PARÁ:
ESTADO COM PIOR QUALIDADE DE VIDA DO BRASIL
Antonio
Gustavo Da Silva Maximo¹
RESUMO
O
objetivo deste artigo científico tem a ver com o tema da qualidade de vida.
Revelando a qualidade de vida no estado do Pará. Para isso, utilizando na
realidade como exemplo a própria capital estadual e um conjunto de municípios
que compõem o estado do Pará. A partir de dados e informações que possuem correspondência
com a realidade, obtidos em diferentes fontes (IPS, SNIS, INPE, ITB, MACROPLAN, IBGE)
que, de certo modo, são complementares em auxiliar no entendimento da questão
da qualidade de vida, no entanto principalmente pela pesquisa, em 2025, do IPS
Brasil. Buscando evidenciar de forma clara e objetiva: por que na questão da
qualidade de vida o estado Pará ficou em último lugar no ranking do total dos estados
brasileiros avaliados nessa pesquisa? Quais são alguns dos principais fatores
relacionados ao desempenho de seus diferentes indicadores ocasionando nesse
resultado muito baixo obtido pelo estado do Pará?. Além disso, se o estudo do
IPS Brasil além de importante pode ser útil para quem busca não apenas entender
melhor na realidade sobre essa questão, mas também promover melhorias da
qualidade de vida? Basicamente apresentando
ao longo desse estudo cientifico tanto os principais fatores relacionados a
baixa qualidade de vida do estado do Pará quanto a importância e a utilidade da
pesquisa do Índice de Progresso Social.
PALAVRAS-CHAVE: Qualidade
de Vida, Pará, Municípios, Realidade,IPS Brasil
_____________________________________________________________________
¹Pensador
Brasileiro, graduado em licenciatura e bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA
(Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará). Pós-graduado em Docência e
Prática da Geografia pela Faculdade Focus e especialista em Neuropsicopedagogia
Institucional pela Faculdade Focus. E-mail: profantoniogustavo@gmail.com
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1 - INTRODUÇÃO
A qualidade de vida é um tema muito
relevante, pois é um termo, apesar de não possuir um significado único e
definitivo, que indica importantes aspectos das condições nas quais as pessoas
vivem. Podendo ser percebidas como boas ou ruins, isto é, a qualidade de vida
de certos espaços habitados podem ser consideradas altas, normalmente estando
entre as melhores ou podem ser consideradas baixas, logicamente estando entre
as piores.
De uma forma ou de outra, geralmente envolvendo
nesse tema um conjunto de fatores que são essenciais para de fato haver a avaliação
da qualidade de vida, tais como: acesso a serviços públicos de saneamento
básico, saúde, habitação, educação, coleta de lixo, transporte público, áreas
verdes, dentre outros.
Constatando a questão da qualidade de vida
no estado do Pará a partir de diferentes fontes seguras e confiáveis (IPS, ITB,
MACROPLAN, INPE, SNIS, IBGE) que fornecem dados e informações que têm correspondência
com a realidade. Revelando a situação da qualidade de vida não somente, mas
principalmente por meio da pesquisa, em 2025, do IPS (Índice de Progresso
Social) Brasil. Utilizando indicadores da capital Belém e de determinados
municípios que fazem parte do estado do Pará.
Contudo, é válido ressaltar que é
inconcebível abordar a respeito de qualidade de vida focando em um único
aspecto ou em outro aspecto apenas. Porque mesmo que em um momento ou em outro
da avaliação da qualidade de vida um aspecto se sobressaia aos demais na
análise, percebe-se que estão na realidade inter-relacionados na geração dos
resultados (ANTONIO GUSTAVO, 2025).
De forma clara e objetiva o desenvolvimento
deste presente artigo cientifico está basicamente organizado da seguinte
maneira: no primeiro momento, se discorre sobre: qualidade de vida: o estado do
Pará é pior do Brasil. Visando evidenciar em termos mais gerais os principais
fatores relacionados a esse resultado.
