PARÁ: ESTADO COM UM DOS PIORES
SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL
Antonio Gustavo da Silva Maximo¹
RESUMO
Este
presente trabalho científico visa revelar de forma clara e objetiva a questão
do saneamento básico no Brasil principalmente a partir do caso do Pará.
Constatado como um dos estados que possui o pior saneamento básico do Brasil.
Para isso, utilizando como método essencial de pesquisa a combinação de fatores
qualitativos e fatores quantitativos através de importantes dados, informações
e conhecimentos que têm correspondência com a realidade. Contextualizando a situação
geral do saneamento básico no Brasil. Após isso, destacando a situação
especificamente no Pará através de fatores relacionados a avaliação realizada
dos principais indicadores apresentando um resultado, sem dúvida, ruim (SINISA,
2024; MACROPLAN, 2024; IPS, 2025; IBGE, 2025; ITB, 2026; ANTONIO GUSTAVO, 2026).
Além disso, fornecendo neste estudo científico um conhecimento de qualidade
sobre a questão. Pois, certamente se entende o saneamento básico não apenas
como um serviço público, mas sim como um importante direito humano que se
constitui tanto em um dever do poder público quanto em um indicador a revelar
condições de vida. Inclusive, podendo se estabelecer uma correlação da falta de
saneamento básico com a ocorrência de prejuízos ambientais, materiais e humanos.
Inviabilizando a resolução constatou-se, dentre outras coisas, uma governança
paraense incompetente na condução da gestão política municipal e estadual. Reforçando
a necessidade de reconhecer o saneamento básico não apenas como um serviço, mas
também como um direito e política pública, visando agilizar investimentos e adotar
políticas públicas que finalmente garantam na realidade esse direito.
PALAVRAS-CHAVE:
Realidade, Saneamento Básico, Pará, Brasil
¹Pensador
Brasileiro, graduado em licenciatura e bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA.
Pós-graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e
especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus. E-mail:
profantoniogustavo@gmail.com
LISTA DE QUADROS
QUADRO
1:
ACESSO A ESGOTO POR REGIÃO NO BRASIL..................8
QUADRO 2:
INDICADORES DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL.....9
QUADRO 3:
MUNICÍPIOS COM MELHORES SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL.........................................................................................................10
QUADRO
4: PRINCIPAIS
BENEFÍCIOS DO SANEAMENTO BÁSICO.....12
QUADRO
5:
PRINCIPAIS PONTOS NEGATIVOS DA FALTA DE SANEAMENTO
BÁSICO..............................................................................14
QUADRO
6:
PRINCIPAIS INDICADORES DO SANEAMENTO BÁSICO DE BELÉM (PA)..................................................................................................17
QUADRO
7:
PRINCIPAIS INDICADORES DO SANEAMENTO BÁSICO DE ANANINDEUA (PA).......................................................................................22
QUADRO
8:
PRINCIPAIS INDICADORES DO SANEAMENTO BÁSICO DE PARAUAPEBAS (PA)....................................................................................23
QUADRO
9: PRINCIPAIS
INDICADORES DO SANEAMENTO BÁSICO DE SANTARÉM (PA)...........................................................................................25
QUADRO
10: MÉDIA
DE INVESTIMETO PER CAPITA NOS PIORES MUNÍCIPIOS PARAENSES EM SANEAMENTO BÁSICO............................27
QUADRO
11: ALGUNS
DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE RELACIONADOS A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO.............................29
QUADRO 12: RANKING
DE 2026 DO SANEAMENTO BÁSICO: OS 10 PIORES MUNÍCIPIOS...................................................................................................31
QUADRO 13: MUNÍCIPIOS
BRASILEIROS COM PIORES ATENDIMENTO DE COLETA DE ESGOTO....................................................................................32
QUADRO 14: PRINCIPAIS
INDICADORES DO SANEAMENO BÁSICO DE SANTARÉM – 2026.........................................................................................33
QUADRO
15:
PRINCIPAIS FUNÇÕES DO SANEAMENTO BÁSICO............35
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
CF – Constituição Federal
CLP – Centro de
Liderança Pública
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística
IDGM – Índice de
Desempenho em Gestão Municipal
ITB – Instituto Trata Brasil
IPD –
Índice de Perda na Distribuição
IPS – Índice de Progresso Social
MT –
Mato Grosso
ODS – Objetivo
do Desenvolvimento Sustentável
ONU –
Organização das Nações Unidas
OMS –
Organização Mundial da Saúde
PLANSAB –
Plano Nacional de Saneamento Básico
PNAD CONTINUA – Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
PA – Pará
RMB –
Região Metropolitana de Belém
SINISA – Sistema
Nacional de Informações em Saneamento Básico
SP – São Paulo
SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO..............................................................................................5
2 – IMPORTANTES ASPECTOS DO
SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL...6
3 – PARÁ: ESTADO COM UM DOS
PIORES SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL..............................................................................................................16
4 – SANTARÉM-PA: MUNICÍPIO
PARAENSE COM O PIOR SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL.........................................................................................32
5 – SANEAMENTO BÁSICO: NÃO
APENAS É UM SERVIÇO, MAS TAMBÉM É UM DIREITO...................................................................................................36
6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................41
7 – REFERÊNCIAS............................................................................................42
5
1.
INTRODUÇÃO:
O tema do saneamento básico é não apenas
importante, mas também bastante preocupante, pois o saneamento básico
corresponde a um direito que envolve um conjunto de infraestruturas e serviços
públicos fundamentais de haver para promover a saúde humana, garantir o ambiente
limpo e, sobretudo, proporcionar qualidade de vida (ANTONIO GUSTAVO, 2025).
No cenário global segundo a ONU
(Organização das Nações Unidas) do total de aproximadamente 8 bilhões da
população mundial, 3, 4 bilhões de pessoas estão sem saneamento básico. O que
significa dizer que ainda está longe de ser alcançada a meta estabelecida pela
agenda 2030 da ONU. Correspondendo ao
6º objetivo da ODS (Objetivo do Desenvolvimento Sustentável) que diz que deve
haver acesso universal, seguro e equitativo da água potável e do saneamento com
condições de higiene adequadas até 2030 (ONU, 2025).
No cenário nacional do Brasil a situação
não é tão diferente da verificada em grande parte do mundo, no sentido de que
ainda está longe de conseguir alcançar a meta estipulada pela agenda 2030 da
ONU de oferecer acesso universal, seguro e equitativo ao saneamento básico. Já
que 30 milhões de brasileiros não em aceso a água potável e 90 milhões de
brasileiros não possuem coleta de esgoto.
O que equivale a 43,3% da população brasileira sem acesso a esgoto (ITB,
2026).
O que faz esse tema ser visto assim como algo
importante e bastante preocupante mesmo, sobretudo quando se avalia que na
realidade do Brasil há uma desigualdade regional e estadual, ou seja, alguns
estados e regiões são melhores avaliados e outros estados e regiões são piores
avaliados.
Diante disso, este trabalho científico
está organizado da seguinte maneira: num primeiro momento, acontece a
introdução do tema do saneamento básico; num segundo momento se contextualiza de
modo geral importantes aspectos do saneamento básico no Brasil; num terceiro
momento, de modo específico se evidencia o caso do Pará: estado constatado com
um dos piores saneamento
6
básico
do Brasil; num quarto momento, Santarém-PA: o município paraense com o pior
saneamento básico do Brasil; num quinto momento, se esclarece que o saneamento
básico não é apenas um serviço, mas sim um direito; num sexto momento,
considerações finais.
