sábado, 27 de março de 2021

QUANDO A GENTE AMA


Quando a gente ama se sente bem

Embora não sabendo como explicar

Sentimento lindo que ao coração convém

Aceitar querendo louco se aventurar.

 

Quando a gente ama não se tem garantias

Na escuridão a luz distante tenta encontrar

Rompendo com madrugadas a fio em fantasias

Na brisa leve e livre de um sonho bom a flutuar.

 

Quando a gente ama não se contém

Ri, chora, sorri, extravasa, comemora

Desfaz fácil com disfarces que mantém

Refaz rápido o amor no infinito de agora.

 

Quando a gente ama sempre um jeito tem

De transformar em bela uma feia história

Vivendo melhor ainda que adiante o que vêm

São mais alguns desafios antes da vitória.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

DO ENCANTO INEGÁVEL

 

Posso sentir no ar um aroma de flor

Da tua apaixonante presença

Revelando que há expressões de amor

Sentimentos de pura essência

Recebendo meus sedentos braços

O calor dos teus carinhosos abraços

Tudo se torna algo bem mais lindo

Que simples desejos.

Ganhando meus ansiosos lábios

A doçura dos teus mágicos beijos

Tudo se torna algo bem mais profundo

Que passageiros desejos.

E o que não dá para disfarçar

E muito menos guardar em segredo

Queira eu ou não confessar

Do encanto inegável que vejo:

Você é da criação de Deus um capricho

Como um sol irradiante de luz

Presente brilhando em meu caminho.

Você é da estrada do coração quem vai surgindo

Como uma lua enamorada que conduz

A felicidade ao encontro do meu destino.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

 

LÍRIOS E DELÍRIOS


Quando você passa por mim

Faz o tempo todo parar

Num gesto tão simples

De um sereno olhar.

Revelando que o amor

É incompleto ainda assim

 Com seus mistérios

Que parecem não ter fim.

Porque sempre quando é amor

Vai mais além de só admirar

Traz de fato o distante para perto

Sem medo se vão ou não censurar

Dona de si a transformar o instante

Normal, indiferente e efêmero

Em especial, diferente e eterno.

Fornecendo na minha alma o aceno

Do seu irresistível sorriso lindo,

Hospedando no meu corpo o toque

Do seu indispensável doce carinho,

Colorindo nossos sentimentos

Brilhos, destinos e fascínios

Festejando no paraíso do amor

Repletos de lírios e delírios.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

domingo, 21 de março de 2021

AMADA



Minha amada, minha amante e meu amor

Há muito mais alegria, ternura, fervor e luz

No meu jardim desde o espinho até a flor

Refletem a perfeita harmonia que você traduz.


Minha amada, minha amante e meu amor

Não adianta mais enganar, fugir, recusar ou fingir

Veja quanta beleza, brilho e vida à atrair ao redor 

Sua doce presença a paisagem cinza em cor a colorir.


Minha amada, minha amante e meu amor

Meus braços para os teus abraços suavemente conduz 

Meus passos no espaço correm macios aonde você for

Indo tão gratos em direção ao teu encontro que os seduz.


Minha amada, minha amante e meu amor

Sentimento assim além do corpo invade a alma sim

Tentando superar sem medo as marcas deixadas pela dor 

Acreditando viver agora este amor uma história mais feliz.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

quinta-feira, 18 de março de 2021

É CHEGADA A HORA



É chegada a hora... de alimentar os fantasmas

Todos os cegos vícios se apossaram de mim

Visitando as entrelinhas do subúrbio da alma

Se divertindo com meu sofrimento sem fim.

 

É chegada a hora... de se despedir da lucidez

Sem ter a oportunidade de lembrar a última vez

Com que conseguimos superar aos hostis devaneios

Se contentando com os sentimentos verdadeiros.

 

É chegada a hora... que não há calma que resolva

Para evitar as ilusões de esdrúxulas miragens

A felicidade anda solta pela cidade feito louca

Contemplando, mas não completando as paisagens.

 

É chegada a hora... que só aos vivos ficará as cicatrizes

Da falta materializada nos vestígios da lembrança

Que não nos fazem tristes nem felizes

Mas, com esperança como o sonho é a uma criança.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

MADRUGADA MALOGRADA

 


Como quem carrega o fardo

De ter armado sua própria armadilha

Transformando em possibilidade

Um continente ora ser uma ilha.

 

Foi assim o futuro que imaginei

Uma imagem que sozinho alimentei

Fora da realidade do que se passava

Longe dela me amar como eu lhe amava.

 

E ainda há quem acredite

Que eu não fiz

Por onde merecer

Fazendo do bem

Um mal, uma vertigem

Do amor morrer

Ao invés de crescer.

 

Mas, o que pude fazer

Se no espaço não tinha

Coisa nenhuma dada

Muito menos a possibilidade

De me opor e lhe socorrer

Antes de vim a madrugada malograda

Com as pessoas e ruas a se recolher.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

DESPEDIDA INDEFINIDA

 


É um querer estar distante

Como se permanecesse perto

É um esquivar-se do amante

Como se fosse um ser eterno.

 

É uma canção recém nascida

Mas, já adoecida pelas distorções

De quem faz por crer a poesia

Ser desnutrida de boas intenções.

 

É um querer não querendo

Como um saber não sabendo

É um viver mesmo morrendo

No espaço desse efêmero tempo.

 

É uma despedida bem indefinida

Imponente a ir ultrapassando gerações

Que do que têm em si oculta vestida

Ora é despida por diferentes interrogações.


POEMA: ANTONIO GUSTAVO

PALAVRA

Muito vale a palavra de quem fala em busca de esclarecimento; pouco vale a palavra de quem fala em busca de engajamento. (Antonio Gustavo)