Um governo corrupto, muitas das vezes, é reflexo de uma sociedade corrupta.
(Antonio Gustavo)
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É simples como encontro bonito das águas.
O amor quando é espiritual
É sublime como o encontro indivisível das almas.
O amor quando é ideal
É doce palavra alimento para os lábios.
O amor quando é real
É quente diálogo no abrigo dos corpos.
O amor quando é incondicional
É espontâneo sem medo dos invejosos.
O amor quando é especial
É fascínio transforma feios destinos em belos.
O amor quando é original
É improviso bom superando mórbidos ensaios.
O amor quando é transcendental
É infinito para além dos finitos versos.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
Essa coisa tão antiga
Sentimento
Mais sublime e profundo
Até no deserto
Ainda faz soprar
Com vigor a vida
Que alimenta
A alma do mundo.
AH! O AMOR...
Essa coisa que vira
Pelo avesso
Com a lógica de tudo.
Até na escuridão
Ainda ilumina
O que antes
Julgava-se perdido.
AH! O AMOR...
Essa coisa tão louca
Que quando falta
Nos faz ficar
Com sede
Ou
Com água na boca.
AH! O AMOR...
Essa coisa boba
Que quando há
Nos faz apaixonar
Várias vezes
por uma mesma pessoa.
POEMA: ANTONIO GUSTAVO
Amazônia legal também chamada de Amazônia
Brasileira foi instituída pela lei nº 1.806/1953, durante o Governo Vargas, por
meio de um órgão já extinto, SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização
Econômica da Amazônia). Quando a lei foi decretada, o intuito foi de promover
o planejamento e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região.
Em 1966, pela Lei 5.173, acontece a extinção da SPVEA e a criação da organização responsável até aos
dias de hoje pelas iniciativas de promoção dessa região chamada de SUDAM (Superintendência
de Desenvolvimento da Amazônia). Curiosamente, a SUDAM funcionou até 2001,
quando foi extinta e substituída pela ADA (Agência de Desenvolvimento da Amazônia).
Entretanto, em 2007, ocorre da ADA ser extinta e a SUDAM ser criada novamente.
Objetivando, alinhado ao
interesse do governo na época, em atrair pessoas para o aumento da ocupação territorial,
promovendo o povoamento na região e, sobretudo, promovendo a intensificação da
atração de capital para implantação de projetos regionais, tais como exemplos de grandes
projetos que foram criados e desenvolvidos na Amazônia Legal após a criação da
SUDAM: o projeto Carajás, os projetos agropecuários, a Zona Franca de Manaus e
as hidrelétricas, especialmente a de Tucuruí.
O conceito de Amazônia Legal foi instituído pelo governo
brasileira como uma maneira de delimitar as regiões que acreditava, de certo
modo, compartilharem historicamente dos mesmos desafios sociais, econômicos e
políticos. Ao contrário do que a princípio normalmente
algumas pessoas tendem a pensar ou imaginar, os limites da Amazônia Legal,
apesar de em grande parte abranger onde a floresta amazônica manifesta-se em
território brasileiro, foram definidos por um critério sociopolítico, inclusive se estendendo além do bioma da Amazônia, abrangendo
também uma pequena parte do cerrado e do
pantanal.
Está presente em todos os estados da região norte: Acre,
Rondônia, Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, Tocantins. Na região centro-oeste no
estado de Mato Grosso e na região nordeste em parte do estado do Maranhão.
Representando, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2021, uma
média de um pouco menos de 60% do território brasileiro com cerca de 58,9%.
É a região menos povoada do Brasil, mas que possui
a maior quantidade de grupos indígenas.
Apresenta a maior floresta tropical do mundo: a floresta amazônica que
possui a maior variedade de espécies vegetais e animais do mundo, ou seja,
grande biodiversidade. Maior bacia hidrográfica. Numa área estratégica de
relevância para o futuro econômico, social e cultural do Brasil.
O desenvolvimento
sustentável dos estados que compõem a região é, atualmente, um dos seus principais
desafios. Tentando tornar viável conciliar
não somente o desenvolvimento econômico com a melhoria das condições de vida da
população, mas também agora com a preservação do meio ambiente.
Tendo em vista que o futuro
das florestas brasileiras encontra-se ameaçado. Porque além da extração ilegal
de madeira e das queimadas, há a agricultura, a pecuária e a urbanização acelerando
e devastando a Amazônia. Chegando ao ponto da preservação e do cuidado com a
natureza no que diz respeito ao combate a crimes como o desmatamento e as
queimadas corresponder a uma preocupação a nível mundial.
Segundo dados do INPE
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o mês de agosto de 2019 foi
marcado com o maior número de queimadas na Amazônia nos últimos 9 anos. Mais
recentemente o SAD (Sistema de Alerta do Desmatamento), ferramenta de
monitoramente da Amazônia baseada em satélites desenvolvido pelo IMAZON
(Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).