Para isso, basicamente utilizando como
método essencial de pesquisa a combinação de fatores quantitativos e fatores qualitativos
que se complementam através da seleção de relevantes dados, informações e
conhecimentos que têm como base possuir correspondência com a realidade
(ANTONIO GUSTAVO, 2025).
2.
IMPORTANTES
ASPECTOS DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
No que se refere a importantes aspectos do
saneamento básico no Brasil. Algo que chama a atenção é que envolve um conjunto
de fatores, dentre outras coisas, a questão urbana e demográfica no país, pois
o processo de crescimento de áreas urbanas e das cidades brasileiras aconteceu,
muitas das vezes, de forma acelerada e desordenada e, pouquíssimas vezes, de
forma planejada.
Em razão disso, com a intensificação do
fenômeno da urbanização a infraestrutura não foi capaz de acompanhar de forma
suficiente e eficiente o aumento da necessidade da população por disponibilidade
de atendimento de serviços urbanos como, por exemplo, de coleta e tratamento de
esgoto e coleta de lixo.
Tendo em vista que, apesar de uma certa
desaceleração no ritmo de crescimento demográfico, mesmo assim houve a
continuação do crescimento populacional, por exemplo, um crescimento
demográfico da população brasileira entre 2010 e 2022 de 190.75.799 habitantes
(2010) aumentou para 203.080.76 milhões (2022) (IBGE, 2022). No entanto, as
políticas públicas de saneamento, sobretudo relacionados a implantação e
ampliação de esgoto não foi capaz de satisfatoriamente acompanhar esse
crescimento.
Antes de tudo, é fundamental entender que
saneamento básico não é uma questão de luxo, mas sim de algo necessário e por
isso mesmo básico que se
7
constitui
em um dos principais indicadores que revela a qualidade de vida de uma
população. Sinalizando a necessidade de que as instalações sanitárias tenham:
disponibilidade de quantidade suficiente e serviço eficiente, promovendo
acessibilidade; condições de higiene; fornecendo segurança; garantindo
facilidade de limpeza.
Sendo o serviço de esgoto sanitário
composto pelas atividades operacionais de coleta, transporte, tratamento e
disposição final, ou seja, acontece desde a origem até o lançamento final.
No geral, segundo o que o censo do IBGE
(2022) revela 75, 7% dos brasileiros tem acesso ao conjunto desses serviços que
englobam o saneamento básico. Representando um aumento em comparação com o
censo anterior de 2010 quando eram 64, 5%. Apesar de ter ocorrido esse
importante aumento, ainda assim persistem as desigualdades regionais e um recuo
com diminuição em outros pontos. Na região norte do Brasil, por exemplo, em
torno de 46, 4%, menos da metade da população da região nortista tem acesso ao serviço.
O censo do IBGE (2022) basicamente revela
que ainda existe no cenário nacional desigualdades regionais em relação ao
serviço de saneamento básico. Algumas regiões estão melhores servidas e
estruturadas, enquanto outras estão piores. Inclusive, apresentando déficit
nesse serviço.
Quase metade da população brasileira não
tem coleta de esgoto. Essa média tende a diminuir em algumas regiões, mas
principalmente tende a aumentar em outras regiões, por exemplo, nas regiões
norte e nordeste, onde problemas relacionados à coleta de esgoto são maiores e
mais graves.
De acordo com o Instituto Trata Brasil
(2026), utilizando dados e informações mais recentes, cerca de aproximadamente
51, 8% em relação especificamente ao esgoto é tratado no país e 43, 3% de porcentagem
sem acesso a coleta de esgoto, ou seja, mais de 90 milhões de brasileiros ainda
sofrem com a falta de coleta de esgoto. Sendo assim, a preocupação com a
questão do saneamento básico, sem dúvida, tem que ser algo permanente, pois
pode quando cuidado tender a melhorar e quando não cuidado tender a piorar.
8
Levando em consideração assim
principalmente dados e informações mais recentes fornecidas pelo último censo,
em 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pelo levantamento
publicado, em 2026, do ITB (Instituto Trata Brasil) que tem como base, em 2024,
o SINISA (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico).
Avaliando no saneamento básico as coletas de
esgotos, o tratamento de esgotos, os abastecimentos de águas, as perdas de águas
e os investimentos em saneamento básico. Indicadores do saneamento básico do
Brasil revela que em geral a média nacional foi a seguinte: acesso a água de
84, 1%; Água desperdiçada 39,5%; acesso a coleta de esgoto 56, 7%; esgoto
tratado de 51, 8%.
9
Entre os melhores e piores desempenhos
avaliados, percebe-se na realidade que a região Norte e Nordeste estão entre os
piores, concentrando enormes déficits em praticamente quase todos os indicadores.
Inclusive, registrando municípios compondo a maior parte das últimas colocações
do ranking nacional do saneamento básico.
Diferentemente disso, nos municípios
situados nas regiões Sul e Sudeste predominam os melhores desempenhos. Com
destaque para os municípios do estado de São Paulo que em relação a questão dos
5 municípios no Brasil com melhores saneamento básico, todos os 5 são
paulistas: Franca-SP em 1º lugar; São José do Rio Preto-SP em 2º lugar;
Campinas-SP em 3º lugar; Santos-SP em 4º lugar; Limeira-SP em 5º lugar (ITB,
2026).
Interessante perceber que de acordo com o ITB
(Instituto Trata Brasil), em 2026, pela primeira vez no Ranking do saneamento
básico, 4 (Franca-SP; São José do Rio Preto-SP; Campinas-SP; Santos-SP) desses 5
municípios
10
conseguiram
evidenciar desempenho máximo, ou seja, apresentando de fato tanto as maiores
pontuações quanto os melhores serviços.
Revelando segundo a Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil que “há cidades que estão cumprindo seu papel, alcançando elevados níveis de atendimento e eficiência, o que reforça que a universalização é viável quando há planejamento, investimentos contínuos e boa gestão” (Luana Pretto, 2026).
Pode-se dizer que no contexto do cenário
nacional a situação se apresenta mais grave nas regiões norte e nordeste. Sendo
evidenciado a partir da avaliação dos 20 municípios com piores
indicadores: 8 municípios estão no norte
e 6 municípios estão no nordeste.
Isso significa dizer que juntas, a região
norte e nordeste, possuem 14 dos 20 piores municípios. Em relação ao recorte espacial regional e ao
recorte espacial estadual, respectivamente, foi constatado o pior cenário de
saneamento básico
11
na
região norte do Brasil e entre um dos piores o estado do Pará (IBGE, 2022; ITB,
2026).
Porque quando
se fala de saneamento básico foi verificado que há bastante tempo a Região
Norte do país não está no mesmo patamar das demais regiões do Brasil.
Inclusive, nem os estados da região norte superam nacionalmente os estados de
outras regiões. Por exemplo, na questão do desperdício de água, a média
nacional de perda de água é de praticamente 40%, enquanto que a região norte e
nordeste é mais grave, pois desperdiçam quase 50% de água (ITB, 2026).
Segundo pesquisa, em 2026, realizada pelo
ITB (Instituto Trata Brasil) baseada em dados do SINISA (2024) avaliando 100
maiores municípios brasileiros na questão do saneamento básico no indicador,
por exemplo, de coleta de esgoto a média mais recente obtida, em 2024, foi de
77, 79%. O que significa dizer que houve uma retração nesse serviço a nível
nacional em comparação com períodos anteriores. Porque, por exemplo, a média
alcançada, em 2021, foi maior com 78, 44%.
