quinta-feira, 18 de março de 2021

DESPEDIDA INDEFINIDA

 


É um querer estar distante

Como se permanecesse perto

É um esquivar-se do amante

Como se fosse um ser eterno.

 

É uma canção recém nascida

Mas, já adoecida pelas distorções

De quem faz por crer a poesia

Ser desnutrida de boas intenções.

 

É um querer não querendo

Como um saber não sabendo

É um viver mesmo morrendo

No espaço desse efêmero tempo.

 

É uma despedida bem indefinida

Imponente a ir ultrapassando gerações

Que do que têm em si oculta vestida

Ora é despida por diferentes interrogações.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

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