3
No
segundo momento, em termos mais específicos, se aborda referente: IPS - Brasil
além de importante pode ser útil?. Objetivando destacar porque esse estudo do
IPS, certamente é essencial não apenas gerando condições favoráveis de
conseguir se entender melhor essa questão da qualidade de vida, mas também
auxiliando aqueles que buscam elevar a qualidade de vida.
2 - QUALIDADE DE VIDA: O ESTADO DO PARÁ
É O PIOR DO BRASIL
O estado do Pará, em termos de extensão
territorial, é a 2ª maior unidade federativa do Brasil. Atrás apenas do estado
do Amazonas. Possuindo uma imensa área de aproximadamente 1.245.870 km² (IBGE, 2020).
Equivalendo em média a 14, 65% da superfície do Brasil. Localizado na região
norte do Brasil. Possuindo um total de
144 municípios paraenses com uma população ao longo do estado estimada em 8.
711.196 de pessoas (IBGE, 2025).
Na questão da qualidade de vida verificada
no estado do Pará. Após ter sido avaliado todos os 5. 570 municípios
brasileiros. O estudo do IPS Brasil, em 2025, evidencia que o estado do Pará entre
todos os estados brasileiros é pior estado do Brasil para viver. Apresentando qualidade
de vida que pode ser considerada muito baixa. Possuindo a nível nacional 12 dos
20 municípios com piores qualidades de vida, ou seja, mais da metade dos 20
piores municípios brasileiros em qualidade de vida estão localizados no estado
do Pará.
Os 12 municípios paraenses são compostos
pelos seguintes: Trairão, Portel, Jacareacanga, Bannach, Pacajá,
São Félix do Xingu, Anapu, Cumaru do Norte, Uruará, Santana do Araguaia, São
João do Araguaia e Santa Maria das Barreiras. Figurando assim nacionalmente
muitos municípios paraenses como os que oferecem as piores condições de vida.
O
estado do Pará até aspecto quantitativo por número de habitantes lidera no
ranking de piores municípios no que se refere a qualidade de vida.
Evidenciando, por exemplo, Bannach (PA) no grupo de municípios até 5 mil
habitantes;
4
Jacareacanga (PA) no grupo de municípios entre
20 e 100 mil habitantes; Altamira (PA) no grupo de municípios entre 100 a 500
mil habitantes e Ananindeua no grupo acima de 500 mil habitantes (IPS BRASIL,
2025).
Em
relação ao conjunto dos 5 municípios que compõem o estado do Pará que
apresentam a pior qualidade de vida entre o total de 144 municípios paraenses estão
os seguintes: Jacareacanga- PA em 1º lugar com nota de 40, 04; Bannach-PA em 2º
lugar com nota de 40, 99; Trairão-PA em 3º lugar com 42, 08; Pacajá-PA em 4º
lugar com 42, 86; e Portal-PA em 5º lugar com 43, 25 (IPS BRASIL, 2025).
Jacareacanga
(PA) na questão de pior qualidade de vida alcançou o 1º lugar evidenciando desempenho
municipal mais baixo a nível estadual no Pará, ou seja, do total de 144
municípios paraenses foi o pior de todos com pontuação de 40, 04 de acordo com
o IPS Brasil (2025). E a nível nacional possui o 2º pior desempenho do país na
qualidade de vida. Atrás apenas de Uiramutã (RR) município do estado de Roraima
que apresenta a pior qualidade de vida do Brasil.
Isso
significa dizer que Jacareacanga (PA) possui fragilidade em muitas áreas e um
desempenho muito baixo, ocupando o penúltimo lugar do total de 5.570 municípios
brasileiros. O município enfrenta muitos desafios, dentre outras coisas,
principalmente na questão da inclusão social por possuir acesso bastante limitado
a serviços públicos, existência de poucos empregos formais e baixos
rendimentos.
