domingo, 4 de abril de 2021

DELÍRIOS

Delírios de rios

São prenhe de lacunas 

Delírios de risos

São pleno de loucuras.


Delírios de versos

São os que te encontro

Delírios de mistérios

São os que te perco.


Delírios de invernos 

São os frios de janeiro

Delírios de infernos 

São os calores de fevereiro.


Delírios de remédios 

São respostas de consulta 

Delírios de tédios 

São razões de coisa alguma.


Delírios dos delírios 

São doenças e curas

Elo de virtudes e vícios 

Fruta verde e madura.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO


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