O aumento do custo de vida no Brasil é uma
questão que vem preocupando bastante e chamando atenção pelo fato de
impulsionar o endividamento dos brasileiros em 2026. De acordo com pesquisa da
Serasa, em 2026, o custo médio de vida do brasileiro, ou seja, a soma de todos
os gastos essenciais foi de 3.520 reais. Uma média, sem dúvida, muito superior
ao salário mínimo atual de R$ 1.1621.
Foi verificado neste ano que praticamente
mais da metade da renda mensal do brasileiro é destinada a realização de
demandas relacionadas a supermercado, contas básicas e moradia. Quando somado
essas 3 categorias equivale a mais da metade do total da renda mensal com 57%
da renda sendo direcionado ao básico. O que logicamente aumenta ainda mais o
custo de vida quando se inclui outras categorias também essenciais, tais como:
saúde, transporte e lazer.
O resultado da situação econômica dos
brasileiros no momento tem revelado uma condição insustentável. Porque basicamente
passa a haver uma relação desarmônica entre renda obtida e despesa com custo de
vida. Tendendo a agravar a situação econômica não apenas com alta na média de endividados,
mas também de inadimplentes.
Acontecendo, por exemplo, o endividamento
dos brasileiros, muitas das vezes, não em função do consumido impulsivo, mas
sim em razão de tentar manter o básico mesmo. Além disso, é válido ressaltar
que o aumento dos preços de bens e serviços em um ritmo geralmente mais
acelerado do que o aumento salarial é algo que também influência impactando
negativamente na renda dos brasileiros, tendo em vista de não conseguir satisfatoriamente
acompanhar os custos de vida.
O que na realidade implica até na
diminuição do poder de compra. Porque cada vez mais a mesma quantidade de
dinheiro não é capaz de comprar a mesma quantidade de produtos. Logo, isso é
algo que demanda maiores gastos para obtenção da mesma quantidade de produtos.
Não é à toa que até abril de 2026 expressivamente
80, 9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida. Sendo
assim, em 2026, o maior índice já registrado de endividamento das famílias
desde o início até o momento da série histórica da PEIC (Pesquisa de
Endividamento e Inadimplência do Consumidor) segundo CNC (Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
Nesse contexto, em que mais sobra despesa
e falta dinheiro, 7 em cada 10 brasileiros já percebeu que o custo de vida
aumentou (SERASA, 2026). Tendo que por vezes recorrer a busca de alternativas
como a obtenção de empréstimos e, sobretudo, o uso de cartão de crédito,
normalmente compensando até certo ponto a falta dinheiro, mas depois essas
mesmas alternativas transformam-se em principais fontes de endividamento dos
brasileiros. Pois, as altas taxas de juros existentes no país costumam
encarecer os empréstimos.
Em virtude desses acontecimentos e
tendências principais constatadas em 2026 em relação a questão do alto custo de
vida no Brasil impulsionando o endividamento. Apesar de que possa no país oscilar
a média de custo de vida variando em elevar ou cair de uma região para outra ou
de uma cidade para outra.
Pode se dizer de maneira geral que prevaleceu
neste ano no Brasil aumento do custo de vida, elevação dos preços dos produtos,
superando a média de ganho de renda. Resultando numa situação desfavorável com
perda de poder de compra e crescimento de brasileiros endividados e
inadimplentes.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador
Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia
pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade
Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário