sábado, 31 de agosto de 2019

BEM-QUE-TE-VI



Bem-que-te-vi Bem-te-vi...
Ali sereno, calmo, no quintal de casa
Tão livre, leve e solto a voar feliz
Fazendo docemente sorrir minha alma.

Bem-que-te-vi Bem-te-vi...
Ora pousar no galho de uma árvore
Cantando um mágico canto a colorir
A cena dessa matinal imagem.

Bem-que-te-vi Bem-te-vi...
Trazendo o bom dia que meu dia saúda
Como quem num simples gesto muito diz:
O amor é o que nos salva.

POEMA: ANTONIO GUSTAVO

domingo, 25 de agosto de 2019

BEM-TE-VI E A SUA IMPORTÂNCIA:



Um dos mais populares pássaros brasileiros, senão o que se constitui como o mais popular, o Bem-Te-Vi, encontrado no campo assim como nas grandes cidades, é uma ave típica da América Latina. Sendo principalmente conhecido pelo seu bonito canto através do qual se percebe facilmente pronunciar seu próprio nome. Possui, dentre outras características,  uma cauda escura, uma coloração amarela viva em boa parte do corpo e uma listra branca no alto da cabeça.

É um pássaro que pode ser visto tanto sozinho quanto em grupos. Considerado insetívoro pelo fato de devorar centenas de insetos diariamente, alguns insetos chegando a ser capturados em pleno voo devido a sua grande agilidade. Mas, sua alimentação, na verdade, é bastante diversificada, pois pode alimentar-se de frutas, ovos de outros pássaros, minhocas, peixes e até flores de jardins.

Curiosamente, não é só o mais popular dos pássaros, mas também existe referente ao pássaro a crença popular de que o Bem-Te-Vi é um anunciador de chuvas, na medida em que se acredita que quando muitos bem-te-vis cantam, basicamente significa dizer que a chuva estar para chegar.

Verdade ou não em relação à possiblidade do Bem-Te-Vi ser um anunciador de chuvas. O que se sabe é que apesar de o Bem-Te-Vi ter um comportamento agressivo nos momentos em que se sente ameaçado como quando, por exemplo, outros pássaros ou até mesmo outros animais invadem seu território. O Bem-Te-Vi possui uma grande importância ecológica.

Tendo em vista que contribui na dispersão de sementes, em diferentes regiões brasileiras, principalmente em áreas do cerrado que corresponde ao domínio natural no qual podemos encontrar em quantidade maior a existência do Bem-Te-Vi no território brasileiro. E também possui outra grande importância ecológica no sentido de ajudar no controle de pragas de insetos, uma vez que o Bem-Te-Vi certamente corresponde a um dos principais predadores dessa espécie.

Devido a quantidade expressiva da população mundial existente da sua espécie é considerado um pássaro em estado de conservação seguro e pouco preocupante. Ainda assim, não podemos deixar de destacar a grande importância que esse pássaro, do seu modo particular, possui para a natureza.

TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

O QUE É HOTSPOT? QUAL A SUA IMPORTÂNCIA?


Hotspot é um termo em inglês que traduzido para o idioma da língua portuguesa literalmente significa “ponto quente”. Diz respeito a um conceito ambiental elaborado pelo cientista inglês, Norman Myers, durante o final da década de 80. Até os dias de hoje ainda é um conceito pouco conhecido. 

Hotspot basicamente refere-se a determinadas regiões identificadas ao longo do mundo que possuem como características principais em comum o fato de serem áreas com elevada riqueza natural. Apresentando uma expressiva biodiversidade, sobretudo através do seu endemismo, ou seja, o desenvolvimento de espécies pertencentes as plantas originárias da área, no sentido de que só são, de certo modo, encontradas na própria região e possuem a presença no mínimo de, pelo menos, 1.500 espécies endêmicas. 

Além disso, corresponde as áreas que, ao mesmo tempo, já perderam em média três quarto (3/4) da sua vegetação natural, por outras palavras, são áreas nas quais 75% da vegetação original já foram destruídas. 

Evidenciando áreas onde há existência de um conjunto de importantes elementos naturais que se encontram extremamente em risco de extinção. Sendo assim, pode-se simplesmente afirmar, então, que dois fatores são levados em consideração no critério de escolha de um Hotspot: a existência de espécies endêmicas e a enorme destruição da vegetação original do ambiente.