Revelou os piores índices,
por sua vez, do processo de desmatamento da Amazônia Legal desde 2012, pois no
período de maio de 2021, em 1.125km², houve um aumento do desmatamento da Amazônia Legal superior quando
comparado ao mesmo período do ano de 2020, em 660km². Os estados do Pará, Amazonas
e Mato Grosso configurando-se como os três estados que mais desmatam a Amazônia
Legal.
Não é difícil de entender,
assim, porque o desenvolvimento sustentável corresponde a um dos principais
desafios na Amazônia legal. Contribuindo, dentre outras
coisas, para a preservação dos recursos naturais e para a diminuição das
queimadas e dos desmatamentos. Na
medida em que ameaça diversas espécies de plantas que correm o risco de
extinção, sendo que muitas delas sequer foram descobertas pela ciência. Muitos
animais que dependem da natureza em ameaça de extinção.
Além das árvores da floresta
obviamente ser responsável pela produção de oxigênio e retirada das partículas
de carbono do ar, as árvores da floresta também têm um papel fundamental na formação
de chuvas em nosso país através do fenômeno dos rios voadores. O desmatamento
da floresta amazônica provoca a diminuição das chuvas em outras regiões do
brasil como, por exemplo, o desmatamento na Amazônia impacta negativamente na
diminuição de chuvas no sudeste. Por causa da perda significativa da umidade da
Massa Equatorial Continental.
Por esses e outros motivos, a Amazônia Legal certamente
configura-se em uma área de extrema importância não só para estimular o
desenvolvimento social e econômica almejado desde a sua criação até então, mas
também, conforme observado na própria realidade, levar em consideração a inclusão
da preocupação com a questão ambiental. Sendo importante não unicamente, mas
principalmente para haver o desenvolvimento sustentável que é um dos seus principais
desafios da atualidade.
A caatinga é uma palavra de origem indígena que, em tupi-guarani, significa “mata branca”.
Os primeiros habitantes da região a chamavam assim pelo fato de observarem que na
estação seca a maioria das plantas perdem as suas folhas com exceção de algumas espécies como o juazeiro e
outras palmeiras, predominando nos aspectos visuais da paisagem a
aparência esbranquiçada dos troncos das árvores.
Do total dos 6 biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado,
Caatinga, Pantanal e Pampas) existentes ao longo do território brasileiro, a
caatinga é o único domínio natural exclusivamente brasileiro situado no sertão
nordestino, não estendendo a sua fronteira para outros países. Possuindo
algumas características naturais que não são encontradas em nenhum outro lugar
do planeta.
Ocupando em média um pouco mais de 10% do território
nacional com área de 844.453 km² (IBGE, 2004), abrangendo principalmente na sua
maior extensão grandes partes dos Estados pertencentes a região nordeste, tais
como: Ceará, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Bahia, Sergipe. E, no sudeste, uma pequena porção ao norte do Estado
de Minas Gerais.
A caatinga possui um clima tropical semiárido, caracterizado
pelas temperaturas elevadas, secas prolongadas e chuvas irregulares, pois há
longos períodos de estiagem, ou seja, sem chuvas. A
umidade do ar é bastante baixa assim como a amplitude térmica, tendo em
vista que as temperaturas se mantêm constantemente altas e as chuvas são muito
escassas.
Referente ao solo é rico em minerais, mas pobre em matéria
orgânica, devido a escassez de chuvas e a ação do intemperismo físico, nesse
domínio normalmente se apresenta, segundo o Sistema Brasileiro de Classificação
dos Solos, um solo raso ou de pouca profundidade. Onde nas áreas próximas a
leito de rios há a presença de solo fértil e em outras regiões há
presença dos solos arenosos, solos pedregosos ou ainda rochas metamórficas. A
remoção parcial ou total da cobertura vegetal da caatinga é algo que propicia a
diminuição da cobertura dos solos, deixando-os expostos, ocasionando no
crescente aumento da degradação do bioma.
Aspectos
relacionados a hidrografia do bioma, revelam que a caatinga apresenta rios que
são em sua maioria intermitentes ou temporários, ou seja, rios que correm
apenas nos períodos das chuvas e que secam nos períodos de estação seca. O Rio
perene, isto é, que apresenta água corrente o ano todo, como o mais conhecido,
o rio São Francisco, certamente não são tão comuns.
Sua cobertura vegetal de mata seca é composta por plantas xerófitas (gramíneas, arbustos e árvores de troncos retorcidos e espinhosos), caducifólias (com queda das folhas). Além também do desenvolvimento de cactáceas (vegetações adaptadas a regiões com poucas chuvas).
Quase todas as plantas perdem as folhas para diminuir a transpiração e evitar a perda de água para o ambiente no processo de evapotranspiração, permitindo maior armazenamento interno de água pela planta. Funcionando isso, de certo modo, como um mecanismo natural de sobrevivência. Tal qual as plantas que possuem o mecanismo fisiológico do xeromorfismo em que há a produção de uma cera que reveste suas folhas que faz que percam menos água na transpiração.