Além disso, o indicador médio de
tratamento de esgoto dos 100 maiores municípios foi de 64,42%, uma queda em
relação aos 65,11% observados em 2023. E na questão do indicador médio de atendimento de água nos
100 municípios caiu, em 2023, de 93,91% para 93, 55%. A pesquisa revela, dentre outras coisas, assim a situação
de que os serviços de esgotamento sanitário estão menos universalizados do que
os serviços de abastecimento de água (ITB, 2026).
Outro ponto bastante importante e
preocupante é a questão do investimento per capita, isto é, o correspondente a
média de recursos aplicados nesse setor por pessoa. Foi verificado que mais da
metade dos 100 municípios mais populosos do Brasil investem menos de 100 reis
por ano em relação a habitante. Sendo identificado 51 municípios que investem
menos de 100 reais por habitante. Representando menos da metade de 225 reais
por habitante estimado como investimento necessário pelo PLANSAB (Plano
Nacional de Saneamento Básico).
12
Percebe-se que estamos longe ainda de
alcançar a meta de universalização. O indicador médio de tratamento de esgoto
verificado ao longo dos 100 maiores municípios nacionais avaliados foi de 64,
42%. O que significa que houve uma queda, por exemplo, em relação a 2023 quando
foi de 65,11%. Apesar disso, não podemos perder de vista que é possível sim mudar
esse cenário para melhor, pois “a universalização é viável quando há
planejamento, investimentos contínuos e boa gestão” (LUANA PRETTO, 2026).
Proporcionando dentre outros principais
benefícios quando há realmente o saneamento básico sendo promovido: redução de
doenças, diminuição de mortes, melhorias na qualidade de vida, desenvolvimento
socioeconômico, valorização imobiliária e proteção do meio ambiente.
Em relação as capitais brasileiras na
questão de investimentos Cuiabá, importante capital do estado de Mato Grosso,
foi a capital que se destacou apresentando mais investimentos com R$ 349,98 por
habitante. Sendo assim
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constatada
como a única capital que conseguiu ficar acima do patamar de R$ 225,00 do
PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico).
Enquanto todas as outras demais capitais
no país não conseguiram acompanhar esse crescimento acima da média recomendada e
apresentaram investimentos por habitantes inferiores aos R$ 225,00 reais estimados.
Pois, até mesmo a 2ª colocada, Campo Grande, capital brasileira do estado de
Mato Grosso do Sul com 217, 39 reais e a 3ª colocada, Florianópolis, capital do
estado de Santa Catarina com 216, 73 reais, ambas assim como as demais
capitais, com exceção apenas de Cuiabá (MT), apresentaram no Brasil
investimentos inferiores ao do PLANSAB. Sendo a média das capitais alcançada de
R$ 138,27 por habitante. O que significa dizer que representou pouco mais da
metade desse valor (ITB, 2026).
Os investimentos em saneamento básico são
muito importantes de haver para colaborar em promover melhor qualidade de vida
e bem estar aos habitantes. Não é à toa que a OMS (Organização Mundial da
Saúde) correlaciona investimentos nesse setor como ganhos de economia a saúde
pública e há décadas a ONU (2014) já alertava que cada 1 dólar destinado a
investimento em saneamento básico equivale a praticamente mais de 4 dólar
economizado em saúde público.
Já que gera tanto retorno positivo para a
economia do país quanto evita e diminui diversos problemas causados ao ser
humano (OMS, 2008). Na medida em que, por exemplo, esgoto não tratado pode
prejudicar o solo, alimentos e principalmente afetar a saúde das pessoas.
Inclusive, também há condições de
estabelecer correlação entre áreas que recebem mais investimentos e políticas
públicas avanços e melhores indicadores de saneamento básico. Logo, isso
significa dizer que municípios, estados e regiões que apresentam piores
desempenhos geralmente são os que recebem menos investimentos e desenvolvimento
de políticas públicas nesse setor.
Tendo em vista que foi evidenciado que os
20 municípios brasileiros com pior desempenho, apresentaram investimento anual
de apenas R$ 77,58 reais por
14
habitante.
O que equivale a praticamente 65% abaixo da média nacional. Refletindo em
resultados menos satisfatórios que demonstram a defasagem nesse setor através
do prolongamento das desigualdades regionais, por exemplo, em relação ao
tratamento de esgoto no Brasil. Pois, os
20 melhores municípios em média possuem 77, 97% desse serviço, enquanto os 20
piores municípios dispõem somente 28, 36% desse atendimento (SINISA, 2024; ITB,
2026).
Podendo se dizer sobre os principais pontos negativos da falta de saneamento básico: problemas de saúde humana; desvalorização imobiliária; perdas relacionadas ao turismo; baixa qualidade de vida da população local; problemas ambientais; comprometimento do desenvolvimento socioeconômico; poluição e contaminação ambiental.
15
O que agrava o problema já existente,
tendo o país registrado, em 2024, 344 mil internações por doenças em
decorrência da falta de saneamento básico. Sendo identificado na Região Norte 35
mil dessas internações que aconteceu por doenças relacionadas a falta de
saneamento básico.
No estado do Pará ocorreram quase 19 mil
com 18. 984 mil internações, ou seja, mais da metade do total delas ocorridas na
região norte do Brasil. Constituindo-se o Pará em um dos estados a nível
nacional que sobre a questão do problema do saneamento básico apresenta tanto
uma das maiores quantidade de casos quanto uma das maiores quantidade de
mortos.
Correspondendo crianças e idosos a quase
metade do total dessas internações com 43, 5% No entanto, se houvesse a
presença de saneamento básico a previsão é de que poderia por um período 3 anos
ser capaz de conseguir reduzir em média 69,1% essa taxa de internações (ITB,
2025).
Apresentando-se
assim na realidade, ao mesmo tempo, por um lado, alguns avanços obtidos e, por
outro lado, retrocessos, revelando a defasagem nesse setor. Continuando, até o
momento, longe ainda de conseguir oferecer de forma geral a população
brasileira um acesso universal, adequado e equitativo ao saneamento básico
(OLIVEIRA, JUNIOR, PORTELLA, GONÇALVES, 2021)
Basicamente se constatou que os municípios
localizados na região Sul e Sudeste concentram a maior parte dos bons
desempenhos com destaque para o desempenho de cidades do estado de São Paulo.
Ao contrário disso, os piores desempenhos na questão do saneamento básico estão
em estados, cidades e, inclusive, até capitais situadas em outras regiões como,
por exemplo, a região norte do Brasil.
16
3.
PARÁ:
ESTADO COM UM DOS PIORES SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL
O estado do Pará que possui uma imensa área de aproximadamente 1.245.870
km². Equivalendo em média a 14, 65% da superfície do Brasil. Localizado na
região norte do Brasil. Possui um total de 144 municípios com uma população ao
longo do estado estimada em 8. 711.196 de pessoas. (IBGE, 2025).
Segundo pesquisa realizada pelo ITB
(Instituto Trata Brasil), em 2026, baseada em dados do SINISA (Sistema Nacional
de Informações sobre Saneamento), em 2024, avaliando 100 maiores municípios
brasileiros na questão do saneamento básico. Entre os 20 municípios avaliados
como piores, 4 municípios são identificados como paraenses: Ananindeua, Belém,
Parauapebas e Santarém.