Com base no trabalho de pesquisa realizado pelo cientista Myers, aplicando esse seu conceito ambiental na realidade com o objetivo de delimitar áreas de conservação ambiental prioritárias, foram identificados inicialmente um total de 10 hotspots ao longo do mundo.

Posteriormente com o desenvolvimento de outras pesquisas realizadas, desta vez, pelo cientista Russell Mittermeier e com a colaboração de outros pesquisadores, a quantidade de áreas consideradas hotspots ampliou, na década de 90 para 25 hotspots e mais recentemente, durante o século XXI, essa quantidade aumentou, segundo a ONG Conservation Internacional, para mais de 30 áreas classificadas. A quantidade de hotspots está em permanente mudança e a tendência, com o decorrer do tempo, é aumentar a quantidade de áreas classificadas.

Especificamente no subcontinente da América do Sul existem até o momento um total de 5 áreas (Andes Tropicais, Florestas Valdivias, Tumbes-Choco-Magdalena, Cerrado e Mata Atlântica), consideradas hotspots, sendo que duas delas são encontradas no domínio natural do Brasil: Cerrado e Mata Atlântica.

Não é tão difícil de entender porque ambos são classificados como hotspots, tendo em vista que o Cerrado, situado, em grande parte, na região central do território brasileiro, é o domínio natural brasileiro mais ameaçado, onde há a ocorrência de maiores taxas de desmatamento, possuindo um pouco mais de 20% da sua vegetação original assim como se destacando por possuir mais de 4 mil espécies de plantas endêmicas. 

E a Mata Atlântica localizada, em grande parte, ao longo do litoral do território brasileiro, já foi a 2ª maior floresta tropical do mundo, possuindo uma exuberante biodiversidade, numa média de cerca de 8 mil plantas endêmicas, porém apresenta hoje apenas em torno de 7% da vegetação original e é o domínio natural brasileiro mais devastado de todos. 

O estudo dos hotspots, assim, é muito importante porque por meio dele podemos estimular o desenvolvimento da consciência ambiental e obter conhecimentos essenciais a respeito de como se encontra a situação ambiental em diferentes regiões do mundo. 

Na medida em que o uso desse conceito ambiental permite identificar tanto quais são aquelas áreas de expressiva biodiversidade que estão ameaçadas de extinção. Principalmente em função da expansão das atividades humanas causando poluições, queimadas, desmatamentos, mudanças climáticas, destruição de habitats, extinção de espécies animais e vegetais quanto o estudo dos hotspots também ainda possibilita saber, desse modo, quais são aquelas áreas que precisam mais urgentemente ser conservadas. Incentivando a busca pela proteção e valorização da natureza.

TEXTO: Antonio Gustavo 

MATA ATLÂNTICA E A SUA IMPORTÂNCIA:



A Mata Atlântica é um importante bioma brasileiro que no passado, originalmente, era a 2ª maior floresta tropical do Brasil, ficando atrás apenas da Amazônia, e uma das mais exuberantes biodiversidade do mundo. Ocupando outrora grandes extensões do território brasileiro, predominando desde partes do Estado do Piauí, passando por outros vários Estados, até o Estado Rio Grande do Sul. 

Em função do grande desmatamento que esse bioma sofreu ao longo do tempo, sendo um dos primeiros a ser devastado desde o período da colonização brasileira, no século XVI, principalmente com a extração do pau-brasil e posteriormente com a participação de alguns diferentes tipos de ciclos econômicos, tais como: cana-de-açúcar, mineração, café. 

Porém, foi no inicio do século XX em diante que percebemos as causas da degradação desse bioma se intensificarem de modo cada vez mais expressivo através de um conjunto de fatores: desmatamento com a desenfreada exploração madeireira. A acelerada e desordenada ocupação urbana, haja vista que mais da metade da população brasileira se concentra nessa parte do país. E também, ao mesmo tempo, o avanço da industrialização. Provocando o desenvolvimento dessas diferentes atividades humanas vários impactos ambientais. 

Esse bioma mesmo tendo reconhecida a sua importância como o fato de ser decretado Reserva da Bioesfera Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e Patrimônio Nacional na Constituição Federal de 1988 do Brasil. Ainda assim é, infelizmente, o mais ameaçado de todos os biomas, ao ponto de ser um dos domínios naturais do território brasileiro considerado hotspot ao lado do Cerrado. Tendo em vista que possui um alto nível de destruição e endemismo, já que perdeu muito mais que três quartos (3/4) da sua vegetação natural e possui expressivo endemismo, ou seja, o desenvolvimento de espécies pertencentes à fauna ou a flora originárias da área.

