postos indiretos e diretos de trabalho.
Apesar da mudança de cenário, passando a ampliar a realização em diferentes locais de criação, continua essencialmente a fornecer condições do camarão cultivado no interior praticamente manter o mesmo sabor e preservar a mesma qualidade desse crustáceo cultivado em águas marinhas do litoral.
Em virtude do camarão, por exemplo, surpreender pela sua capacidade de conseguir se ajustar a relativas variações de salinidade. Resultando no geral o avanço da atividade desse setor na elevação da sua produtividade.
Por essas e outras razões, pode se dizer que o nordeste brasileiro se consolida como a região que é o maior criador de camarão do Brasil. Possuindo todos os 5 principais estados produtores (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Piauí). Viabilizando o fortalecimento desse setor que colabora em promover impactos positivos na economia. Com destaque para a atuação do importante estado do Rio Grande do Norte que em diferentes aspectos representa uma referência nacional na produção de camarão.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.







