sexta-feira, 7 de julho de 2023

EU PARADOXO


Sou humano desumano divino profano

Que felicidade tristeza colho planto

Sou ódio amor fúria calma

Que acalenta adormece desperta a alma.

 

Sou teoria prática dúvida certeza

Que em anos lembra em instantes esqueça

Sou abismos pontes miragens paisagens

Que é trevas luzes permanentes passagens.

 

Sou cura doença guerra paz

Que na vida morte sempre faz desfaz

Sou popular erudito certo errado

Que ama odeia é amado é odiado.

 

Sou nada tudo finito infinito

Que é amigo inimigo do acaso destino

Sou tempo espaço superficial profundo

Que quer queria revolucionar o mundo.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

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