Evidenciando
no município de Jacareacanga (PA) desempenho baixo em componentes de acesso à
educação superior com reduzidas oportunidades e a qualidade do meio ambiente
comprometida, diminuindo o bem-estar das pessoas. Porque educacionalmente
apresenta uma média de escolaridade não alta e, sobretudo, uma formação
acadêmica pouco expressiva e ambientalmente o município é afetado pela
intensificação de atividades humanas relacionadas a ocorrência de desmatamentos
e queimadas impulsionando a devastação florestal.
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Além
da existência de garimpos ilegais que geram no município um clima desagradável
de tensão com ameaças que ora podem resultar em violentos conflitos. Inclusive,
revelando-se no contexto da realidade desse município paraense episódios de
violações de direitos individuais.
A partir dos resultados obtidos através
dos desempenhos dos municípios paraenses chegou-se à conclusão de que
componentes, tais como: “água e saneamento”; “acesso ao conhecimento básico”;
“nutrição e cuidados”; “qualidade do meio ambiente”, foram identificados como
os componentes onde foram constatados os piores desempenhos do conjunto desses
municípios.
No
componente “qualidade do meio ambiente”, por exemplo, o Pará é campeão de
desmatamento no país. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais), em 2024, foram cortados 2, 3 mil km2 de Floresta Amazônica no
estado. A região norte assim, apesar de
abrigar a maior floresta tropical do planeta, evidencia piores indicadores
ambientais. Através de desmatamentos, queimadas e baixa oferta de áreas verdes
nas cidades, afetando o bem-estar da população.
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Podendo
se estabelecer uma correlação entre desmatamento e baixo desempenho dos
municípios que tem a ver com a questão da qualidade de vida. Tendo em vista que
Altamira, que aparece entre os piores no índice do IPS na faixa de 100 mil a
500 mil habitantes, foi o 2º município que mais desmatou da Amazônia Legal.
Sendo
6 municípios paraenses identificados entre os 15 municípios que mais desmataram
em 2024: Altamira, Itaituba, Portel, São Félix do Xingu, Uruará e Pacajá. Desse
total de 6 municípios paraenses 4 se apresentam entre os piores em termos de qualidade
de vida no Brasil. Portanto, o crescimento
do desmatamento assim afeta no importante componente da “qualidade do meio
ambiente” em função de que se reflete na diminuição da qualidade de vida.
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Em uma escala de nota que pode ir de 0
(nota mais baixa) até 100 (nota mais alta) entre os 26 estados e 1 distrito
federal que juntos compõem um total de 27 unidades federativas do Brasil. O
estado do Pará ocupa entre os estados brasileiros a última posição no ranking
nacional da qualidade de vida, em 27º lugar. Alcançando 53, 71 pontos. Uma
média assim abaixo da média nacional, tendo em vista que o Brasil obteve 61, 96
pontos. O Pará, em último lugar, ficando atrás até do Maranhão (55, 96) e do Amapá
(56, 72), entre os piores estados do Brasil.
A capital estadual do Pará, Belém,
localizada na sub-região do nordeste paraense, por exemplo, aparece sendo
avaliada tanto entre os 10 municípios mais populosos do país com pior qualidade
de vida no Brasil (MACROPLAN, 2024) quanto aparece em outro ranking nacional
entre as 5 capitais brasileiras com pior qualidade de vida (IPS BRASIL, 2025).
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Entre os principais fatores que
contribuíram para a baixa colocação da capital paraense em 4º lugar no ranking
das 5 capitais brasileiras com pior qualidade de vida geralmente estão
presentes: precariedade do saneamento básico; altos índices de violência;
insuficiente oferta de serviços públicos que são essenciais.
Em levantamento da Macroplan, em 2024, do IDGM
(Índice de Desempenho em Gestão Municipal) focando em avaliar 100 municípios
mais populosos do Brasil com relação aos serviços públicos oferecidos e a qualidade
de vida existente. Belém aparece apresentando desempenho insatisfatório em
diversos componentes, tais como: moradia, nutrição, educação, segurança,
sustentabilidade e saneamento básico.
