O mapa é um importante produto
cartográfico que basicamente corresponde a uma elaboração de representação
visual da superfície terrestre. Colaborando em diferentes aspectos para a geografia
e outras áreas do saber na construção do conhecimento espacial. Existindo
inúmeros mapas, ou seja, variadas formas de representações visuais do espaço.
Em relação a questão da representação
visual do planeta terra através do mapa denominado de mapa-múndi. Recentemente
foi aprovado a proposta do modelo de um novo mapa-múndi pela resolução da
assembleia geral da ONU (Organização das Nações unidas) ocorrida na sexta-feira
de 4 de setembro de 2026.
Possuindo decisão de caráter não
impositivo. O resultado de aprovação da proposta do novo mapa-múndi apresentou
164 países que votaram a favor, incluindo o Brasil. E de votos contrários,
apenas um voto contrário do país do Estados Unidos. Em relação as abstenções
houveram 6 países se abstendo, ou seja, decidiram não assumir posicionamento,
tais como: Sérvia, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia e Ucrânia.
O modelo do novo mapa-múndi denominado de
Equal Earth que traduzido para o idioma português significa “Terra Igual” foi criado
em 2018 por Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny e amplamente apoiado a
partir de uma iniciativa promovida pelo movimento Correct the Map que traduzido
equivale a dizer “Corrija o Mapa” liderado pelo Togo, país da África Ocidental,
incentivado pela UA (União Africana) em nome do grupo africano.
A proposta visou incentivar escolas,
governos, empresas de tecnologia, organizações internacionais e outras
entidades em escala global a adotarem representações assim que mostra de forma
mais proporcional o tamanho de diferentes áreas ao longo da superfície do
planeta Terra.
A representação do mapa-múndi anterior
chamado de mapa de Mercator criado pelo cartógrafo Gerardus Mercator no século
XVI, em 1569, durante o período das grandes navegações. Servia principalmente
como uma ferramenta técnica de auxílio na realização das atividades de
navegação, priorizando a preservação de ângulos e direções.
O mapa-múndi tradicional de Mercator
apresentava bastantes distorções. Aparecendo determinadas partes do espaço
terrestre exageradamente grandes como, por exemplo, próximas as regiões polares
como a Groelândia e o continente europeu com posição centralizada e tamanho maior.
Enquanto diminuía o tamanho de países próximos a linha do equador.
Ao contrário do mapa de Mercator, o
mapa-múndi Equal Earth, por sua vez, fornece uma forma menos errônea e mais
real com proporção mais precisa das áreas. Por exemplo, a Groelândia passa a aparecer
menos desproporcional; a Europa menos ampliada e menos centralizada; regiões
próximas a linha do equador aparecem com seu tamanho ajustado; o continente da
África e o subcontinente da América do Sul mais compatível com a extensão de
suas dimensões. Inclusive, certos países como, por exemplo, o Brasil tende a aparecer
de forma mais precisa, aumentando o seu tamanho presente nessa nova
representação cartográfica.
Por isso, Equal Earth é uma representação
espacial que, a medida do possível, consegue em termos de abstração se
aproximar mais do tamanho real das áreas na superfície terrestre. Nesse
sentido, pode se dizer que essa representação atual foi um ajuste necessário, possibilitando
uma melhor percepção visual do mapa-múndi.
Contudo, é válido ressaltar que não existe
modelo de mapa perfeito. Pois, todas as projeções cartográficas apresentam em
algum grau distorções. Tendo em vista que a Terra, de certa forma, é esférica.
Logo, isso significa dizer que quando transposto para uma superfície plana
conforme acontece no mapa não tem como representá-la de maneira perfeita que
seja exatamente igual ao real. Até porque na realidade a Terra é
imperfeitamente esférica, logo naturalmente apresentando irregularidades e
heterogeneidades.
Mesmo assim, a implementação desse novo
mapa-múndi é algo que, sem dúvida, pode ser considerado muito importante.
Porque não apenas consegue atualizar a representação, corrigindo distorções cartográficas
históricas, mas também viabilizar, ao mesmo tempo, uma maneira menos errônea de
leitura e interpretação assim como mais equitativa da percepção do espaço
global em que vivemos.
Por essas e outras razões, o modelo de
mapa-múndi atual Equal Earth “Terra Igual” certamente pode substituir o modelo tradicional
de Mercator, tendendo a partir de então a ser cada vez mais adotado em
representações institucionais, tecnológicas e educacionais.
TEXTO:
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
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