Nesse ranking do saneamento básico entre
100 maiores municípios brasileiros, entre os 20 municípios melhores colocados nenhum
município é identificado como sendo da região norte e por isso mesmo nenhum município
paraense aparece entre os melhores. O estado do Pará, na verdade, corresponde a
um dos piores saneamento básico do Brasil
Aparecendo empatado com o do Rio de
Janeiro na questão de ser o estado que possui a maior quantidade de municípios
avaliados entre os 20 piores em saneamento básico nacional. Porque ambos esses estados,
cada um com 4 municípios e juntos somando 8 municípios, são responsáveis por
negativamente apresentar a maior quantidade de municípios mal avaliados.
Referente aos municípios paraenses
reconhecidos entre os piores, apresentam na questão do saneamento básico
resultados geralmente ruins com desempenhos e indicadores que certamente podem
ser considerados insatisfatórios e baixos.
De acordo com a avaliação de dados
recentes, em 2025, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em
pesquisa da PNAD Contínua (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) no geral a situação do
17
saneamento
básico, de certo modo, não apresentou melhora significativa. Inclusive, em
alguns indicadores assim como sinalizado pelo ITB (Instituto
Trata Brasil), 2026, houve até
retrocesso.
Em relação à questão, por exemplo, do
esgotamento sanitário no estado do Pará. Apenas 18, 4% dos domicílios paraenses
contam com ligação de rede geral de esgoto. Bastante inferior à média nacional
evidenciada nos domicílios brasileiros que é de 69, 7%, ou seja, a nível
nacional o percentual nesse indicador revela-se expressivamente alto quando
comparado com o nível estadual.
Sendo na realidade bastante comum do
conjunto desses municípios paraenses evidenciarem as seguintes características:
gestão política ruim; políticas públicas insuficientes; políticas públicas
ineficientes; falta de planejamento; baixo investimento; saneamento básico
precário.
Decorrente
da situação do saneamento básico precário ao longo da paisagem do espaço urbano
desses municípios paraenses também é algo comum de se presenciar cenas de
bairros, trechos e ruas alagadas com esgotos a céu aberto, acúmulos de lixo, exalando
cheiros com odor desagradável, faltando limpeza urbana, faltando destinação
correta dos resíduos sólidos. Causando contaminação do solo, poluição do ar,
baixa qualidade de vida, dentre outros problemas socioambientais relacionados a
falta de um saneamento básico adequado.
Em Belém, Capital do estadual, localizada
na sub-região do nordeste do Pará, em relação aos principais indicadores do
saneamento básico revelou a seguinte situação: Atendimento Total de Água: 88,
18%; Atendimento Total de Esgoto: 25, 27%; Tratamento Total de Esgoto: 24, 95%;
Perda na Distribuição: 58, 96% (SINISA, 2024; ITB, 2026).
18
Há mais de década que Belém, capital do
estado do Pará, vem se mantendo entre os 20 piores do Brasil em saneamento
básico. Ocupando entre os 100 maiores municípios brasileiros avaliados, na
edição do ranking do saneamento básico nacional, em 2026, o 94º lugar (SINISA,
2024; ITB, 2026)
Com
exceção apenas do indicador de atendimento total de água, onde Belém supera a
média nacional, já que em todos os outros principais indicadores de saneamento
básico, Belém está abaixo da média nacional.
Haja
vista que segundo
pesquisa realizada pelo ITB (Instituto Trata Brasil), em 2026, baseada em dados
do SINISA (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), em 2024, a média
de acesso a água é de 84, 1%, enquanto em Belém é de 88, 18%; água desperdiçada
no país é de 39, 5%, já em Belém é de 58, 96%; acesso a esgoto nacional é de
56, 7% e em Belém é de 25, 27%; tratamento de esgoto no Brasil é de 51, 8% e em
Belém é de 24, 95%.
Por
isso, pode-se dizer que enquanto por, um lado, o serviço de acesso a água
consegue atender aproximadamente 88, 18% da população. Por outro lado, em
relação ao atendimento e tratamento de esgoto os indicadores estão muito
19
baixos,
apresentando em média porcentagens, respectivamente, de 25, 27% e de 24, 95%
(SINISA, 2024; ITB, 2026).
Ficando longe de ser satisfatório e bem
abaixo da média nacional que referente ao acesso a Coleta de Esgoto é de 56, 7%
e referente ao Esgoto Tratado é de 51, 8%. O que basicamente significa dizer
que o problema de esgoto, sem dúvida, está muito mais defasado do que o da
água, ou seja, ainda há muito a ser melhorado no atendimento e tratamento de
esgoto.
De acordo com Luana Pretto,
presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, sobre essa questão: falta
priorização em investimentos na coleta e tratamento de esgoto assim como falta
haver vontade política para fazer acontecer (VEJA, 2025).
Ainda que isso não significa dizer que a
questão da água deva ser ignorada, pois se deve buscar melhorar a qualidade da
água assim como deve haver por parte da população e do poder público maior
conscientização em relação a buscar soluções que visem diminuir a quantidade de
água desperdiçada durante a realização do fornecimento e distribuição da água.
Até porque a porcentagem de perda de água
de 58, 96% evidenciada em Belém é bastante superior à média nacional registrada
de 39, 5% de água desperdiçada. Inclusive, em relação a avaliação
especificamente do IPD (Índice de Perda na Distribuição) de Belém, a capital
paraense, aparece mal colocada entre os 10 piores municípios do Brasil. Pois,
do total de 100 maiores municípios avaliados ocupa o 95º lugar referente ao
ponto de perda de água na distribuição (SINISA, 2024; ITB, 2026).
A situação precária do saneamento básico
de Belém se agrava principalmente no período do inverno amazônico quando a
ocorrência do fenômeno das chuvas são mais prolongadas e intensas, ocasionando,
por exemplo, alagamentos e inundações ao longo do espaço urbano, colocando em
risco ambiental, material e social as condições de vida das pessoas.
Pois, durante um certo período de tempo, as
ruas ficam extremamente inundadas pelas águas, inviabilizando os deslocamentos,
invadindo os
20
domicílios,
causando transtornos com diversos tipos de problemas como, por exemplo, inúmeros
desabrigados, proliferação de doenças e prejuízos materiais.
Possuindo o município de Belém um sistema
de drenagem sucateado no qual é insuficiente e ineficiente diante de problemas
como enchentes e inundações, porque é incapaz de conseguir escoar toda a água.
A capital paraense a partir de urbanização desordenada demonstra que cresceu
desprovida de planejamento. Onde o poder público pouco se atentou, na pratica,
a devida valorização do setor de saneamento básico, enfrentando assim desafios
históricos relacionados ao problema de drenagem.
Recentemente, meses após Belém sediar, em 2025,
o evento da conferência climática da ONU, mais conhecido como COP 30. Foi investido
bilhões de reais, desde o final de 2025, no estado do Pará para a capital
paraense de Belém. Verbas públicas essas que deveriam, em grande parte, ser
destinadas para o desenvolvimento de infraestruturas e a construção de obras
que envolvem serviços necessários de saneamento básico.
Mesmo tendo acontecido de formas mais
pontuais e menos abrangentes obras e infraestruturas ao longo do espaço urbano.
No entanto, não foi visto como deveria o resultado forte disso com a
constituição desse investimento de bilhões de reais traduzido na realidade em
impacto profundamente positivo, ou seja, não conseguiu proporcionar melhorias
na condição de vida da maioria das pessoas e nem efetivamente acabar ou
diminuir com prejuízos ambientais, materiais e humanos que, na verdade,
continuam sendo causados aos que há tempos mais são afetados, por exemplo, com
as enchentes e os alagamentos.