Nessa avaliação da qualidade de vida de
100 municípios mais populosos do Brasil, Belém obteve a posição 91, sendo no
estado do Pará apenas superada em termos de pior qualidade de vida pelo
município de Santarém que ficou, três posições atrás de Belém, em lugar 94.
Apesar de estarem assim ocupando posições diferentes o que há de comum é que
Belém e Santarém estão, em termos de qualidade de vida, entre os 10 municípios
a nível nacional com pior avaliação. Sendo considerado uns dos piores
municípios para se viver no Brasil (MACROPLAN, 2024).
Revelando a partir dos resultados na
realidade obtidos a incompetência e o despreparo não apenas da gestão política
municipal de Belém, mas também do próprio governo do Pará.
No geral, chama muita atenção na dimensão
de necessidades humanas básicas no componente moradia o fato de que a capital
Belém é líder, em 1º lugar, no ranking nacional de capitais que apresentam a
média de maior população vivendo em favelas. Desde o censo de 2010 do IBGE já
havia sido constatado isso.
Mais recentemente isso ficou ainda mais
claro, pois foi confirmado esse resultado, em 2022, por outra pesquisa
realizada também pelo IBGE: considerando Belém a capital estadual mais favelada
do país. Apresentando
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mais
da metade de sua população concentradas ao longo de favelas e comunidades
urbanas nas quais apresentam, muitas das vezes, moradias em condições não
ideias e até em condições precárias.
Segundo o IBGE, de lá (2010) para cá
(2022), em Belém houve, ao longo do tempo, um aumento no registro de quantidade
de pessoas residindo assim em moradias de favelas e comunidades urbanas do
Brasil. Porque, em 2010, eram de 54, 5% das pessoas morando em favelas e, em
2022, passou a ser de 55, 6% das pessoas nessas comunidades urbanas.
De um modo ou de outro, desde 2010 até
atualmente, o fato é que mais da metade da população da capital paraense ainda
continua morando em favelas. A situação observada da condição de moradia em
Belém não é das melhores em muitos bairros. Principalmente em áreas de bairros,
tais como: Estrada Nova Jurunas, Condor, Guamá, Una-Pedreira e Una-Telégrafo.
Essas favelas da capital paraense
apresentam como característica em comum não apenas o fato de possuírem
condições poucos ideias e precárias de
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moradia,
mas também pela oferta incompleta de serviços públicos assim como por dispor de
infraestrutura de pouca qualidade. Esse tipo de ocupação composta, muitas das
vezes, por pessoas de baixa renda, geralmente revelam uma situação mais de
vulnerabilidade social do que de mobilidade social.
Além da moradia outro ponto crítico em
municípios paraenses e até mesmo na própria capital estadual de Belém é a questão do saneamento básico. Apresentando Belém
nesse componente indicadores com péssimos resultados. Haja vista que apesar de
grande parte da população ter acesso a água potável, em média somente 17,3% com
coleta de esgoto e apenas 19, 3% do esgoto é tratado (INSTITUTO TRATA BRASIL,
2025). Revelando um desempenho abaixo da média nacional na capital paraense que
obviamente pode ser definido como negativo.
Belém está há anos figurando entre
as piores no ranking do saneamento básico nacional. Dessa forma, o estado do
Pará precisará, dentre outras coisas, aprender a agilizar a resolução dessa
questão, focando em investimentos e políticas públicas eficazes que visem
desenvolver o saneamento básico, expandir o atendimento e o acesso a esse
serviço, passando a beneficiar mais a população paraense (ANTONIO GUSTAVO,
2025)
A cidade de Santarém, na sub-região do oeste Paraense, apareceu em
última colocada, ocupando 100º lugar, entre o total de 100 maiores cidades
avaliadas no ranking do saneamento. Registrando apenas 48, 49% da população com
acesso água potável, ou seja, menos da metade da população e ínfimos 3, 77%
aproximadamente dispondo efetivamente do serviço de coleta de esgoto (INSTITUTO
TRATA BRASIL, 2025). Revelando o problema
da situação bastante precária do saneamento em Santarém-PA que é considerado o pior
do Brasil.