No geral, podemos afirmar, assim, que na caatinga predomina basicamente a vegetação com pouca folhas e adaptadas para os períodos de secas. São exemplos de espécies de flora típicas da Caatinga: Xique-xique, Umbuzeiro, Juazeiro, Carnaúba, Macambira, Mandacaru, dentre outros.
Em razão das suas características naturais,
erradamente julgou-se por muito tempo que a caatinga era um bioma de pouca ou
nenhuma biodiversidade. Entretanto, ao longo dos últimos anos pesquisas vêm
cada vez mais desmentindo essas afirmações. Sua fauna não é tão conhecida como
poderia ser, havendo diversas espécies de animais endêmicos, uma diversidade de
seres vivos. Boa parte dos animais encontrados sendo
composto por répteis como cobras e lagartos. São exemplos de espécies
animais da Caatinga: Gato-do-mato, Tatu-bola, Veado-catingueiro, Onça-pintada,
Gambá, Preá, Ararinha-azul, dentre outros.
Apesar de preocupar o fato da Caatinga se constituir atualmente
no terceiro bioma mais devastado do brasil, ficando atrás apenas da Mata
Atlântica e do Cerrado. Segundo o IBAMA praticamente metade da vegetação
original do bioma já foi devastado. O que contribui para esse impacto negativo
são práticas como o desmatamento, a expansão da fronteira agrícola e a
utilização de suas árvores para a produção de lenha.
Portanto, é imprescindível haver o conhecimento do bioma da caatinga para buscarmos estimular o desenvolvimento da consciência ambiental assim como o desenvolvimento de ideias e ações visando o uso sustentável e a conservação da biodiversidade brasileira, no sentindo de compreender a importância de proteger esse bioma.
A arara-azul ou também conhecida de
arara-azul grande é uma encantadora ave de plumagem com coloração predominantemente
azul, possuindo uma pequena faixa amarela ao redor dos olhos e outra próxima da mandíbula. Podendo chegar a medir aproximadamente 1 metro de comprimento desde a cabeça até a ponta da
cauda. É uma ave da família dos psitacídeos assim como periquitos, maritacas e
araras.
Habita diferentes formações vegetais,
tanto em ambientes florestais quanto em ambientes savânicos, além de outros, variando de região para região. Podendo ser encontrada
no Brasil, Paraguai e Bolívia. No brasil a maior quantidade das populações
dessa espécie, nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, vivem no bioma
do Pantanal. Além de encontrar em menor proporção no bioma da Amazônia e do Cerrado com parcelas da sua população distribuída em partes dos Estados de Goiás,
Tocantins, Pará, Amapá, Maranhão, Bahia e Piauí.
Para conseguir se alimentar de frutos bastantes duros, a arara-azul possui o maior e mais forte bico de todos os psitacídeos, permitindo quebrar as sementes com facilidade. Diferentemente das outras araras, não costuma se alimentar apenas unicamente no topo de árvores, mas também, em bandos, no solo.
Sendo a sua alimentação principalmente composta por sementes de palmeiras e frutos. Dentre algumas das palmeiras que servem de alimento para a arara-azul, podemos destacar: a babaçu, buriti e licuri. Removendo a casca fibrosa mais externa e saboreando o interior dos coquinhos. Ao mesmo tempo, possuindo papel ecológico fundamental na dispersão de sementes. Sua presença pode, muitas das vezes, se constituir em um indicador de saúde ambiental.
É uma ave de hábitos sociais que vive
em bandos ou em pares, podendo ser avistadas principalmente em locais onde se alimentam ou
onde dormem. Apresenta comportamento monogâmico, isto é, com a formação de
casais que permanecem unidos, ao longo da vida, até mesmo fora da estação
reprodutiva.
Referente a arara-azul existem três
espécies mais conhecidas: arara-azul grande, arara azul de lear e a arara azul
pequena. Sendo a arara azul pequena considerada extinta e as outras duas
espécies havendo o risco de que
Especificamente a arara-azul grande
aparece classificada na lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União
Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) como
espécie vulnerável. Na medida em que isso é um reflexo negativo das situações
complicadas que a espécie já passou gerando a sua diminuição. Decorrente,
dentre outros fatores, da caça, do tráfico de animais, do desmatamento e da
destruição de seu habitat natural.
Muito embora, ações como, por exemplo,
do Projeto Arara-Azul, a partir de 1990 em diante no pantanal, promovendo
manejo de ninhos, instalação de ninhos artificiais, conservação da arara azul
em seu habitat natural, educação ambiental. Permitiu positivamente proporcionar
um aumento da quantidade dessas aves nos últimos anos.
Portanto, certamente é imprescindível haver ideias e ações nas sociedades, nos governos e nos indivíduos que estimulem a consciência ambiental, no sentido de compreender a importância da conservação da natureza assim como a importância da proteção da arara-azul.
TEXTO: ANTONIO GUSTAVO
Muito vale a palavra de quem fala em busca de esclarecimento; pouco vale a palavra de quem fala em busca de engajamento. (Antonio Gustavo)