Revelando no seu espaço urbano a
constituição de áreas de riscos nos seguintes bairros entre os que são mais prejudicados
em função da ocorrência de alagamentos e inundações: Jurunas, Telégrafo, Terra Firme,
Tapanã, Condor, Sacramenta, dentre outros.
A falta de vontade política visando focar
em colaborar com a resolução dessa questão é algo que tem um impacto negativo. Tendo
em vista que segundo o ranking do CLP (Centro de Liderança Pública) na questão
da gestão pública
21
entre
as 26 capitais estaduais existentes no Brasil. No que se refere ao funcionamento
da máquina pública. Belém durante a gestão política de Igor Normando, em 2025,
aparece muito mal colocada, na penúltima posição, ocupando o 25º lugar.
Conseguindo superar apenas Macapá (AP) no ranking das capitais avaliadas no
funcionamento da máquina pública.
Fonte: CLP, 2025
Apresentando fragilidade em saneamento
básico e em muitas outras áreas nas quais o funcionamento da máquina pública
deveria ser decisivo se engajando na resolução de diversos problemas. Sendo
assim, certamente que Belém nesse setor precisa avançar muito ainda em buscar
melhorar o funcionamento da máquina pública e melhorar a gestão municipal com a
finalidade de melhorar a qualidade de vida (ANTONIO GUSTAVO, 2026)
22
Constatou-se não apenas assim no ranking de
competitividade dos municípios, mas também no ranking de competividade dos
estados brasileiros. Durante a gestão estadual de Helder Barbalho, o Pará novamente
aparece muito mal colocado nesse governo apresentando desempenho ruim com indicadores
baixíssimos que, muitas das vezes, não são capazes de superar a média nacional.
Não apenas especificamente no saneamento
básico, mas também no geral sendo avaliado na realidade, desta vez, a nível nacional
como um dos piores estados em diferentes indicadores. Como, por exemplo, em
relação a eficiência da máquina pública. Segundo dados do CLP (2025) considerando
os 26 estados e até o Distrito Federal, o Pará está em 25º lugar, conseguindo
superar apenas 2 estados: Roraima (26º lugar) e Amapá (27º lugar) (CLP, 2025;
ANTONIO GUSTAVO, 2026).
Fonte:
CLP, 2025
23
O que basicamente significa dizer que,
dentre outras coisas, o estado do Pará precisa melhorar muito ainda, pois vive
uma situação bastante crítica de imensa fragilidade institucional que ora em um
momento ou em outro chega ao extremo ponto de se revelar na realidade como a
constituição de uma crise institucional.
Por isso, precisa melhorar mesmo esses indicadores, buscando de fato ajustar o funcionamento e elevar a eficiência da máquina pública. Até porque o funcionamento e a eficiência da máquina pública é algo essencial para conseguir passar oferecer serviços básicos e desenvolver políticas públicas fundamentais para colaborar, desta vez, com a questão do saneamento básico (ANTONIO GUSTAVO, 2026)
Em Ananindeua, situado na sub-região do
nordeste paraense e integrando a RMB (Região Metropolitana de Belém), em relação aos principais indicadores
do saneamento básico apresentou a seguinte situação: Atendimento Total de Água:
39, 39%; Atendimento Total de Esgoto: 37, 27%; Tratamento Total de Esgoto: 24,
95%; Perda na Distribuição: 58, 96% (SINISA, 2024; ITB, 2026).
24
Podemos dizer assim que o município de
Ananindeua se mantém com todos os seus indicadores de saneamento básico abaixo
da média nacional, pois no Brasil o acesso a água é de 84, 1% enquanto em
Ananindeua é de 39, 39%; água desperdiçada no país é de 39, 5 % e em Ananindeua
é de 58, 96%; acesso a coleta de esgoto nacional é de 56, 7%, já em Ananindeua
é de 37, 27%; esgoto tratado no Brasil é de 51, 8% e em Ananindeua é de 24, 95%
(SINISA, 2024; ITB, 2026).
Ananindeua que já chegou a ser o município
com o pior saneamento básico do país por um determinado período em algumas das
edições anteriores do ranking do saneamento básico do Brasil. Mesmo que nos
últimos anos tenha deixado de ser considerado o pior, mas ainda continua avaliado
entre os 20 piores municípios do Brasil nesse setor. Ocupando entre os 100
maiores municípios brasileiros avaliados, na edição do ranking do saneamento
básico nacional, em 2026, o 91º lugar (SINISA, 2024; ITB, 2026)
De acordo com dados recentes, em 2025, a
população de Ananindeua é estimada em 509. 227 habitantes (IBGE, 2025). Em
relação a questão da coleta de esgoto, por exemplo, segundo o Painel Saneamento
Brasil, mais de 300 mil habitantes não dispõe desses serviços essenciais de
saneamento básico (OLIBERAL, 2025).
Isso significa dizer que nesse município paraense a quantidade expressiva de mais da metade da população ainda estão efetivamente sem esse serviço. O que, sem dúvida, impacta negativamente, pois a falta desse serviço implica, dentre outras coisas, na geração de doenças e prejuízo a qualidade de vida.
Em Parauapebas, município situado na
sub-região do sudeste do estado do Pará,
sobre a questão dos principais indicadores do saneamento básico constatou-se
a seguinte situação: Atendimento Total de Água: 90, 26%; Atendimento Total de
Esgoto: 20, 71%; Tratamento Total de Esgoto: 41, 54%; Perda na Distribuição:
70, 68% (SINISA, 2024; ITB, 2026).
Comparado
com os outros municípios paraenses (Belém, Ananindeua e Santarém) que também
estão entre os 20 piores no ranking do saneamento básico do Brasil. Parauapebas
é o que registrou a maior média de investimento per capita em saneamento
básico, ou seja, maior quantidade de investimento nesse setor por habitante com
45, 12 reais. Tendo em vista que Santarém investiu só 35, 24 reais; Ananindeua
apenas 22, 28 reais; Belém somente 36, 00 reais (SINISA, 2024; ITB, 2026).
Apesar disso, nos últimos anos, percebeu-se
em Parauapebas uma queda na qualidade dos serviços e das infraestruturas de
saneamento básico principalmente nas questões operacionais. Por exemplo, em
relação a água ultimamente tem ora ocorrido episódios de falta em alguns
bairros.
26
Porque mesmo superando com 90, 26%a média
nacional de acesso a água que é de 84, 1% (SINISA, 2024; ITB, 2026). No
entanto, é válido ressaltar que vem atravessando alguns problemas, já que até
quando está aparentemente funcionando bem, ou seja, com fornecimento e
distribuição de água chegando até os domicílios dos habitantes, ainda assim é
preocupante a situação.
Porque chama atenção a quantidade enorme de
água que é desperdiçada na porcentagem de 70, 68% durante a realização desse
serviço. Muito superior a média nacional de água desperdiçada que é de 39, 5 %.
Inclusive, nesse ponto Parauapebas aparece mal colocada entre os 10 municípios
com os piores IPD (Índice de Perda na Distribuição). Tendo em vista que do
total de 100 maiores munícipios avaliados no Brasil na questão de perda de água
na distribuição, Parauapebas ocupa o 99º lugar, penúltima colocação (SINISA,
2024; ITB, 2026).
