sexta-feira, 11 de setembro de 2026

AJUSTE NECESSÁRIO: NOVO MAPA-MÚNDI “EQUAL EARTH"

 


     O mapa é um importante produto cartográfico que basicamente corresponde a uma elaboração de representação visual da superfície terrestre. Colaborando em diferentes aspectos para a geografia e outras áreas do saber na construção do conhecimento espacial. Existindo inúmeros mapas, ou seja, variadas formas de representações visuais do espaço.

     Em relação a questão da representação visual do planeta terra através do mapa denominado de mapa-múndi. Recentemente foi aprovado a proposta do modelo de um novo mapa-múndi pela resolução da assembleia geral da ONU (Organização das Nações unidas) ocorrida na sexta-feira de 4 de setembro de 2026.

     Possuindo decisão de caráter não impositivo. O resultado de aprovação da proposta do novo mapa-múndi apresentou 164 países que votaram a favor, incluindo o Brasil. E de votos contrários, apenas um voto contrário do país do Estados Unidos. Em relação as abstenções houveram 6 países se abstendo, ou seja, decidiram não assumir posicionamento, tais como: Sérvia, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia. 

     O modelo do novo mapa-múndi denominado de Equal Earth que traduzido para o idioma português significa “Terra Igual” foi criado em 2018 por Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny e amplamente apoiado a partir de uma iniciativa promovida pelo movimento Correct the Map que traduzido equivale a dizer “Corrija o Mapa” liderado pelo Togo, país da África Ocidental, incentivado pela UA (União Africana) em nome do grupo africano.

     A proposta visou incentivar escolas, governos, empresas de tecnologia, organizações internacionais e outras entidades em escala global a adotarem representações assim que mostra de forma mais proporcional o tamanho de diferentes áreas ao longo da superfície do planeta Terra.

     A representação do mapa-múndi anterior chamado de mapa de Mercator criado pelo cartógrafo Gerardus Mercator no século XVI, em 1569, durante o período das grandes navegações. Servia principalmente como uma ferramenta técnica de auxílio na realização das atividades de navegação, priorizando a preservação de ângulos e direções.

     O mapa-múndi tradicional de Mercator apresentava bastantes distorções. Aparecendo determinadas partes do espaço terrestre exageradamente grandes como, por exemplo, próximas as regiões polares como a Groelândia e o continente europeu com posição centralizada e tamanho maior. Enquanto diminuía o tamanho de países próximos a linha do equador.

     Ao contrário do mapa de Mercator, o mapa-múndi Equal Earth, por sua vez, fornece uma forma menos errônea e mais real com proporção mais precisa das áreas. Por exemplo, a Groelândia passa a aparecer menos desproporcional; a Europa menos ampliada e menos centralizada; regiões próximas a linha do equador aparecem com seu tamanho ajustado; o continente da África e o subcontinente da América do Sul mais compatível com a extensão de suas dimensões. Inclusive, certos países como, por exemplo, o Brasil tende a aparecer de forma mais precisa, aumentando o seu tamanho presente nessa nova representação cartográfica.  

     Por isso, Equal Earth é uma representação espacial que, a medida do possível, consegue em termos de abstração se aproximar mais do tamanho real das áreas na superfície terrestre. Nesse sentido, pode se dizer que essa representação atual foi um ajuste necessário, possibilitando uma melhor percepção visual do mapa-múndi.

     Contudo, é válido ressaltar que não existe modelo de mapa perfeito. Pois, todas as projeções cartográficas apresentam em algum grau distorções. Tendo em vista que a Terra, de certa forma, é esférica. Logo, isso significa dizer que quando transposto para uma superfície plana conforme acontece no mapa não tem como representá-la de maneira perfeita que seja exatamente igual ao real. Até porque na realidade a Terra é imperfeitamente esférica, logo naturalmente apresentando irregularidades e heterogeneidades.

     Mesmo assim, a implementação desse novo mapa-múndi é algo que, sem dúvida, pode ser considerado muito importante. Porque não apenas consegue atualizar a representação, corrigindo distorções cartográficas históricas, mas também viabilizar, ao mesmo tempo, uma maneira menos errônea de leitura e interpretação assim como mais equitativa da percepção do espaço global em que vivemos.

     Por essas e outras razões, o modelo de mapa-múndi atual Equal Earth “Terra Igual” certamente pode substituir o modelo tradicional de Mercator, tendendo a partir de então a ser cada vez mais adotado em representações institucionais, tecnológicas e educacionais.

TEXTO:

Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.

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