A
questão do saneamento básico tem em diferentes aspectos implicações praticas na
qualidade de vida das pessoas. Não é à toa que o descaso e despreparo da gestão política em
âmbitos municipais e estadual no Pará se refletiu tanto na queda da qualidade
de vida de um conjunto de municípios
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paraenses quanto com o estado do Pará, sendo na
região norte do Brasil, identificado como o estado responsável pelo maior
número de mortes por doenças relacionadas ao saneamento básico (ITB; SNIS,
2023).
Por trás disso tudo, em um momento ou em
outro, é recorrente a repercussão de acontecimentos envolvendo determinados segmentos
no estado e do governo do Pará em escândalos de corrupção com desvios de muita verba
pública e falta de transparência pública.
Ao contrário assim do que realmente aconteceu,
deveriam ser vistos sendo efetivamente destinados os recursos e as verbas
públicas em investimentos nas áreas de saneamento básico, saúde, infraestrutura,
moradia e educação, visando elevar a qualidade de vida população não apenas da
capital Belém, mas também dos diversos municípios que compõem o estado do Pará.
Refletiu-se isso em um impacto negativo, sem dúvida, influenciando na baixa
qualidade de vida de muitas pessoas que residem em municípios do estado do
Pará.
Onde a maioria dos municípios paraenses de
fato ainda carecem de investimentos que garantam oportunidades, promovam
serviços básicos e asseguram bem-estar. Resultando no estado do Pará ficar
significativamente abaixo da média nacional (61, 96) com apenas 53, 71 pontos.
E um dos pontos mais críticos que desperta
bastante preocupação no estado do Pará reside na dimensão das necessidades
humanas básicas que tem mais exatamente a ver com o componente de nutrição, ou
seja, relacionado a questão da capacidade de sobrevivência da população e a
alimentação adequada.
Porque mesmo tendo ocorrido no cenário
nacional uma certa melhora na questão da segurança alimentar da maior parte do
país, observa-se que no cenário regional e estadual foi diferente, isto é, a
região norte e, sobretudo, o estado do Pará não conseguiram acompanhar essa
tendência de evolução do aumento da segurança alimentar.
Pois, de acordo com o IBGE (2024) não
apenas a região norte é a região do Brasil que atualmente apresenta a maior
insegurança alimentar com 37, 7% dos
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domicílios
afetados, tendo até inclusive conseguido superar a região nordeste (34, 08%)
que outrora apresentava mais insegurança alimentar.
Mas, também apresenta o estado do Pará
como o estado que ocupa o último lugar na questão de segurança alimentar,
gravemente apresentando a pior insegurança alimentar do Brasil. Evidenciando
taxas mais elevadas de insegurança alimentar com 17, 1% dos domicílios
afetados.
O que se percebe é que há um impacto
negativo na questão da qualidade de vida, na medida em que quando a dimensão de
necessidades humanas básicas não é significativamente atendida e nem satisfeita,
as outras dimensões, por exemplo, de oportunidades e fundamentos do bem-estar
ficam de alguma forma comprometidas.
Logo, é necessário que componentes básicos
como a nutrição sejam assegurados e garantidos em conjunto com outros
importantes componentes. Esses e
outros fatores evidenciam realmente uma péssima gestão política do governo do
Pará ocasionando esse resultado de baixa qualidade de vida na sua realidade.
Refletindo-se
isso em impactar negativamente na vida da população paraense através um
conjunto de fatores que envolvem: saneamento básico, moradia, saúde, violência
urbana, infraestrutura, educação, serviços públicos insuficientes, reiterados
casos de corrupção com desvios de verbas públicas.
Promovendo
a sensação de falta de segurança e falta de credibilidade nas instituições
públicas em garantir e assegurar direitos básicos dos cidadãos. Inclusive, provocando
danos com a ocorrência de violações de direitos individuais e acesso limitado a
direitos sociais.
Por
essas e outras razões, certamente é muito preocupante essa condição na qual o
estado do Pará se encontra na questão de qualidade de vida. Porque no momento é
o estado que nacionalmente oferece a pior qualidade de vida, possuindo a
maioria dos municípios que apresentam a pior qualidade de vida do Brasil.
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RESULTADOS
DO IPS BRASIL 2025 - UNIDADES FEDERATIVAS
Diferentemente da realidade do Pará, o
pior estado do Brasil em qualidade de vida e de outros estados brasileiros que
também apresentam péssimos desempenhos. Os estados, por exemplo, de São Paulo
(66, 45), Santa Catarina (64, 00), Paraná (63,83), Minas Gerais (63,04) e Mato
Grosso do Sul (62, 81) lideram o ranking dos 5 estados brasileiros que oferecem
melhor qualidade de vida a população que habita os municípios pertencentes aos
seus respectivos estados. Bem acima da média nacional em relação a constatação
do desempenho estadual de 61,96 em qualidade de vida.
No geral, os melhores colocados estão
situados na região sudeste e na região do sul se destacando, dentre outras
coisas, nos componentes, por exemplo, de acesso à educação superior, moradia e
saneamento básico que correspondem as dimensões de oportunidades e necessidades
humanas básicas. Inclusive, envolvendo a dimensão fundamentos do bem-estar.
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Apresentando um ambiente com cenário mais favorável para o desenvolvimento pessoal e capacitação com maior liberdade de acesso desde ao conhecimento básico passando pela comunicação até as ideias e informações mais atuais assim como apresentam geração de melhores oportunidades de empregos e renda através de uma economia diversificada.
Os estados, por exemplo, de Santa
Catarina, Paraná e São Paulo revelam bons resultados. Esses estados assim, de
certo forma, possuem boa governança, evidenciando em comum a capacidade
investir em infraestrutura social, planejar políticas públicas e garantir
direitos fundamentais.
Com destaque na questão da qualidade de
vida para o protagonismo da gestão política desde municipal de certos
municípios paulistas até estadual do governo de São Paulo. Apresentando uma
governança geralmente avaliada com desempenho muito bom. Influenciado
positivamente assim em elevar os seus indicadores, alcançado resultados que
superam até médias nacionais.
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Sendo o estado de São Paulo não apenas o que
apresenta a melhor qualidade de vida do país, mas também em virtude de que os 5
municípios no ranking dos melhores municípios em qualidade de vida do Brasil
são paulistas: em 1° lugar Gavião Peixoto-SP
com 73, 26 pontos; em 2º lugar Gabriel Monteiro-SP com 71, 29; em 3º lugar
Jundiaí-SP com 70, 70; em 4º lugar Águas de São Pedro-SP com 70, 51; em 5º
lugar Cândido Rodrigues-SP com 70, 07 pontos. (IPS BRASIL, 2025)
Muito
distante e diferente da realidade dos municípios paraenses, haja vista que no
ranking dos 5 piores municípios em qualidade de vida do Brasil 3 são identificados
como municípios paraenses: em 1º lugar Uiramutã-RR com 37, 59; em 2º lugar Jacareacanga-PA
com 40, 04; em 3º lugar Amajari-RR com 40, 95; em 4º lugar Bannach-PA com 40,
99; em 5º lugar Trairão-PA com 42, 08 (IPS BRASIL, 2025). Além disso,
inversamente ao estado de São Paulo que possui 14 dos 20 municípios com melhor
qualidade de vida. O estado do Pará possui 12 dos 20 municípios com pior
qualidade de vida do Brasil.
3 - IPS – BRASIL: ALÉM DE
IMPORTANDE PODE SER ÚTIL?
A
Social Progress Imperative (SPI) é a organização internacional que desenvolveu
e coordena o IPS Global, desde 2013, em colaboração entre
a Foundation Avina, o Massachusetts Institute of
Technology, e a Harvard Business School. Publicando anualmente o IPS Global para bem mais de 150 países ou, melhor
dizendo, normalmente produzindo ano após ano o Índice de Progresso Social para
ser mais exato em 170 países.