Algo que, sem dúvida, precisa ser resolvido
pelo poder público. Melhorando esse serviço e essa infraestrutura relacionada
ao fornecimento e distribuição de água para que esse recurso natural possa
continuar chegando aos domicílios da população, no entanto deixando de ficar
sendo perdido e passando ficar sendo aproveitado seja no momento de conservar
ou no momento de utilizar.
Outros indicadores que também chamam a
atenção sobre a questão do precário saneamento básico de Parauapebas (PA) são
os relacionados ao esgoto: possuindo atendimento total de esgoto de 20, 71% e
tratamento total de esgoto: 41, 54%.
O que significa dizer que a situação é
bastante crítica, porque menos da metade da população total de Parauapebas
efetivamente dispõe de atendimento e tratamento de esgoto, enquanto a ampla
maioria dos habitantes ainda estão praticamente sem atendimento e sem
tratamento de esgoto. Inclusive, abaixo da média nacional que segundo o ITB
(2026) o acesso a coleta de esgoto é de 56, 7% e o esgoto tratado é de 51, 8%
no Brasil.
Por essas e outras razões, pode-se
entender porque entre os 100 maiores municípios brasileiros avaliados, na
edição do ranking do saneamento básico
27
nacional,
em 2026, Parauapebas ocupa o 96° lugar, uma das piores posições. Revelando
geralmente indicadores baixos e deficitários que certamente precisam ser melhorados.
Em Santarém, localizado na sub-região do
oeste paraense, sobre a questão dos
principais indicadores do saneamento básico evidenciou a seguinte situação:
Atendimento Total de Água: 44, 93%; Perda na Distribuição de Água: 57, 00%; Atendimento
Total de Esgoto: 3, 28%; Tratamento de Esgoto: 9, 26% (SINISA, 2024; ITB,
2026).
Apresentando assim todos os indicadores
desse setor muito baixo, inclusive não apenas abaixo da média nacional, mas
também sendo constatado como o pior saneamento básico do Brasil, ou seja, abaixo
de todos maiores municípios brasileiros avaliados, em 2026, no ranking nacional
do saneamento básico. Ocupando a posição 100° lugar.
Maiores informações, dados e conhecimentos
especificamente em Santarém (PA) sobre essa questão podem ser, de certa forma, obtidas
na leitura do capítulo seguinte: SANTARÉM-PA: MUNICÍPIO PARAENSE COM O PIOR
SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL.
28
Referente a questão de informações
produzidas sobre saneamento básico, percebe-se que muitos municípios paraenses
ainda não dispõem efetivamente de informações organizadas e claras como
deveriam sobre os seus próprios sistemas de água, esgoto, drenagem e resíduos.
Outros municípios paraenses mais recentemente que vieram a dispor de
informações sistematizadas sobre a realidade da sua situação municipal acerca
do saneamento básico.
Além disso, o que é mais grave é que muitos
dos municípios paraenses se enquadram em um contexto de perdas de investimentos assim como perdas de recursos na
realidade em razão dessa desorganização, pois não apresentaram planejamento e
nem estavam de acordo com as normas adotadas pela Lei nº 14.026/2020 da ANA
(Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).
Evidenciando, muitas das vezes, fragilidade
nesse setor assim como a falta de competência da governança paraense tanto
municipal quanto estadual. Apresentando de fato pouquíssimas habilidades no
desempenho das funções do poder público verificadas ao longo das gestões
políticas como, por exemplo, na questão de se planejar e desenvolver políticas
públicas na resolução da questão do saneamento básico.
Passando a refletir na realidade desse setor investimentos que sejam
materializados tanto em suficientes quanto em eficientes equipamentos de
infraestruturas e disponibilidade de serviços que visem em conjunto oferecer
melhor qualidade de vida.
29
Em relação aos investimentos per capita
nos 4 municípios paraenses que estão na realidade entre os piores em saneamento
básico do Brasil, constatou-se a seguinte média: Santarém (PA): 35, 24 Reais; Parauapebas
(PA): 45, 12 Reais; Ananindeua (PA): 22, 28 Reais; Belém (PA): 36, 00 Reais.
Sendo assim, o estado e os municípios
paraenses precisarão, dentre outras coisas, aprender a agilizar a resolução
dessa questão, focando em investimentos e políticas públicas eficazes que visem
desenvolver o saneamento básico, expandir o atendimento e o acesso a esse
serviço, passando melhorar a qualidade de vida e beneficiando mais a população
paraense. (ANTONIO GUSTAVO, 2025)
Para Luana Pretto, Presidente-Executiva do
ITB (Instituto Trata Brasil) é urgente a necessidade de haver a universalização
do saneamento no Pará, pois a realidade da precariedade do saneamento básico
nesse estado impacta negativamente na qualidade de vida da população paraense. Já
que “são milhões de habitantes que tem sua saúde prejudicada pela falta de água
tratada e esgotamento sanitário, algo que geralmente afeta ainda mais crianças
e idosos” (LUANA PRETTO, 2024).
A questão do saneamento básico, sem
dúvida, têm em diferentes aspectos implicações praticas na qualidade de vida
das pessoas. Não é a toa que o estado do Pará foi na região norte do Brasil
identificado como o estado que possui a maior quantidade de ocorrências de
doenças relacionadas a falta de saneamento básico assim como foi responsável
pelo maior número de mortes por doenças relacionadas ao saneamento básico
(VEJA, 2025).
Esse problema da falta de saneamento
básico piora ainda mais a vida da população paraense em períodos chuvosos como,
por exemplo, principalmente verificado no durante o contexto do inverno
amazônico em que passa a ser um fenômeno mais frequente a ocorrência de maior quantidade
de chuva de forma intensa e prolongada.
Acontecendo episódios no espaço urbano de
inundações que pela falta de drenagem eficiente acarreta não apenas dificuldade
de deslocamento das
30
pessoas,
mas também pode produzir prejuízo na saúde humana em contato com água
contaminada assim como prejuízo material.
Em Belém, por exemplo, setores próximos a
canais com alagamentos frequentes e esgoto mal manejado registram maior
ocorrência de doenças, evidenciando casos
de leptospirose, tais como em bairros: Guamá, Condor e Jurunas (GONÇALVES,
2016).
Estudos mostram que nos locais onde as
enchentes são assim frequentes a incidência de várias doenças como a
leptospirose tende a crescer. Logo, o que permite estabelecer uma correlação
entre falta de saneamento básico e maior ocorrência de doenças.
Diante dessa situação reforçando a
importância de haver como serviço essencial de proteção coletiva a
infraestrutura de esgoto que funciona como uma das barreiras de proteção quando
está presente. Ou, melhor dizendo, é importante a presença conjunta de
drenagem, junto com água, esgoto e manejo de resíduos. Sinalizando a
necessidade de integração de políticas de resíduos e esgotamento com
investimento em micro e macrodrenagem (XAVIER, GRACIE, MEDRONHO, 2021; BRASIL,
2023)
31
Alguns
dos principais problemas de saúde pública relacionados a falta de saneamento básico
corresponde a constituição de espaços que, muitas das vezes, servem de meio
propício da transmissão e o contágio de diversas e diferentes tipos de doenças.
Como, por exemplo, Esquistossomose mais popularmente conhecido como “Barriga D’
Água”; Leptospirose muito conhecida como “Doença do Rato”; Teníase mais chamada
de “Solitária”; Ancilostomose mais conhecido como “Amarelão”; Ascaridíase
chamado de “Lombriga”; Amebíase mais conhecido como “Disenteria”; Cólera também
conhecida como uma forma grave de “Diarreia”.