Sendo um ambiente extremamente rico. Podendo-se afirmar até que em alguns aspectos, por exemplo, como no clima, na vegetação e no solo, mesmo apresentando características particulares a Mata Atlântica, de certo modo, ora se assemelha com a Floresta Amazônica. 

Uma vez que possui ao longo dos anos temperaturas elevadas e chuvas abundantes. Possui vegetação densa e fechada, típica de ambiente úmido com árvores que têm grande proximidade umas com as outras e que permanecem verdes. O solo normalmente é pobre e ácido, mas há um acúmulo significado de matéria orgânica no solo, oriunda das folhas que ao caírem das árvores decompondo-se no solo, abastecem com nutrientes as plantas e os animais. 

Atualmente, restam alguns resquícios da Mata Atlântica no território brasileiro, praticamente em média um pouco mais de 10% da vegetação original pertencente ao bioma. Apesar de hoje haver um relativo despertar para a consciência ambiental e diversas ações visando a sua preservação. Resultando em ter positivamente ocorrido, por exemplo, uma redução de 56% no desmatamento desse bioma entre os anos de 2016 e 2017 em comparação com o período anterior de 2015-2016. Posteriormente, entre 2020 e 2021 voltou a acontecer um avanço no índice de desmatamento com um crescimento de 66% superior em relação ao registrado entre 2019 e 2020 e 90% maior entre 2017 e 2018. C
onforme revela dados fornecidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Fundação S.O.S Mata Atlântica.
Portanto, certamente é algo preocupante a situação que se encontra esse bioma, levando em consideração o fato de que possui uma variedade de espécies animais e vegetações que vivem no seu ambiente e, inclusive, também encontram-se ameaçadas ou correndo riscos de extinção, tais como algumas espécies que podemos destacar referente aos animais: Beija-Flor-Verde, Capivara, Onça-Pintada, Mico-Leão-Dourado, Bicho-Preguiça, Gato-do-Mato. E referente as vegetações: Pau-Brasil, Jequitibá, Ipê-Roxo, Jabuticaba-Branca, Içará, Braúna, Cedro-Vermelho, Imbuia.

Nesse contexto, a sociedade civil organizada, os governos e as empresas, precisam refletir melhor acerca das relações que vem estabelecendo com a natureza e os seres vivos, visando não só promover a consciência ambiental que é tão fundamental, mas também realmente diminuir com os fatores relacionados com os impactos ambientais que prejudicam a qualidade de vida e qualidade ambiental assim como estimular ações no sentido de buscar alternativas para ajudar a preservar esse bioma brasileiro.

TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

sábado, 24 de agosto de 2019

PIMENTA-DO-REINO



A Pimenta Preta ou também mais conhecida no Brasil como “Pimenta-do-Reino” diz respeito a uma especiaria originária do continente asiático que possui uma riqueza de cheiro, sabor e cor. É valorizada assim como utilizada na culinária de várias partes do mundo. Relativo ao nível de desenvolvimento verificado de seus grãos pode ser classificada como pimenta preta, vermelha, verde ou branca.

A história confirma a sua valorização desempenhando um papel importante em diferentes eventos históricos. Antigamente, por exemplo, no início da sua comercialização, o grão de pimenta foi tão cobiçado que valia tanto quanto ouro, chegando até em alguns episódios a ser, inclusive, usado como se fosse moeda. Em outro momento, a busca por essa especiaria tão valorizada e utilizada há bastante tempo, não se constituiu em um dos únicos, mas em um dos principais motivos a impulsionar, nas grandes navegações, a expansão do império português em direção ao mundo oriental, especialmente do subcontinente indiano.

Porém, a partir de um determinado período da idade média observamos que o uso da pimenta do reino passa a aparecer cada vez mais relacionado a fins culinários. Sendo a pimenta, então, normalmente usada para conservar os alimentos ou, pelo menos, para diminuir o cheiro exalado e gosto desagradável dos alimentos em decomposição que naquela época durante as longas viagens das navegações de um continente a outro era muito comum de ocorrerem. 

A introdução da pimenteira-do-reino no Brasil até aonde se sabe inicialmente aconteceu pelos portugueses durante o século XVII, no contexto do período colonial, ficou nesse momento sendo chamada de pimenta-de-Portugal e era restringido o seu cultivo em determinadas áreas ao longo do litoral do território brasileiro. 