Ao
contrário do IPS Global que envolve o Brasil e um conjunto de muitos outros
países ao longo do mundo na escala internacional. O IPS
(Índice de Progresso Social) Brasil, por sua vez, desde 2014, utiliza e
seleciona indicadores e apresenta desempenhos que tem a ver com a escala
nacional, isto é, que refletem a realidade brasileira em diferentes aspectos seja
na dimensão regional, estadual ou municipal, sendo comparados e diferenciados
dentro do próprio país.
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É uma ferramenta de pesquisa que apesar de
ser nova é segura e confiável. No que diz respeito a avaliação da qualidade de
vida no Brasil, em 2024, lançou o seu primeiro relatório. A pesquisa realizada
pelo IPS, ao contrário de índices como o PIB (Produto Interno Bruto) e o IDH
(Índice de Desenvolvimento Humano), vai além de indicadores econômicos ou
sociais, levando também em consideração a inclusão de indicadores ambientais.
Pois, somente o elemento econômico
torna-se um indicador incompleto para medir o progresso social, porque é
essencial de verificar, dentre outros aspectos, se está sendo atendido nos
componentes da dimensão das necessidades básicas da sociedade a nutrição, água
e saneamento; se está sendo promovido nos componentes da dimensão do fundamento
de bem-estar das pessoas a qualidade do meio ambiente garantido a preservação
ao meio ambiente; e se está sendo assegurado nos componentes da dimensão
oportunidades a garantia dos direitos individuais, liberdades individuais e o
estimulo a geração de oportunidades.
Para isso, o IPS utiliza, de certa forma,
um método multidimensional de pesquisa, medindo como resultados principalmente
sociais e ambientais refletem na vida das pessoas. Essa pesquisa do IPS
basicamente é composta por 3 dimensões, 12 componentes e 57 indicadores.
Considerando diversos componentes e indicadores com base em três dimensões
principais: 1. Necessidades humanas básicas; 2. Fundamentos do bem-estar; 3.
Oportunidades.
No que se refere a questão da avaliação da
qualidade de vida de municípios, capitais e estados brasileiros. A pesquisa do
IPS no Brasil, em 2025, foi feita com a colaboração do IMAZON (Instituto do
Homem e do Meio Ambiente da Amazônia) baseada em dados secundários de fontes
oficiais como, por exemplo, em dados públicos do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), MapBiomas, INEP (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais), DataSUS (Departamento de Informação e Informática do
Sistema Único de Saúde), SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre o
Saneamento), dentre outros.
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O resultado da pesquisa, por exemplo, do
IPS Brasil 2025 basicamente é obtido a partir de cálculos considerando 57
indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: necessidades
humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. O índice final
sobre, por exemplo, a questão da qualidade de vida, vai de 0 (pior desempenho) a
100 (melhor desempenho), refletindo a média dos desempenhos alcançados nas três
dimensões.
Portanto, essa pesquisa certamente é
importante porque serve de alerta para o governo da urgente necessidade de
haver de políticas públicas que promovam o bem-estar social, desenvolvimento
econômico e, inclusive, sustentável.
Focando principalmente nos aspectos
sociais e ambientais, o índice revela que, ao contrário do que muitas pessoas
ainda erradamente acreditam, o crescimento econômico mesmo sendo um fator
importante não é suficiente para garantir progresso social.
Porque há estados que apesar de possuir
alta geração de riqueza e alto PIB per capita como, por exemplo, o estado do
Pará, apresenta desempenho inferior à média nacional em componentes, tais como:
saneamento, segurança e direitos individuais. No entanto, alguns estados do nordeste
como, por exemplo, o estado da Paraíba, mesmo possuindo menor renda per capita,
conseguiu obter, a medida do possível, resultados acima do esperado em educação
e inclusão social (IPS BRASIL, 2025).
Sem dúvida, os dados e informações
essenciais obtidos a partir da do IPS Brasil fazem com que essa pesquisa se
constitua em um instrumento relevante, dentre outras coisas, para a tomada de
decisão no que concerne à implementação e priorização das políticas públicas.