Esses
e outros fatores na realidade, em grande parte, são reflexos da incompetência da
gestão política municipal das prefeituras paraenses e estadual do governo do
Pará. Ocasionando a situação precária do saneamento básico se constituir em um
dos indicadores que somado a outros indicadores continua deixando o estado e os
municípios paraenses assim muito mal colocado. Geralmente não conseguindo
oferecer bem-estar a população, resultando no Pará a nível nacional ser
identificado não apenas como um dos piores em saneamento básico, mas também no
estado com a pior qualidade de vida do Brasil. Ocupando o último lugar entre
todos os estados avaliados (IBGE, 2024; IPS, 2025; ANTONIO GUSTAVO, 2026).
QUALIDADE DE VIDA NO BRASIL POR UNIDADES FEDERATIVAS
Fonte: IPS, 2025
32
Por essas e outras razões, o saneamento
básico é certamente muito importante, pois o predomínio tanto da falta de
planejamento quanto da falta de investimento somado a falta de uma boa gestão como
visto acontecendo na realidade do Pará foi decisivo para a qualidade de vida da
população paraense baixar, ficando em condições poucos ideais, dispondo de
infraestruturas e serviços nesse setor, muitas das vezes, precários.
4.
SANTARÉM-PA:
MUNICÍPIO PARAENSE COM O PIOR SANEAMENTO BÁSICO DO BRASIL
O ITB (Instituto Trata Brasil) avaliou no
ranking do saneamento básico do Brasil, considerando nesta pesquisa o período
de 2025 a 2026, um total de 100 municípios brasileiras mais populosos em
relação aos principais indicadores como abastecimento de água, perdas de água
na distribuição, acesso e tratamento de esgoto, investimentos nesse setor.
Utilizando como base dados do SINISA (Sistema Nacional de Informações em
Saneamento Básico), em 2024, visando perceber o acesso e eficiência desse
serviço.
Nessa avaliação 4 municípios paraenses
aparecem entre os 10 piores do país. Santarém, o último colocado, em 100º lugar;
Parauapebas em 96º lugar; Belém em 94º lugar e Ananindeua em 91º lugar. Santarém,
município da sub-região da oeste do estado do Pará, consolida-se assim como o
pior saneamento básico do Brasil.
33
Evidenciando no município de Santarém-PA,
localizado na sub-região do oeste paraense, fragilidade em vários aspectos e o
desempenho mais ruim nesse setor através de um conjunto de diferentes
indicadores. Por exemplo, no atendimento total de água com 44, 93% se revela
que menos da metade do total da população tem acesso a esse serviço. Inferior o
desempenho desse município paraense à média de atendimento nacional de água que
foi de 83, 1%.
Além
disso, no indicador de atendimento total de esgoto possui em média apenas 3,
28% dispondo efetivamente desse serviço no referido município. Isso significa
dizer que Santarém possui o menor percentual municipal de população atendida
com serviço de coleta de esgoto. Muito abaixo da média de coleta de
34
esgoto
de muitos municípios brasileiros que estão no momento acima de 50%. Na medida
em que nesse indicador, em 2024, a média nacional verificada foi de 56, 7%
(ITB, 2026).
A situação que já era ruim nessa situação
se mantém ainda mais grave com o tratamento total de esgoto sendo muito abaixo
do esperado com somente 9, 6%. Muito inferior à média nacional de tratamento de
esgoto que é de 51, 8% Não bastasse esses indicadores já mencionados do serviço
de saneamento básico oferecido em Santarém na distribuição de água esse
município têm perdas expressivas de 57, 00%, o que obviamente causa prejuízo
com o problema de desperdício de água (SINISA, 2024).
35
Por isso, através do conjunto desses
principais indicadores avaliados pode-se afirmar que Santarém possui nível de
atendimento baixo; melhoria no atendimento baixo; nível de eficiência baixo.
Esse problema da situação bastante
precária do saneamento em Santarém-PA, o pior do Brasil, é reflexo
principalmente do estado precário do serviço e da falta de investimento do
poder público. Evidenciando, dentre outras coisas, tanto o despreparo e descaso
da gestão política estadual do governo do Pará e principalmente da gestão
política municipal de Santarém (ANTONIO GUSTAVO, 2025)
Tendo em vista que o investimento per
capita em Santarém-PA, em 2025, foi de aproximadamente apenas R$ 37, 35, ou
seja, já era algo assim baixo e mesmo que precisando crescer esse investimento
inferior a 50 reais, em 2026, na realidade aconteceu que ainda diminuiu mais um
pouco para 35, 24 reais (ITB, 2026).
36
Um valor muito defasado e muito distante
do necessário para universalização do saneamento de acordo com o Plano Nacional
de Saneamento Básico que é de R$ 223, 82 por habitante. Isso significa
que Santarém realmente investe muito pouco. Por isso, é preocupante na
realidade a situação do investimento per capita, isto é, da média de recursos
nesse setor aplicados por pessoa. Evidenciando que a precariedade do saneamento
em Santarém também é reflexo, sem dúvida, do baixo investimento realizado.
Somado ao fato de não ser suficiente assim
como nem apresentar eficiência necessária, ou seja, deixa a desejar tanto no
aspecto quantitativo quanto no aspecto qualitativo com a falta de políticas
públicas suficientes e eficientes. Tendendo a deixar Santarém assim
permanecendo nessa condição precária de baixa qualidade e quantidade de serviço
e acesso ao saneamento básico.
Ocasionando desse desempenho muito ruim no
saneamento básico assim como em outros indicadores deixar Santarém muito mal
colocada também em mais avaliações como, por exemplo, no IDGM (Índice de
Desempenho em Gestão Municipal), avaliando 100 municípios mais populosos do
Brasil com relação aos serviços públicos oferecidos, aparecendo Santarém entre
os 10 piores municípios avaliados a nível nacional. Por isso, constituindo-se em
um dos piores municípios para se viver no Brasil (MACROPLAN, 2024).
5.
SANEAMENTO
BÁSICO: NÃO APENAS É UM SERVIÇO, MAS TAMBÉM É UM DIREITO
Há muito tempo que as pessoas e até
determinados estudiosos do tema tendem não poucas vezes equivocadamente a
resumir o entendimento do saneamento básico a um serviço, mas, na verdade, o
saneamento básico é algo mais abrangente, porque consiste não apenas em um
serviço, mas sim em política pública e em um direito humano fundamental.
Certamente que entendendo dessa forma pode
possibilitar passar na realidade a perceber melhor, ao mesmo tempo, importantes
características do
37
que
é o serviço de saneamento básico quanto que é um dever do poder público
garantir esse direito.
A lei n° 11.445/ 2007 define o saneamento
básico como um conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações
operacionais de abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; limpeza
urbana; manejo de resíduos sólidos; drenagem e manejo de águas pluviais urbanas
(BRASIL, 2007)
Além disso, a lei nº 11.445/ 2007
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Indicando que esse
serviço deve ser realizado de forma adequada à saúde pública e a proteção ao
meio ambiente.
A partir da resolução 64/ 292, em 28 de
julho de 2010, da ONU o saneamento básico assumiu maior importância, passando a
ser reconhecido no mundo como um direito fundamental, apontando a existência
como condição essencial para a plena realização da vida humana e dos demais
direitos humanos.