Atualmente, incorporada a prática culinária brasileira, presente no preparo de muitos pratos e com modernas técnicas de produção e consumo, passam os grãos de pimenta a ser, por sua vez, tanto cultivada em regiões mais continentais do território nacional, ampliando expressivamente a produção quanto usada nas indústrias de carnes e conservas. Entretanto, a maior parte do total da quantidade produzida no Brasil desses grãos é destinada mais à exportação do que ao consumo do mercado interno.

Especificamente na Amazônia a origem do cultivo e produção dos grãos de pimenta do reino aparece, sem dúvida, ligado ao momento importante da vinda de imigrantes japoneses. Aonde aqui chegando, durante as primeiras décadas do século XX, introduziram e difundiram a cultura da pimenta que encontrou, em boa parte, ambientes com um conjunto de condições naturais não só de clima (quentes e úmidos), mas também de solo (terras firmes; solos não encharcados) e de precipitação pluviais (bem distribuídos na maior parte do ano) bastantes favoráveis para seu cultivo. 

Hoje já se sabe que os benefícios e qualidades da pimenta-do-reino não se limitam somente a temperar comidas ou conservá-las através do sabor quente e aroma atraente que possui, pois diversos estudos científicos afirmam que é útil em contribuir, dentre outras coisas, estimulando o funcionamento do intestino, melhorando o metabolismo e facilitando a digestão; anti-inflamatório amenizando as dores e exercendo influência cicatrizante; possuindo propriedades antibacterianas que melhoram a imunidade; possuindo o composto orgânico piperina que melhora a absorção de nutrientes, estimula a produção de serotonina que favorece a sensação de bem estar; ajuda no tratamento de asma facilitando a respiração; previne várias doenças degenerativas por possuir antioxidantes; combate o resfriado e alivia tosses. 

Apesar de ter sido injustamente rodeada de dúvidas e falsos boatos referente a disseminarem a crença errada de que a pimenta do reino poderia fazer mal a vida humana. Na verdade, é contraindicada somente em pouquíssimos casos, tendo em vista que é necessário apenas ter cuidado de consumi-la em doses moderadas por causa de sua ardência. Além disso, cuidado com o manuseio da pimenta do reino, afastando o contato da pimenta com a parte dos olhos ou do nariz, porque os efeitos mais imediatos é que pode agredir o organismo, gerando alergias e provocando dificuldades de respirar. 

Contudo, podemos afirmar que, de modo geral, a introdução da cultura dessa pimenta foi algo positivo que aconteceu no cenário da agricultura brasileira assim como foi capaz de gerar um impacto economicamente significativo. Não só do ponto de vista nacional, segundo o censo agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o Estado do Pará na condição de maior produtor dos grãos da pimenta do reino no Brasil, seguido após por Estados pertencentes a outras regiões do país, Espírito Santo, Bahia. Mas, a nível internacional, no sentido de que o Brasil hoje se destaca no mercado internacional entre um dos principais exportadores de pimenta-do-reino do mundo ao lado de países como Vietnã, Indonésia e Índia. Por esses e outros motivos possíveis, assim, não é difícil entender porque a pimenta-do-reino possui enorme importância. 

TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

AÇAÍ: O QUE É? QUAL A SUA IMPORTÂNCIA?


O açaí para muito além de ser considerado um simples produto natural é uma alimentação peculiarmente saborosa e bastante rica em nutrientes e energia. Fruta típica da floresta Amazônica, pode ser principalmente encontrado na região norte do Brasil, região com maior produção e concentração da fruta.

Constituindo-se como uma das riquezas naturais do estado do Pará, estado no qual é o maior produtor nacional de açaí, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
Onde o açaí é uma das maneiras que boa parte dos paraenses não só encontraram de se alimentarem e economicamente garantirem sua renda, mas também que determinados empresários encontraram de obter bastante lucro, ampliando o consumo praticamente para todo o território nacional. E, nas últimas décadas, com a forte tendência de valorização do fruto do açaizeiro, ocorreu o aumento do consumo a nível internacional, ou seja, passou-se a exportar mais o açaí para outros países no mundo.
No Brasil o modo como o açaí é consumido varia de região para região, por exemplo, na região norte é geralmente mais consumido acompanhado com farinha de mandioca, açúcar, camarão, charque, peixe assado ou frito. Porém, nas demais regiões brasileiras como, por exemplo, na região sul e sudeste o açaí já costuma ser consumido tanto de outras formas (sorvetes, cremes, geleias) quanto misturado com outros ingredientes (banana, morango, kiwi, granola e xarope de guaraná).

Ao longo do tempo essa fruta revelou um conjunto de resultados positivos em relação ao que proporciona a vida humana. Jamais visando limitar as qualidades e benefícios que a fruta apresenta. Podemos basicamente afirmar que o açaí, dentre outras coisas, possui uma grande quantidade de fibras que facilitam o trânsito intestinal. Porque a
s fibras que possui são capazes até certo ponto de regular o funcionamento das células de gordura. Melhorando, assim, o funcionamento do intestino e a digestão. 
Apesar de que para isso ocorrer tem que haver um certo cuidado no que se refere às quantidades do líquido de açaí ingeridos e com os ingredientes de acompanhamentos, sendo assim o mais indicado é o consumo in natura, isto é, saborear o açaí naturalmente.
Possui expressiva concentração de antioxidantes, principalmente em função da presença das antocianinas, responsáveis também por esboçar sua coloração arroxeada, permitindo a fruta ser capaz de combater o envelhecimento. Essas mesmas substâncias de antocianinas presentes em quantidades relevantes no açaí ainda tem, segundo a Universidade da Florida, nos Estados Unidos, o potencial de reduzir o risco de câncer, especialmente da leucemia. 

Algumas dessas substâncias antioxidantes que o açaí possui, segundo um estudo realizado na Universidade de Adelaide, Austrália, ainda são capazes de prevenir doenças neurodegenerativas relacionadas à demência como o Alzheimer. Pois, combatem elementos que estão ligados ao desenvolvimento desse mal que
 implica em afetar a memória, linguagem, raciocínio e juízo. Normalmente atingindo a parte da população composta por pessoas de idade mais avançada.
Além disso, tanto protege o coração quanto melhora a circulação, tendo em vista que segundo um estudo publicado na revista científica Atherosclerosis, o açaí possui substâncias que evitam a aterosclerose, o endurecimento dos vasos sanguíneos e acúmulo de gordura nas artérias que estão associados a problemas cardiovasculares. 
Reduzindo com o colesteróis ruins LDL (Lipoproteínas de Baixa Densidade) nos quais obstruem vasos e artérias do coração e aumentando a presença dos colesteróis bons (Lipoproteínas de Alta Densidade). Ao mesmo tempo, possibilitando facilitar a circulação sanguínea e fortalecer o sistema imunológico.
Nesse sentido, poderíamos continuar destacando mais qualidades e benefícios que o açaí apresenta. Inclusive, com alguns outros estudos científicos que indicam ser possível encontrar de pontos positivos na fruta. Contudo, levando em consideração o que foi dito até o momento não é difícil de entender porque o açaí é assim tão valioso e possui uma enorme importância para a vida humana. 
TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

AMAZÔNIA: O DESMATAMENTO AUMENTOU NOS ÚLTIMOS ANOS?


O desmatamento na Amazônia, maior floresta tropical do mundo, que ocupa quase metade do território brasileiro, vem tornando-se uma realidade preocupante desde principalmente a década de 70 em diante. Quando essa imensa e rica floresta passou a ser objeto de maior interesse e cobiça de diversos e diferentes agentes econômicos privados com a conivência do governo brasileiro que forneceu a abertura de estradas, apoiou projetos causadores de problemas ambientais e submeteu à região amazônica a destruição. 

Em contrapartida, nessa mesma década em diante começa a haver no mundo, de certo modo, o despertar da consciência ambiental, onde movimentos sociais, ONG’S (Organizações Não Governamentais), ambientalistas, sociedade civil e determinadas lideranças políticas, inclusive, alguns grupos de ambientalistas começando, na época, a se organizar e mobilizar no Brasil.

Buscavam basicamente incentivar, no geral, a preservação do meio ambiente, alertando a respeito da sua importância para a vida humana e de outros seres vivos, além de destacarem ideias e ações que promovessem uma relação menos predatória da sociedade com a natureza. 

De lá para cá, já se passaram quase praticamente cinco décadas, muitas das questões ambientais os problemas só se agravaram, entramos no século XXI e estamos para ser mais exato em meados do ano de 2019, mas o problema ambiental do desmatamento da Amazônia certamente permanece como um assunto fundamental. 

Mesmo que podemos dizer que iniciamos essa década atual positivamente no que diz respeito, pelo menos, a ter ocorrido uma redução nos índices de desmatamentos, pois segundo dados divulgados pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente), em novembro de 2012, o desmatamento na Amazônia diminuiu entre agosto de 2011 e julho de 2012. Correspondendo não tão somente uma mera redução de 27% em relação ao período anterior. Mas, sendo considerado o menor índice de desmatamento desde a época de 1988 na Amazônia. 

Além de outros dados nos anos seguintes, ressaltando a redução do desmatamento. Levando em consideração dados divulgados, em 2014, pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Onde o instituto informou que houve uma redução na taxa de desmatamento na floresta amazônica no período entre 2013 e 2014 em relação ao período anterior, 2012 a 2013, correspondendo a uma diminuição do desmatamento em praticamente 18%.

Desse modo, assim, poderíamos já supor que iniciamos essa década mesmo com o pé direito, tendo em vista que o índice de desmatamento na Amazônia vinha sucessivamente caindo e torcíamos para que essa questão pudesse prosseguir seguindo nessa direção.

Contudo, apesar desses dados fornecidos ter positivamente apontado para uma queda no desmatamento, logo contribuindo para a relativa preservação da floresta amazônica. Por outro lado, no período verificado aproximadamente na metade desta década atual, podemos afirmar que, desandamos a partir daí caminhando a largos passos na direção contrária. Uma vez que segundo revela o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em 2016 ocorreu um aumento no desmatamento da Amazônia em torno de 30%, sendo considerado o pior resultado desde 2008. 

Retomando a tendência de aumento do desmatamento. Demonstrando o peso da pecuária na região da Amazônia, cuja qual não é a única atividade econômica, mas é uma das principais atividades a impulsionar o desflorestamento na região, devastando enormes áreas de árvores para dá lugar as pastagens para o gado, acompanhada das queimadas, da excessiva extração de madeira ilegal e da expansão da nova fronteira agrícola na Amazônia com a introdução do cultivo da monocultura de grãos, principalmente da soja.

Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento médio de rebanho bovino na região acontece numa velocidade incomparavelmente superior ao restante do Brasil. Onde a maior parte do fenômeno do crescimento do rebanho brasileiro deu-se nos Estados pertencentes à Amazônia (Pará, Rondônia, Mato Grosso) que, ao mesmo tempo, são áreas nas quais o desmatamento é maior. 

Dados fornecidos, desta vez, pelo IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) reforça essa tendência negativa de crescimento revelando que entre agosto de 2017 e julho de 2018, as derrubadas aumentaram 39% em relação ao período anterior. O instituto ainda também apontou que um dos principais causadores do desmatamento na Amazônia é a pecuária que sozinha essa atividade foi responsável por mais de 60% da perda de vegetação nativa.

A situação de destruição que a Amazônia é submetida certamente que é algo bastante preocupante, podendo chegar em algum momento a condições inimagináveis se prosseguir nesse ritmo, na medida em que não cessam de surgir novas pesquisas apresentando resultados negativos relacionados a esse problema ambiental, conforme afirma um estudo mais recente publicado na revista Science, em fevereiro de 2018, através da qual se constata que, lamentavelmente, mais de 20% da área total de floresta da Amazônia já foi devastada. 

Nesse contexto, é necessário retomar a discussão da importância da floresta amazônica de pé para a existência da vida humana e da vida de milhares de outros seres vivos que dependem diretamente dela e ficarão prejudicados com o seu desmatamento assim como buscar estimular a consciência ambiental, indicando possíveis alternativas e soluções.

Pressionar os políticos para criarem leis ambientais mais rigorosas, exigindo dos governantes a aplicação dessas mesmas leis ambientais através, por exemplo, da ampliação da quantidade de fiscais, tão imprescindível para o caso específico da Amazônia por se tratar de uma região tão imensa. E tornar, ainda, essa fiscalização mais consistente, passando a punir as empresas ou pessoas que cometem graves crimes ambientais assim como pessoas que ameacem a vida de ambientalistas. 

Além disso, é essencial usar dos conhecimentos científicos e tecnológicos disponíveis em prol da preservação da floresta amazônica; incentivar ações que objetivem promover o reflorestamento da Amazônia; ampliar a criação de áreas de proteção da natureza; investir em programas de educação ambiental, visando fortalecer à defesa do meio ambiente. Entre outras iniciativas que possam, de fato, contribuir no sentido de ajudar a reduzir o desmatamento da floresta Amazônica. 

TEXTO: ANTONIO GUSTAVO

PALAVRA

Muito vale a palavra de quem fala em busca de esclarecimento; pouco vale a palavra de quem fala em busca de engajamento. (Antonio Gustavo)