Colaborando não apenas em fornecer dados e
informações essenciais sobre a realidade, captando tendências e mudanças do
desempenho da qualidade de vida dos municípios, das capitais ou dos estados
brasileiros. Mas, também colabora com pesquisadores, estudiosos, sociedade
civil e com os governos indicando áreas municipais que precisam evoluir em
melhorias.
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4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo cientifico se permitiu
visualizar, a partir principalmente da pesquisa do IPS Brasil (2025), apesar da
ocorrência de certos avanços no país, a existência na manifestação espacial de
contrastes regionais e, sobretudo, estaduais e municipais ao longo do
território nacional na questão da qualidade de vida. Diferenças essas que não
são explicadas apenas por indicadores econômicos, mas sim por indicadores
ambientais e sociais.
Como observado, por exemplo, no estado do
Pará e em um conjunto de seus municípios.
Na realidade desse estado ainda se evidenciou em grande parte dos
municípios um cenário digno de ser considerado lamentável com uma qualidade de
vida baixa. Entre os piores do Brasil. Inclusive, chegando ao ponto de ser o
estado do Pará, o que apresentou no ranking do total dos estados brasileiros, a
pior qualidade de vida nacional (IPS BRASIL, 2025).
Além de outras pesquisas desenvolvidas
(IBGE, ITB, MACROPLAN, INPE, SNIS), que evidenciarem e reforçarem na realidade
acontecendo praticamente as mesmas tendências de desempenhos e resultados sobre
a avaliação da qualidade de vida constatados pela pesquisa do IPS BRASIL.
Pesquisa esse do IPS BRASIL que se
constatou ser tanto importante quanto útil, dentre outras coisas, para certamente
informar melhor e orientar a pratica de políticas públicas. Nesta atividade
intelectual se reconheceu assim que: o valor da ciência deve está não apenas em
fornecer informações certas, mas também em ficar a serviço de promover a vida
(ANTONIO GUSTAVO, 2025).
Se percebeu que faltou, em diversos
aspectos, competência de gestões políticas de municípios paraenses e competência
de gestão política do governo do Pará, ou seja, realmente falta capacidade e
preparo suficiente para conseguir lidar na resolução dessa questão, passando a
construir alternativas e oferecer soluções desenvolvendo políticas públicas que
de fato promovam oportunidades, estimulem a mobilidade social e gerem o bem-estar
das pessoas, impulsionando a elevação da qualidade de vida.
Por
isso, dentre outras coisas, é muito necessário que haja principalmente da parte
do governo genuinamente mais comprometimento e preocupação com essa questão,
passando a aumentar a sua responsabilidade e atuação, visando certamente proporcionar
melhoria na qualidade de vida da população paraense.
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5 - REFERÊNCIAS
ANTONIO GUSTAVO. Principais Aspectos Que Destacam Campinas-SP Como Uma Cidade Brasileira
Com Alta Qualidade de Vida Urbana. BLOG: Fragmentos Dos Meus Uni-Versos.
Brasil, p.26-29, 1 Nov. 2025. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2025/11/principais-aspectos-que-destacam.html Acesso em: 06/01/2026
IBGE, Cidades
e Estados: Pará. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/ Acesso em: 16/01/2026
INPE, Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais. Disponível em https://www.inpe.br/noticias/ Acesso em: 16/01/2026
IPS
BRASIL, Segunda Edição Do IPS Brasil
Destaca Desigualdades E Avanços No País. Disponível em: https://ipsbrasil.org.br/pt/blog/noticias/10
Acesso em: 06/01/2026
IPS
BRASIL, Novo Ranking Do IPS Brasil 2025
Destaca Contrastes No Progresso Social Entre Os Estados. Disponível em: https://ipsbrasil.org.br/pt/blog/noticias/11
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BRASIL, Lançamento Do IPS Brasil: Nova
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em: https://www.macroplan.com.br/p/desafios-da-gestao-municipal-2024/ Acesso em: 17/01/2026
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