38
No Brasil esse reconhecimento aconteceu
posteriormente, pois foi algo mais recente, tendo em vista que apenas em 8 de
abril de 2025 o saneamento básico passou a ser devidamente inserido na
constituição federal, mais exatamente no artigo 6° como um direito na legislação
brasileira por meio da aprovação da PEC 2/2016. Logo, o serviço de saneamento
básico que já era uma política pública passou a ser incluído como um dos
direitos sociais básicos ao lado da saúde, alimentação, transporte, educação,
trabalho, moradia, lazer, dentre outros direitos (BRASIL, 2025).
O acesso ao saneamento básico é um direito
social intrínseco ao direito tão importante quanto outros direitos em prol do
bem-estar dos cidadãos. Segundo a lei no 10.257, de 10 de julho de
2001, conhecida como “Estatuto da Cidade”, tendo que ser levado em consideração
no planejamento e desenvolvimento de políticas urbanas. Não
podendo os cidadãos ser privado desse direito, visando tanto a dignidade do ser
humano quanto a qualidade de vida (SANTOS, 2022).
Válido lembrar que bem antes disso no
artigo 23, inciso IX, da CF (Constituição Federal) de 1988 já estabelecia que é
competência comum da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios promover
melhorias das condições de saneamento básico (BRASIL, 1988).
Isso basicamente significa dizer que todos
os entes federativos são, direta ou indiretamente, responsáveis por buscar
oferecer em diferentes aspectos melhorias no saneamento básico. Devendo implementar
políticas públicas que garantam, dentre outras coisas, a universalidade do
acesso à água e tratamento do esgoto.
A lei n° 14. 026/ 2020 conhecida como
“novo marco legal” reforça a importância do saneamento básico essencialmente
visto não apenas como um serviço, mas também como uma política pública e
direito. Estimulando a busca de
cooperação entre os entes federativos com vistas à prestação, à contratação e à
regulação dos serviços, objetivando alcançar a universalização, ou seja, a
ampliação progressiva em praticamente todos os domicílios ocupados. Estabelecendo
a meta de que até 31 de dezembro de 2033, 99% da população
39
tenha
acesso a água potável e 90% a coleta e tratamento de esgoto (BRASIL, 2020).
Colaborando
nessa questão a lei nº 9. 984 de 17 de julho de 2000 dispõe sobre a criação da
ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) responsável pela
instituição de normas de referência para a regulação dos serviços públicos de
saneamento básico. Já que exige padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção
e na operação dos sistemas de saneamento básico. Objetivado o funcionamento
adequado e eficiente desse setor.
De acordo com a lei nº 9.
984/ 2000 priorizando planos, programas e projetos que busquem implantar e
ampliar os serviços e as ações pertinentes ao abastecimento de água e
esgotamento sanitário nas áreas principalmente ocupadas por populações de baixa
renda, inclusive abrangendo os núcleos urbanos informais (BRASIL, 2000).
O que na atual realidade brasileira
geralmente não tem acontecido. Porque o poder público na condição de gestor de
recursos públicos e detentor de prerrogativas, muitas das vezes, mostra-se
ineficiente na implementação dessas políticas (SILVEIRA; MATOS, 2021).
A gestão política do poder municipal, por
exemplo, nem sempre tem a consciência necessária de sua responsabilidade e
quase sempre se omite nessa questão, resultando em não oferecer devidamente o serviço
adequado e nem a qualidade a população (HELLER,2015).
O que é preocupante essa falta de
consciência na esfera municipal da gestão política, já que, por exemplo, sem a
existência de um plano municipal de saneamento básico, limita-se com as
condições de haver investimentos, inviabilizando o acesso a recursos federais
para projetos e políticas públicas de saneamento.
Por isso, perdem investimentos e recursos os municípios que não apresentarem planejamento e
nem estiverem em adequação com a adoção das
40
normas de referência emitidas pela Lei nº
14.026/2020 da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).
Evidenciando, muitas das vezes, a
fragilidade assim como a falta de competência da governança sobretudo municipal
e estadual no desenvolvimento de políticas públicas que sejam suficientes e
eficientes na resolução da questão do saneamento básico. Sendo que é válido
lembrar que é dever mesmo do poder público oferecer esse serviço adequado e de
qualidade garantindo esse direito.
Nesse contexto, a fragilidade assim como a
falta de competência da governança sobretudo municipal e estadual pode ser
confirmado acontecendo, dentre outras coisas, pelo fato de que, salvo na
realidade de certos municípios, a maioria dos municípios brasileiros ainda
continuam longe de garantir a devida universalização com acesso seguro e
equitativo desse serviço à população brasileira.
41
6.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Neste estudo científico se permitiu
constatar após avaliação realizada de diferentes indicadores existentes que o
Pará corresponde na realidade a um dos estados com o pior saneamento básico do
Brasil. Tendo em vista que o Pará apresentou desempenho ruim com resultados geralmente
a baixos da média nacional e deficitários nesse setor.
Isso em razão de um conjunto de fatores
principais relacionados. Sendo os seguintes fatores identificados: o predomínio
da falta de planejamento; predomínio da falta de investimento; falta de
presença de uma boa gestão política.
Evidenciou-se assim que esses fatores
foram, em grande parte, decisivos para o saneamento básico no estado do Pará
dispor há tempos de infraestruturas e serviços considerados precários. Sendo caracterizado
esse setor por políticas públicas insuficientes e ineficientes.
Porque possui infraestruturas e serviços
inadequados, pois são em poucas quantidades e em baixas qualidades. Sendo
incapazes de atender satisfatoriamente a toda população. Implicando essas
condições desse setor na baixa qualidade de vida dos paraenses.
Concluído a avaliação dos principais indicadores
do saneamento básico. Evidenciou-se que tratamento de esgoto continua sendo o
ponto em que reside o principal desafio a ser superado, justamente por ser um
dos indicadores que está mais distante de alcançar a universalização não apenas
no Brasil, mas sobretudo na realidade do Pará. Estado onde esse problema no
país se revelou de forma mais grave. Possuindo muitos municípios paraenses entre
os piores como, por exemplo, Ananindeua, Parauapebas, Belém e, inclusive, Santarém:
o município com o pior saneamento básico do Brasil.
Visando
mudar para melhor a situação do saneamento básico na realidade do Pará sinalizou-se
que certamente é necessário passa haver a realização de mais planejamento, mais
investimento e mais gestão política de qualidade.
Durante
toda esta produção intelectual preocupou-se em reconhecer que o valor do
conhecimento científico deve está não apenas assim em fornecer informações
certas, mas também em promover a vida (ANTONIO GUSTAVO, 2025).
42
7.
REFERÊNCIAS
ANTONIO GUSTAVO. Pará: Estado Com Pior Qualidade De Vida Do Brasil. BLOG: Fragmentos
dos Meus Uni-Versos. 17 Jan. 2026. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/01/para-estado-com-pior-qualidade-de-vida.html
Acesso em: 22/04/2026
ANTONIO GUSTAVO. Pará: Estado Com Maior Insegurança
Alimentar Do Brasil. BLOG: Fragmentos dos Meus Uni-Versos. 1 Fev. 2026.
Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2026/02/para-estado-com-maior-inseguranca.html
Acesso em: 23/04/2026
ANTONIO GUSTAVO. Principais Aspectos Que Destacam Campinas-SP Como Uma Cidade Brasileira
Com Alta Qualidade de Vida Urbana. BLOG: Fragmentos Dos Meus Uni-Versos. 1
Nov. 2025. Disponível em: https://antoniogustavobr.blogspot.com/2025/11/principais-aspectos-que-destacam.html Acesso em: 31/03/2026
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